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Noite europeia: Resumos dos jogos


"Super-Messi" embala Barcelona

Lionel Messi marcou 5 golos na recepção ao Bayer Leverkusen. Com este assinalável desempenho, o avançado argentino entra para a história, como sendo o primeiro jogador a marcar 5 golos em apenas 1 jogo, para as competições europeias. Difícil é neste momento encontrar um adjectivo que assente na perfeição em Lionel Messi.

História no jogo, só e apenas os golos marcados. O Barcelona dominou completamente o Bayer Leverkusen. arrumando os alemães para fora das competições europeias. A classe de Messi actuou e o resultado está à vista. 7-1 para os «blaugrana». Os outros dois golos da equipa comandada por Pep Guardiola foram apontados por Cristian Tello, mais um produto da formação do clube espanhol. O golo do Bayer Leverkusen foi marcado já nos descontos, por Bellarabi.


Passagem história aos quartos-de-final da Champions

O APOEL perdeu em França 1-0, mas a jogar em casa, perante o seu público conseguiu vencer pela mesma margem o Lyon e desta forma empatar a eliminatória. O jogo chegou a prolongamento, mas de nada adiantou. Tudo foi resolvido nas grandes penalidades, onde a equipa cipriota levou a melhor.

O golo foi marcado por Gustavo Manduca, ex-jogador do Benfica, que acabara por ser expulso da partida, no decorrer do segundo tempo. Lacazette e Michel Bastos não conseguiram bater Dionisios Chiotis na marcação das grandes penalidades, situação que o APOEL aproveitou de imediato. Com este resultado, os cipriotas passam à próxima eliminatória, e continuam a sua surpreendente carreira na Liga dos Campeões.


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Noite europeia: Resumos dos jogos


Luz verde para o Sporting

O Sporting confirmou hoje o apuramento para os oitavos-de-final da Liga Europa, ao vencer o Légia por 1-0. Depois de ter arrancado o empate a duas bolas na Polónia, a equipa de Ricardo Sá Pinto precisava apenas de um empate, mas tal como o técnico português queria, o Sporting teve «dedicação» e «garra» e conseguiu mesmo o triunfo frente aos polacos, em Alvalade.

O jogo não foi calmo, mas também não teve muita intensidade. Oportunidades de golo na primeira parte, apenas para o Légia. O experiente Ljuboja falhou perante Rui Patrício. Na segunda parte, os «leões» foram deixando passar o tempo, e chegou mesmo ao golo por intermédio de Matías Fernandez.

Com o apuramento garantido, o Sporting tem pela frente um dos mais fortes candidatos ao título. Trata-se do Manchester City, equipa que eliminou o FC Porto, campeão em título, da prova.


Braga vence mas não chega

Em Istambul, apesar da vitória, o Sp. Braga cai nesta fase da prova. A vitória por duas bolas a zero dos turcos no Estádio Axa, perante o Braga, permitiu à equipa jogar de uma forma tranquila, sempre à espera do apito final. Os bracarenses marcaram ainda na primeira parte, por intermédio de Lima.

O Sp. Braga, apesar da derrota em casa, foi à Turquia focado na vitória, porém, este triunfo não chegou para os «arsenalistas» passarem á próxima fase. Durante o jogo, a equipa de Leonardo Jardim tentou, de várias formas, chegar ao seu segundo golo, que permitisse o empate da eliminatória, mas nunca conseguiu realmente fazer com que isso acontecesse.

O Sp. Braga cai assim nos 16-avos da Liga Europa, já o Besiktas, de Carlos Carvalhal, segue em frente e à sua espera tem o Atlético de Madrid, do ex-portista Radamel Falcão.

Noite europeia: Resumos dos jogos


Lavezzi e Cavani arrumam Chelsea

O Nápoles recebeu e venceu o Chelsea por 3-1. E se a equipa de André Villas-Boas já estava mal, agora está ainda pior. Com esta derrota em Itália, fica difícil o apuramento para os quartos-de-final da Liga dos Campeões, logo, cai por terra mais um objectivo dos londrinos.

Juan Mata ainda abriu o marcador aos 27 minutos, a favor do Chelsea, mas os napolitanos fizeram questão de dar a volta ao jogo. Ainda no primeiro tempo, o argentino Lavezzi, após bom envolvimento com o seu «parceiro» Cavani, igualou a partida, e começou aquele que foi mais um dos desastres da má temporada do Chelsea.  No segundo tempo, Edinson Cavani e Lavezzi, respectivamente, deram a volta ao jogo e colocaram o Chelsea numa situação muito delicada.


Wernbloom impede vitória do Real Madrid

O Real Madrid foi hoje à Rússia disputar a 1ª mão dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, contra o CSKA de Moskovo. Os merengues estiveram a ganhar praticamente o jogo,  mas no último minuto de jogo, os russos, por intermédio de Wernbloom, empataram a partida. O golo da equipa de José Mourinho aconteceu aos 27 minutos, e foi marcado por Cristiano Ronaldo.

No entanto, o empate acaba por ser positivo, uma vez que o Real Madrid jogou fora, e terá a possibilidade de confirmar a passagem à próxima fase no seu estádio.

Real Madrid procura-se


Esta noite no El Sardinero, os adeptos "merengues" terão demorado algum tempo a entender que era realmente a equipa que tantas vezes apoiavam aquela que estava a actuar em campo contra o Racing de Santander. E não, não foi pelas inúmeras poupanças que José Mourinho realizou e que lançaram estreantes desta edição da Liga Espanhola. É que se não havia Khedira, Di María, Sérgio Ramo, Pepe ou mesmo Coentrão, havia Ozil, Ronaldo, Benzema ou ainda Callejón que tinha realizado uma pré-temporada muito prometedora.

A verdade é que as "vedetas" não estiveram nem de perto nem de longe ao nível dos euros que ganham e até foi "San" Iker Casillas a salvar a honra do convento em alguns momentos do jogo. É que a falta de ritmo e entrosamento é notória em jogadores como Varane, Callejón e principalmente Lass Diarra.

É nem as mudanças que Mourinho efectuou a meio do encontro surtiram efeito. "Mou" colocou a carne como Di María, Kaká e Higuaín no assador, mas as brasas não estavam quentes, nem pouco mais ou menos, e como tal apenas e só o nulo poderia ser o resultado que se aceitaria. O Real vai já no segundo jogo sem conhecer o sabor da vitória e pode ver o rival Barcelona afastar-se na liderança.

Braga alcança triunfo histórico diante do Birmingham

Braga com triunfo histórico

O Sp. Braga iniciou a sua participação no Grupo H da fase de grupos da UEFA Europa League com um triunfo no terreno do Birmingham City FC, por 3-1, com golos de Hélder Barbosa e Lima, conseguindo o primeiro triunfo da sua história em solo inglês.

A primeira ocasião de perigo pertenceu aos anfitriões, aos quatro minutos. Marlon King escapou-se pelo direito e assistiu Adam Rooney no meio, mas o remate do inglês acertou nas malhas laterais e, três minutos volvidos, o Braga chegou ao golo. Hélder Barbosa recebeu um cruzamento do lado direito e colocou a bola na esquerda para Elderson Echiejile. O lateral nigeriano cruzou da ala para o centro e novamente para Hélder Barbosa, que rematou, à entrada da área, à meia-volta, de primeira, sem possibilidade de defesa para Boaz Myhill. Três minutos depois, Hugo Viana, na transformação de um livre directo, obrigou Myhill a uma excelente defesa junto ao poste direito.

Na segunda parte, o ritmo do encontro abrandou, com o Braga a controlar os acontecimentos, mercê de uma melhor circulação da bola. A equipa de Leonardo Jardim ampliou mesmo a vantagem aos 58 minutos, por intermédio do ponta-de-lança Lima, que fuzilou Myhill, após Nuno Gomes ter amortecido na direcção do brasileiro um cruzamento do lado esquerdo de Elderson. O Birmingham ripostou e, aos 71 minutos, reduziu a diferença quando King se limitou a encostar a bola vinda de um cruzamento rasteiro de Burke do lado direito. No entanto, os bracarenses souberam resistir até ao fim e deixaram Birmingham com os três pontos, muito por culpa de uma fantástica defesa de Quim junto ao canto superior num remate em arco de Redmond e de novo tento de Hélder Barbosa, desta feita a passe de bandeja de Carlão, depois de lançado por Hugo Viana, a culminar um rápido contra-ataque. in UEFA.com

Sporting cumpre e vence em Zurique

"Leões" resolvem cedo em Zurique

O Sporting entrou a vencer no Grupo D da UEFA Europa League ao derrotar o FC Zürich, por 2-0, em partida da primeira jornada realizada na Suíça.

Um golo madrugador de Emiliano Insúa adiantou o conjunto de Domingos Paciência no Letzigrund e Ricky van Wolfswinkel fixou o resultado aos 21 minutos, num encontro em que o Zurique, com o português Jorge Teixeira titular, acertou por três vezes nos ferros, duas delas por Ricardo Rodriguez. A vitória do Sporting, conjugada com o empate 2-2 da S.S. Lazio na recepção ao FC Vaslui, deixou-o isolado no topo da classificação antes de defrontar os italianos daqui a duas semanas, dia 29 de Setembro, no Estádio José Alvalade.

Insúa fez o primeiro golo e a assistência para o segundo (foto AP)

Após ter averbado a primeira vitória na Liga portuguesa à quarta ronda no fim-de-semana passado (3-2 em Paços de Ferreira), o Sporting não podia ter começado melhor a partida em Zurique e inaugurou o marcador logo aos quatro minutos. Stijn Schaars cobrou um livre para a grande área adversária e, numa rotação perfeita de costas para a baliza, Insúa desviou a bola de cabeça para fora do alcance de Johnny Leoni.

A equipa de Urs Fischer esteve perto de empatar aos 17 minutos, quando Ricardo Rodriguez acertou com estrondo no poste esquerdo da baliza de Rui Patrício, após ligeiro toque na bola de um colega e na sequência de um livre indirecto dentro da área, a castigar o facto de Patrício ter agarrado o esférico atrasado por Oguchi Onyewu. Só que a seguir, num bom lance pelo lado esquerdo, Schaars desmarcou Insúa e o lateral argentino, contratado este Verão pelos “leões” ao Liverpool FC, cruzou para Van Wolfswinkel empurrar à boca da baliza sem hipóteses para Leoni. Treze minutos depois do reatamento, o vice-campeão helvético voltou a acertar no poste esquerdo por Admir Mehmedi e o mesmo destino teve o livre directo de Rodriguez aos 77, embora desta vez tenha batido na trave, pelo que o Sporting saiu mesmo incólume da Suíça. in UEFA.com

Trabzonspor surpreende e vence o Inter

Trabzonspor bate Inter ao cair do pano

O Trabzonspor, equipa que substituiu o Fenerbahçe na Liga dos Campeões, e que tinha sido eliminada desta competição pelo Benfica, entrou a vencer na fase de grupos desta prova e logo contra o...campeão europeu de 2010, o Inter de Milão. A equipa italiana jogou sem Forlán e ainda procura a melhor maneira de encontrar um sucessor na "Champions" para Eto'o, mas isso não são desculpas para, em pleno San Siro, sair vergada perante um adversário inegavelmente mais fraco.

Ao passar do minuto 76, Celustka apontou o único golo do encontro, após remate à barra de Altintop, o irmão de Hamit, Halil. Quanto ao Inter, acabou por ter aquilo a que se estava a pôr a jeito. É que a apatia evidenciada, especialmente na primeira metade do encontro, só podia dar um cenário destes. Mais, na segunda parte, a equipa turca perdeu mesmo o respeito e houve alturas em que fazia posse de bola prolongada no meio-campo nerazurro. A equipa italiana leva o pleno...de derrotas em jogos oficiais, com três encontros disputados e outros tantos desaires. Gian Piero Gasperini está a ser cada vez mais contestado e os próximos jogos serão decisivos. Quanto ao Trabzonspor acaba por ficar líder improvável do grupo B, já que, no outro encontro do grupo, CSKA e Lille empataram a dois golos, num jogo arbitrado por Olegário Benquerença.

Di María decide em Zagreb

A Zagabria decide Di María

Um golo de Ángel di María, já na segunda parte, foi o suficiente para o Real Madrid vencer no terreno do GFK Dinamo Zagreb e entrar com o pé direito no Grupo D da UEFA Champions League.

Embora tenham pertencido ao Real Madrid as melhores oportunidades - quer em quantidade, quer em qualidade -, o Dínamo, a jogar a fase de grupos pela primeira vez desde 1999 e com Tonel a titular, lutou pelo resultado até ao apito final do árbitro. Mas, no final, a equipa de José Mourinho foi demasiado forte, com Di María a marcar o único golo do jogo aos 53 minutos, concluindo uma jogada construída por Karim Benzema e Marcelo. O primeiro quarto-de-hora de jogo foi simplesmente frenético, com o Real Madrid - com Ricardo Carvalho, Pepe, Fábio Coentrão e Cristiano Ronaldo na equipa titular - a ter de defender dois pontapés de canto seguidos, antes de partir para o contra-ataque. Ronaldo e Mesut Özil, em boa posição, atiraram ao lado, Coentrão falhou por pouco um chapéu e, aos 12 minutos, Benzema tirou tinta à barra da baliza adversária.

O campeão croata recusava-se a limitar-se à defesa, mas a atitude ousada quase tinha custos aos 29 minutos, altura em que apenas duas grandes intervenções do guarda-redes impediram o Real de chegar ao golo. Benzema entrou pelo flanco direito e serviu Di María, mas Ivan Kelava defendeu o remate do argentino, com a bola a sobrar para Özil. Totalmente sozinho, o alemão atirou para golo, mas Kevala ainda teve tempo para desviar, voltando a mostrar todas as qualidades que já tinha deixado bem patentes nos jogos do "play-off" com o Malmö FF.

Sufrida victoria de un Madrid espeso

O Dínamo respondeu e a verdade é que teve uma excelente oportunidade para abrir o activo em cima da meia-hora. Jerko Leko isolou Ante Rukavina que, no duelo com Iker Casillas, permitiu a defesa do guarda-redes espanhol.

Poucos acreditariam que a equipa da casa resistisse tanto tempo ao gigante espanhol e a verdade é que tudo mudou ao sétimo minuto da segunda parte. Benzema teve todo o tempo do Mundo à entrada da área para lançar Marcelo na esquerda e o brasileiro cruzou para uma bela finalização, de pé esquerdo, de Di María. Os "merengues" aproveitaram o embalo e, em apenas dois minutos, poderia ter conseguido mais dois golos, não fosse o fantástico Kelava ter negado os golos a Ronaldo e a Coentrão. O Dínamo colocou mais homens no ataque em busca do empate e o suplente Nikola Pokrivač teve nos pés uma ocasião, mas o remate foi bloqueado pela defesa adversária. E os adeptos da casa ainda acreditaram mais num resultado positivo quando Marcelo viu o segundo cartão amarelo aos 73 minutos. Tonel ainda ameaçou de cabeça, mas o Real segurou os três pontos. in UEFA.com

City e Nápoles dividem pontos

City e Nápoles dividem pontos

O Manchester City recuperou de desvantagem para alcançar um empate a um golo com o SSC Napoli, num jogo interessante do Grupo A da UEFA Champions League.

Ambas as equipas assinalavam o fim de longos períodos de ausência da principal competição europeia de clubes, mas foi o Nápoles que marcou primeiro, por intermédio de Edinson Cavani, a meio da segunda parte. No entanto, a sua vantagem durou apenas cinco minutos, com o livre bem medido de Aleksandar Kolarov a valer à equipa de Roberto Mancini um ponto. Uma tarja com a inscrição "Benvenuti" dava as boas-vindas ao Nápoles na entrada da Bancada Colin Bell, mas o City, vitorioso nos últimos dez jogos em casa, imediatamente mostrou que a hospitalidade para com os visitantes terminava aí, empurrando o Nápoles para a sua área logo nos instantes iniciais. O poderio financeiro do City trouxe consigo um nível de expectativa raro para um clube novo na UEFA Champions League, e com apenas uma participação na Taça dos Clubes Campeões Europeus, há 43 anos. Ainda assim, o City não é um estreante qualquer e rapidamente ameaçou a baliza do Nápoles.

Morgan De Sanctis negou o golo a Sergio Agüero junto ao poste mais distante, depois de um ligeiro toque de Edin Džeko e, mais tarde, quando Agüero e Džeko combinaram, o internacional bósnio rematou junto ao ângulo, mas para fora. Apesar da maior posse de bola, o City quase se viu em desvantagem aos 18 minutos, quando Ezequiel Lavezzi ultrapassou Vincent Kompany à entrada da área e rematou à barra da baliza de Joe Hart. A supremacia inicial dos anfitriões diminuía, ainda assim estiveram perto de marcar antes do intervalo, por Yaya Touré, que concluiu um contra-ataque que ele próprio tinha começado com um remate à barra, depois de aproveitar uma simulação de Agüero.

Il Napoli strappa un punto a Mancini

O treinador visitante, Walter Mazzarri, apelidou a sua equipa de "outsider", no seu primeiro jogo na competição no espaço de 21 anos, mas lutava de igual para igual com o City. Pouco tempo após o recomeço, Marek Hamšík rematou à meia-volta a bola cruzada por Juan Zúñiga para o segundo poste, fazendo-a escapar ao alcance de Hart, mas Kompany cortou em cima da linha de golo. Hamšík voltou a estar perto do golo quando o suplente Blerim Dzemaili o desmarcou na esquerda, mas o remate foi interceptado por Pablo Zabaleta.

O Nápoles continuou a investir e acabou por ser recompensado aos 69 minutos, quando Christian Maggio roubou a bola a Barry e avançou no terreno, para depois servir Cavani na direita, com o uruguaio a fazer a bola passar por entre as pernas de Hart. A resposta do City foi quase imediata, num remate de Agüero à barra, já na pequena área, mas coube a Kolarov fazer o empate. No seguimento de uma falta sobre Zabaleta junto ao canto direito da área, o internacional sérvio rematou em arco por cima da barreira e junto ao primeiro poste. in UEFA.com

Benfica e United empatam na estreia

Benfica empata na estreia

O Benfica iniciou a sua participação na fase de grupos da UEFA Champions League com um empate a uma bola na recepção ao Manchester United FC.

A jogar em casa, perante uma plateia praticamente lotada, os "encarnados" tentaram desde cedo tomar as rédeas do jogo mas pela frente encontraram um United bastante organizado, com excelente posse de bola nos instantes iniciais. Os homens da casa demoraram a reagir mas, aos 14 minutos, Gaitán tentou o remate de longe, com a bola a passar um pouco por cima. Dois minutos volvidos o argentino ficou perto do golo, após disparo de pé esquerdo. A bola passou perto do poste da baliza de Anders Lindegaard, numa fase em que o Benfica já tinha equilibrado a partida. Aos 19 minutos Óscar Cardozo testou a atenção do guarda-redes do United, com um remate de pé direito, à entrada da área. Mas aos 24 minutos o paraguaio atirou a contar, após passe magistral de Gaitán. Cardozo dominou no peito e, de pé direito, atirou fora do alcance de Lindegaard, tendo assinado um tento de belo efeito.

Motivado pelo golo, o conjunto orientado por Jorge Jesus soltou-se mais, mas foi apanhado em contra-pé aos 42 minutos, com o United a chegar ao empate, mercê de um remate certeiro de Ryan Giggs. O médio progrediu em zona frontal e, de pé esquerdo, restabeleceu a igualdade.

Giggs salva un punto allo United

Na segunda parte, a formação de Manchester voltou a entrar bem, pressionante e a criar problemas ao último reduto "encarnado", que, mais uma vez, se foi soltando com o passar do tempo. Ainda assim, o conjunto inglês continuava a dominar, com Giggs a ter a oportunidade para desfazer a igualdade aos 64 minutos. Artur correspondeu com uma defesa providencial. Aos 65 minutos, o Benfica dispôs de uma excelente oportunidade para fazer o segundo golo, após lance de contra-ataque. Gaitán avançou pelo lado direito, cruzou rasteiro e o recém-entrado Nolito rematou de pronto. Lindegaard defendeu para canto.

O Benfica ainda tentou o "forcing" final, na tentativa de chegar à vitória, algo que poderia ter acontecido aos 76 minutos, após remate de Gaitán. Lindegaard esteve novamente em bom plano, ao evitar o golo ao argentino. A três minutos do final foi a vez de Nolito estar perto do golo, mas o remate do espanhol, já na pequena área, embateu nas malhas laterais. in UEFA.com

Villas-Boas estreia-se com vitória

Chelsea vs Bayer Leverkusen (EPA)

André Villas-Boas começou a caminhada na Liga dos Campeões com o Chelsea, como tinha iniciado e terminado a campanha na Liga Europa com o Porto: vencendo. Com lugar a várias poupanças, ou não fosse no Domingo estar aí o jogo contra o Manchester United, os blues levaram de vencida o Bayer Leverkusen, no regresso dos alemães à melhor competição de clubes do mundo. Bosingwa e Raul Meireles e David Luiz foram titulares no Chelsea. Lampard começou o encontro no banco e Ramires e Terry nem lá se sentaram.

O Chelsea entrou com a corda toda, chegando mesmo a marcar nos primeiros cinco minutos. O golo, contudo, viria a ser anulado a Fernando Torres, por fora-de-jogo de Raul Meireles, decisão correta diga-se. A partir daí viria a destacar-se um jovem guarda-redes na baliza do Leverkusen, de seu nome Leno, que ia adicionando defesas atrás de defesas à sua exibição a remates de Sturridge e Mata. O último parece já totalmente adaptado aos londrinos, tendo inclusive sido uma das figuras da partida.

Chelsea mais adaptado a Villas-Boas

O segundo tempo trouxe um Leverkusen com vontade de mostrar o porquê de ter estado no pódio da última Bundesliga. Os germânicos criaram boas oportunidades, mas Cech negou sempre a surpresa que seria um golo da equipa de Ballack, ele que regressava a Stamford Bridge. Villas-Boas refrescou a equipa, colocando Lampard e Anelka no encontro. Pouco depois, David Luiz arranca pela esquerda e combina com Torres, antes de desferir um remate indefensável que apenas parou no fundo das redes da baliza de Leno. Colocava-se justiça no marcador. O golo acabou por ditar o fim de qualquer esperança do Leverkusen e foi com a maior das naturalidades que Mata, já perto do fim, aumentou a vantagem fixando o resultado final e contribuindo para a liderança isolada do Chelsea no comando do grupo E. Isto porque o Valência não conseguiu ir além de um empate a zero no terreno do Genk, teoricamente o adversário mais fraco do grupo.

Carrossel portista deixou Shakhtar ourado

FC Porto vs Shakhtar Donetsk (LUSA)


O Carrossel do FC Porto anda com problemas na electricidade. O problema, para os outros, claro está, é que quando ele se liga e fica a trabalhar o tempo que é preciso, os adversários, que entram sempre para dar umas voltas, saem de lá de dentro a cambalear. Foi o que aconteceu ao Shakhtar Donetsk esta noite. Os ucranianos entraram mais fortes, ainda que sem criar perigo ostensivamente, aliás nunca o fizeram, e até marcaram primeiro, mas apenas porque Helton deixou. Hulk, à bomba, e Kléber, dividindo com James, deram a volta ao encontro.

A principal surpresa do onze portista acabou por ser a presença de Defour, no lugar de Belluschi. Apesar do bom jogo do belga contra o Setúbal, era de esperar que Vítor Pereira desse a titularidade ao argentino. Não aconteceu e Defour acabou por mostrar a qualidade que já se suspeitara existir pelo jogo contra os sadinos, embora neste caso de forma mais intermitente. Os ucranianos, sempre aquela equipa de Quente & Frio, ataque e defesa, respectivamente, entraram atrevidos no encontro. Contudo, seria o Porto a dispor da primeira claríssima ocasião de perigo. Já depois de Hulk ter enviado uma bola à barra num remate a meias com Defour, James caiu na grande área após ter sofrido falta que o árbitro alemão não hesitou em assinalar.

Abre-se aqui um aparte para falar de "El Bandido". Vítor Pereira entende o colombiano bem melhor que André Vilas-Boas. Com o "Astérix", James jogava demasiado preso à linha, já com o seu sucessor, o jovem prodígio vagueia pelo campo, com total liberdade para fazer companhia a Kléber, para vir à linha ou para ir ao lado contrário jogar bonito com Hulk. E, de facto, Rodríguez não sabe jogar feio. Um, perdão, mais um, enorme recital de bom futebol esta noite.

FC Porto vs Shakhtar Donetsk (LUSA)

Mas Hulk haveria e falhar o "penalty", acertando agora no poste. Quase na resposta, o Shakhtar mostrou que com a legião de brasileiros não se pode brincar. Willian veio da esquerda para o meio, passando com facilidade por Fucile e rematou fácil para...Hélton não agarrar. Ora e se na Liga Europa a história seria outra, na Liga dos Campeões estes erros não são perdoados. Foi o que fez Luiz Adriano que aproveitou para gelar o Dragão com um oportuno golo. E foi tudo. Conforme havia dito Mircea Lucescu, o Shakhtar ia jogar no erro do Porto, fê-lo e fê-lo bem mas, daí em diante, limitou-se a defender. O Porto, pacientemente ia aparecendo, apoiado pelos adeptos que costumam acordar mais nos jogos europeus, não se sabe se também eles consideram ou não a Liga dos Campeões uma montra...

Ora se Hulk tinha falhado a grande penalidade, quis redimir-se rapidamente e, quinze minutos volvidos, na marcação de um livre, fez o golo de melhor efeito da noite. Remate...Incrível a dar o empate aos azuis-e-brancos. Até final da primeira metade, nota ainda para o apagão ainda maior do Shakhtar, equipa que apenas se viu quando Rakitskyi entrou de forma bárbara sobre Moutinho e recebeu ordem de expulsão por vermelho directo, com direito a raspanete de Lucescu.

FC Porto vs Shakhtar Donetsk (LUSA)

Na segunda parte, sentido único de jogo novamente, com o Porto a arrumar rapidamente a questão. James tem um lance para recordar, na sua estreia na Champions, senta Srna e oferece o golo a Kleber, este a estrear-se a marcar na Liga Milionária e a ir comemorar o tento com Vítor Pereira. Até final, o jogo foi perdendo interesse, com o Porto a dar a ideia de ter sempre o encontro controlado, mais ainda quando Chygrynskyy viu o segundo amarelo a dez minutos dos noventa. No final, vitória para o Porto que é líder em igualdade com o surpreendente APOEL.

Sporting consegue cambalhota no marcador em apenas 8 minutos



Os leões deslocaram-se ontem à noite à Mata Real para jogar com a equipa da casa e apesar de chegarem a estar a perder por 2-0, conseguiram uma reviravolta no marcador em somente 8 minutos.

Domingos Paciência mexeu no onze titular e colocou 9 reforços no mesmo, com destaque para as estreias de Insúa e Elias, para além das entradas de Onyewu, Rinaudo, Pereirinha (não foi convocado para o último jogo) e Bojinov. Em termos de saídas, Polga, Evaldo, André Santos, Izmailov foram jogadores que passaram para o banco. Relativamente ao onze inicial do Paços de Ferreira existiu apenas uma mexida, com a entrada de Caetano, que remeteu Luiz Carlos para suplente.

Logo nos minutos iniciais da partida, mais precisamente ao minuto 4, o Sporting viria a sofrer um golo, numa jogada que causa algumas dúvidas, na qual segundo o árbitro Paulo Batista terá havido um atraso de Rodríguez para Rui Patrício, tendo marcado livre indirecto dentro da grande área. André Leão passou para Michel, que resolveu à bomba e fez o 1-0. Oito minutos passados, o mesmo jogador, que esteve em grande destaque ontem, rematou para uma defesa a dois tempos de Rui Patrício. O clube leonino foi atrás do empate e ao minuto 13, Pereirinha cruzou para um cabeceamento de Schaars por cima da baliza. Passados nove minutos foi a vez de Bojinov, de livre, rematar ao lado da baliza pacense. O leão tentava, novamente, chegar rapidamente á igualdade e o holandês Schaars de livre, ao minuto 24 esteve muito perto do objectivo, no entanto, a bola embateu na barra da baliza defendida por Cássio. Dois minutos antes dos 45, Elias tentou chegar à bola na grande área, contudo Cássio conseguiu chegar primeiro e no prolongamento da 1ª parte, Michel esteve muito perto de aumentar a vantagem, não fosse uma grande defesa do actual guarda-redes titular da Selecção Nacional.


Na 2ª parte assistiu-se a uma reviravolta, marcando-se 4 golos, sendo que o primeiro e segundo da partida pertenceu mais uma vez a Michel, que após livre de Manuel José, na grande área conseguiu fazer um golo de cabeça, saltando mais alto que o peruano Rodríguez. Tudo parecia mais difícil para o Sporting, que até podia ter sofrido pouco tempo depois o 3-0, num lance em que o mesmo Michel, ex. Penafiel, remata às malhas laterais da baliza sportinguista. O minuto 70 marca a expulsão por 2º amarelo de Nuno Santos e apenas 5 minutos após, Izmailov consegue reduzir a vantagem pacense com uma boa jogada tocando a bola ainda em Cohene que desvia a trajectória da mesma. A esperança leonina voltava e 3 minutos depois do golo do russo, é a vez do estreante Elias fazer o gosto ao pé e concluir da melhor maneira um grande passe em profundidade de Rinaudo. Para compor a vitória sportinguista, ao minuto 83, Insúa cruza e Wolfswinkel apareceu sozinho na pequena área e apenas teve de encostar a bola e fazer desta maneira o 2-3.

Sendo assim, o Sporting soma agora 5 pontos, os mesmos que Beira-Mar (5º) e Olhanense (6º) e sobe para o 7º lugar, deslocando-se dia 19 a Vila do Conde. O Paços de Ferreira encontra-se em 9º lugar, com menos 1 ponto que os leoninos e joga dia 17, na Madeira, frente ao Nacional.


Jogo marcado por 3 penáltis



O Benfica venceu ontem o V. Guimarães por 2-1, num jogo que fica marcado por 3 penáltis a favor dos encarnados, dois deles inexistentes. O clube da Luz apresentou duas novidades no onze, com a titularidade de Bruno César e Saviola (suplente não utilizado no jogo na Choupana), saindo para o banco Pablo Aimar e Nolito, ao passo que os vimaranenses apenas fizeram uma alteração forçada, com a saída da titularidade e dos convocados do lesionado Pedro Mendes, por troca com Leonel Olímpio.

A 1ª parte parte iniciou-se com um V. Guimarães forte, pressionante e a ganhar desde logo dois cantos, após um cabeceamento de Edgar e um remate de El Adoua, todavia foi o Benfica quem marcou primeiro, através de uma grande penalidade, devido ao facto de N'Diaye ter empurrado Saviola na grande área. Cardozo foi chamado a converter a mesma e não vacilou, inaugurando, assim, o marcador, marcando o relógio 32 minutos. Os encarnados foram imprimindo velocidade e pressão ao jogo até que passado pouco tempo, Duarte Gomes começa a tornar-se protagonista no jogo, marcando um penálti inexistente de El Adoua por suposta mão do jogador na grande área vitoriana, após forte remate do belga Witsel, tendo a bola tocado apenas na barriga do defesa marroquino. Por conseguinte, o paraguaio benfiquista tentou marcar o seu 2º golo no jogo e da partida, contudo a bola embateu na trave da baliza defendida por Nilson. Perto do intervalo, ao minuto 45, novo caso, em que Saviola remata e a bola embate na cabeça de N'Diaye, porém o árbitro volta a marcar castigo máximo e novamente chamado a fazer o golo, Cardozo não falha e o Benfica vai com uma vantagem de 2 golos para o intervalo.


Na 2ª parte, assistiu-se uma vez mais a um Vitória à procura do golo e a um Benfica também forte, podendo aumentar a vantagem nos minutos iniciais quer por Saviola quer por Maxi Pereira, tendo Rui Vitória procurado um caudal mais ofensivo e mais criatividade, lançando Nuno Assis (substituiu Jean Barrientos) enquanto que Jorge Jesus fez entrar Nolito, em vez de Bruno César e depois Aimar, trocando com Saviola, repetindo o onze da Choupana. Ao minuto 63, os minhotos conseguiram marcar, numa jogada em que Nilson remata forte para o ataque e Garay não consegue suster a pressão de Edgar e cortar a bola, dando espaço para que o brasileiro a ser rápido e dentro da grande área, com um remate forte, reduzir a vantagem. Até ao fim da partida ambos os clubes tiveram oportunidades para fazer o gosto ao pé, mas Faouzi e Gaitán não conseguiram mudar o resultado final.

Os encarnados mantêm-se no 2º lugar, com 10 pontos e na próxima jornada, dia 18, jogam pela segunda vez consecutiva em casa frente à Académica e por sua vez, o Vitória (12º, com 3 pontos) defronta em casa, dia 19, o Sp. Braga, num jogo minhoto de rivais.


Dragões dominam e vencem



O FC Porto inaugurou ontem da melhor forma a 4ª jornada da Liga Zon Sagres, vencendo por 3-0, com golos de João Moutinho, James Rodríguez e Belluschi, todos na 2ª parte, num jogo assistido por uma boa casa (36.511 espectadores). A partida foi sempre dominada pelo FC Porto, tendo o Setúbal, de vez em quando, sido uma equipa atrevida (estando Pitbull em destaque) e que colocava a defesa portista e Hélton em atenção.

A equipa portista apresentou-se com algumas novidades no onze, relativamente ao jogo na Marinha Grande, com as entradas de Souza, Defour (com uma grande estreia a titular e no Dragão) e Cristián Rodríguez, substituindo Fernando, João Moutinho e Hulk respectivamente, o que para além dos restantes jogadores, deixava um banco de luxo, enquanto que no Setúbal, João Silva ficava no banco.

Na 1ª parte assistiu-se a um Porto com boa circulação de bola, perigoso, oportuno, mas com azar, tendo mandado 3 bolas ao ferro (Souza, Rolando e Kléber) e justificando uma vitória ao intervalo, situação que não veio a acontecer, tendo os sadinos conseguido, essencialmente através do "Deus Diego", assim chamado pelos adeptos do V. Setúbal, suster a pressão dos azuis-e-brancos.

A 2ª parte confirmou a justiça do resultado, verificando-se um Porto eficaz e ao minuto 52, o belga Defour, com um cabeceamento, fez Diego brilhar, contudo, um minuto depois, João Moutinho, entrado ao intervalo (substituiu Souza) conseguiu através de uma excelente recuperação de Belluschi fazer o 1º golo da partida, com um remate de fora da área, rasteiro e bem colocado, não dando hipóteses ao guarda-redes adversário e provocando a alegria nos adeptos portistas.


O Vitória de Setúbal não baixou os braços e ganhou 3 cantos seguidos e ao minuto 55, através de um livre, Zé Pedro, especialista em lances de bola parada, fez com que Hélton se esticasse e conseguisse mandar para canto. Ainda antes do 2º golo do FC Porto, João Silva, num lance perigoso quase fez o empate, no entanto, Hélton seguro, conseguiu defender. "Quem não marca sofre" e por isso, ao minuto 74, o colombiano James (mais um grande jogo), já com Hulk em campo (rendeu Kléber), fez o 2º golo, numa jogada em que a bola circula por Cristian Rodríguez, Defour, Belluschi, que passa em ruptura para Hulk, o qual de calcanhar serviu James para mais um tento.

Tempo ainda para aos 87 minutos, o argentino Belluschi, um dos melhores em campo, culminar o seu remate em golo, numa jogada em que Hulk, após rodopiar sobre o adversário assiste para o número 7 portista marcar de longe o 3º e último golo da partida.

Com esta 4ª vitória, em 4 jogos e alcançando 12 pontos, os dragões seguem líderes isolados na tabela classificativa, deslocando-se na próxima jornada, dia 18 a Santa Maria da Feira, ao passo que o Setúbal (4 pontos) joga em casa no mesmo dia frente ao Beira-Mar.


Cipriotas chamaram por Messi, Portugal respondeu Ronaldo

Chipre vs Portugal (foto: EPA)

Portugal derrotou a seleção de Chipre, numa deslocação sempre complicado àquela ilha europeia, por uns gordos 0-4. Contudo, não se poderá dizer que se tratou de uma vitória clarividente já que, talvez tentando esconder que o caso Ricardo Carvalho poderá ter afetado animicamente o grupo, a falto do virtuosismo técnico e que coloca a equipa das "Quinas" noutro patamar, não existiu ontem. Há, ainda assim, alguns aspetos de destaque que resultaram do final dos 90 minutos: com esta vitória, Portugal depende agora unicamente de si para chegar ao Euro 2012; num encontro em que os adeptos cipriotas clamavam por Messi nas bancadas, bem que o argentino lhes tinha dado muito jeito, porque Ronaldo terá sido o seu maior pesadelo, ao marcar dois golos e fazer uma assistência.

Na primeira parte o "triplo M" do meio-campo, demorou algum tempo até começar a carburar e, por isso mesmo, as oportunidades eram escassas e a dinâmica portuguesa estava afetada. Os Lusos só chegariam à vantagem ao minuto 35, Dobrasinovic cometeu falta na grande área, viu o segundo amarelo e recebeu a consequente ordem de expulsão. Na conversão, Ronaldo não perdoou. O segundo tempo trouxe a equipa de Paulo Bento a tentar gerir uma vantagem magra, o que é sempre um enorme risco. Valeu, todavia, o facto de a seleção de Chipre estar a jogar com 10 elementos e as armas ofensivas de que dispunha não serem minimamente poderosas. Não obstante, a defesa nacional ainda sentiu alguns calafrios.

Chipre vs Portugal (foto: EPA)

Os restantes três golos que completariam a goleada foram marcados nos últimos sete minutos, logo após ter sido (mal) anulado um golo a Chipre. Primeiro Ronaldo a completar o seu "bis" no encontro, para logo a seguir assistir Hugo Almeida para golo do avançado do Besiktas. Já ao cair do pano, Danny completaria a goleada. Mais do que a exibição, fica o resultado. Como em Guimarães, Portugal marcou quatro. A diferença é que, sem o "patrão desertor" do setor mais recuado, não se sofreram quatro golos.


O verdadeiro Furacão mora em Madrid

El Madrid, intratable en su estreno

Foi um domingo de gala do Real Madrid. A formação de José Mourinho entrou de forma completamente arrasadora na liga espanhola e venceu por 6-0 em Saragoça. Ronaldo foi a figura da partida e marcou três golos, ele que começou o campeonato a todo o gás e sempre com vontade de fazer melhor.

Roberto, na baliza do Saragoça, começou por isso a temporada a encaixar meia-dúzia de golos, mas a verdade é que foi também o melhor jogador da sua equipa. Numa série de ocasiões, o antigo guarda-redes do Benfica evitou mais uma mão-cheia de golos do Real Madrid. O que já diz tudo sobre o que foi o jogo.

A equipa de Mourinho fez 36 remates, dos quais 18 acertaram na baliza. Lapidar! Já o Saragoça, que também teve Fernando Meira no meio-campo, mas num nível demasiado discreto, fez só oito remates e apenas dois deles à baliza. O Real Madrid já lidera a liga, por isso, e coloca pressão em cima do Barça.

Kaká (Real Madrid CF)

A armada portuguesa jogou toda de início, com Fábio Coentrão no meio-campo. O maior destaque da primeira parte, porém, foi Ozil. O alemão participou em tudo o que o Real Madrid fez de melhor, como por exemplo a assistência entre Da Silva e Fernando Meira para o primeiro golo de Ronaldo.

Depois do primeiro golo, aos 23 minutos, demorou mais cinco o segundo: Sergio Ramos cruzou, Ronaldo falhou o pontapé acrobático e Marcelo marcou mesmo. O Saragoça não saía da defesa e não rematava. A primeira vez que atirou à baliza, aliás, foi aos 38 minutos. O Real tinha um domínio esmagador.

Na segunda parte, então sim, chegou a goleada. Xabi Alonso fez o terceiro, num remate de longe, e Ronaldo fez o quarto, após uma longa correria de dezenas de metros, que lhe permitiu ir de uma área à outra, servir Di Maria e finalizar o cruzamento do argentino à boca da baliza para o segundo golo da conta pessoal.

<a href="/teamsandplayers/teams/club=50051/domestic/photos/index.html?pid=1670285">Cristiano Ronaldo (Real Madrid CF)</a>

Pelo meio, é verdade, Di Maria teve um falhanço escandaloso! Roberto não defendeu por completo uma bola e o argentino na recarga atirou ao lado. Nada de muito grave, neste jogo. Depois surgiu Kaká, lançado por Mourinho aos 77 minutos para completar a goleada: fez o quinto e esteve na origem do sexto.

O Real Madrid entrou por isso no campeonato cheio de pujança, afirmando que está uma equipa mais madura e mandona. Continua a falhar muitos golos, é verdade, mas tem um caudal ofensivo que lhe dá margem para isso. Roberto ainda foi consolado por Coentrão, mas não foi de facto um regresso feliz.

in "Maisfutebol"

Os "devils" de Manchester infernizaram a tarde ao Arsenal






O Manchester United conseguiu esta tarde uma vitória histórica contra um dos maiores rivais - pelo menos em termos de passado, já que no presente tende para ser cada vez menos equilibrada esta rivalidade. Os red devils cilindraram o Arsenal com uns olímpicos 8-2. De "Sonhos" o Teatro não teve nada, pelo menos para os gunners que juntaram um pesadelo ao de ter perdido Fabregas para o Barcelona.

Os destaques do jogo foram para Rooney e Young. O primeiro apontou um hat-trick, ao passo que o segundo marcou dois golos. O português Nani esteve igualmente em evidência ao marcar um golo, sendo os restantes da autoria de Park e Welbeck. Ao minuto 22, quando o encontro até estava equilibrado, Welbeck decidiu que era hora de iniciar a tortura, marcando o primeiro após assistência de Anderson. Pouco depois, Van Persie até poderia ter empatado mas, da marca de grande penalidade, permitiu a defesa do contestado De Gea, que pode ver acontecer um volte-face na opinião pública relativamente a si, em tudo semelhante ao que se deu com Roberto após defender um penalty contra o Setúbal, no último ano, pelo Benfica. Não marcou o Arsenal, aumentou o Manchester. Ashley Young concretizou da melhor forma uma jogada de contra golpe. Antes do final da primeira parte mais dois golos: primeiro para o United, de livre, por Rooney e depois Walcott a descontar para os londrinos.

Na segunda metade, a equipa de Wenger passou por seis minutos em que foi totalmente incendiada pelo fogo dos Diabos de Manchester. Entre os 64 e os 70 minutos, o Man Utd marcou mais três. Rooney bisou, Nani marcou um belo golo, com um chapéu e o jogador que o substituiu, Park, fez igualmente o gosto ao pé. A quinze minutos do fim, Van Persie ainda marcou novo golo, mas a expulsão de Jenkison foi o mote para o Manchester dar as últimas facadas, assinadas por Rooney primeiro e finalmente por Young.

Benfica cumpre e junta-se ao FC Porto na fase de grupos

Benfica demasiado forte para o Twente

O Benfica garantiu a passagem à fase de grupos da UEFA Champions League, ao bater o FC Twente na segunda mão do "play-off", por 3-0.

A formação "encarnada", que repetiu o "onze" da primeira mão, entrou a todo o gás no Estádio da Luz, com Pablo Aimar a testar a atenção do guarda-redes Nikolay Mihaylov ainda no primeiro minuto. Mais rematadora nos instantes iniciais, a turma comandada por Jorge Jesus ia tentando chegar com perigo à área contrária. Assim, aos 11 minutos, o Benfica dispôs da melhor ocasião até à altura, por intermédio de Nolito. O avançado espanhol foi desmarcado brilhantemente por Óscar Cardozo, mas o chapéu embateu nas malhas laterais da baliza holandesa. A jogar na expectativa e no erro do adversário, o Twente gozava de pouco espaço para atacar e sentiu algumas dificuldades para travar as ofensivas dos homens da casa no primeiro tempo. Ainda assim, os holandeses criaram perigo aos 21 minutos, na sequência de um cruzamento tenso do lado direito. Garay antecipou-se e cortou para canto.

À passagem da meia-hora, o Benfica enjeitou nova oportunidade para abrir o marcador, num lance de contra-ataque. Cardozo assistiu Aimar, com o argentino a progredir pelo lado direito. À saída de Mihaylov, o médio tocou para o poste mais distante mas a bola saiu a escassos centímetros do alvo. Aos 34 foi a vez de o Twente responder, e com muito perigo. Bryan Ruiz ganhou posição de remate à entrada da área e, em jeito, tentou surpreender Artur, com o esférico a passar muito perto do poste. No minuto seguinte Nico Gaitán respondeu na mesma moeda, também com um disparo perigoso de pé esquerdo. Seis minutos volvidos Nolito ganhou espaço para novo remate – defesa providencial de Mihaylov –, que voltou a negar o golo aos "encarnados", aos 42 minutos, após disparo de Cardozo.

'Perfect' Benfica hailed by coach Jesus

A segunda parte começou da melhor forma para o conjunto da casa, com um golo logo aos 46 minutos, após livre de Gaitán. Luisão desviou de cabeça e Axel Witsel, com um remate acrobático, assinou um tento de belo efeito. Galvanizado pelo golo, o Benfica não tirou o pé do acelerador e continuou a pressionar. Aos 54 minutos foi a vez de Cardozo ficar perto do golo, na sequência de uma iniciativa individual. Cara a cara com Mihaylov permitiu a defesa do guardião búlgaro. O segundo golo adivinhava-se e aos 59 minutos os "encarnados" dilataram a vantagem na sequência de um pontapé de canto cobrado por Aimar, um dos melhores em campo. Luisão, ao primeiro poste, desviou de cabeça para o 2-0.

Aos 63 minutos, o Twente deu um ar da sua graça e o recém-entrado Ola John, em boa posição, permitiu a defesa de Artur. Mas o Benfica estava imparável e Witsel bisou aos 66 minutos, após passe de Cardozo. O médio belga progrediu pela zona central, isolado, tendo efectuado um remate forte e colocado, fora do alcance de Mihaylov. Sem nada a perder, a turma holandesa lançou-se no ataque e, aos 70 minutos, poderia ter marcado, após cabeceamento de Ruiz. Artur correspondeu com uma defesa fantástica, a negar autenticamente o golo aos holandeses. Era tempo de brilharem os guarda-redes, já que Mihaylov voou para negar o quarto do Benfica, aos 78 minutos, na sequência de um remate de Aimar. Depois de ter ameaçado, Ruiz acabou mesmo por marcar, após cruzamento de Ola John. O costa-riquenho saltou mais alto e cabeceou para o fundo das redes, assinando o tento de honra dos visitantes. in UEFA.com

Sporting continua sem ganhar em jogos oficiais

Domingos Paciência (Sporting Clube de Portugal)

A quatro dias dos respectivos jogos decisivos no “play-off” da UEFA Europa League, o Sporting voltou a perder pontos ao averbar o segundo empate na Liga portuguesa, mas o Braga estreou-se a ganhar.

Em Aveiro, frente ao Beira-Mar, o extremo espanhol Diego Capel dispôs, a 14 minutos do fim, da melhor oportunidade do Sporting para desfazer o 0-0, mas Pedro Moreira conseguiu impedir a bola de entrar na sua baliza. Tratou-se do terceiro empate do conjunto de Domingos Paciência em outros tantos jogos oficiais esta época e o segundo nulo seguido, após ter saído a zeros da Dinamarca, frente ao FC Nordsjælland, com o qual decide a passagem à fase de grupos da UEFA Europa League, na quinta-feira, no Estádio José Alvalade. As duas equipas empataram as duas partidas realizadas no campeonato e, para a formação de Rui Bento, foi o segundo jogo sem golos.

No Minho, a formação de Leonardo Jardim chegou ao intervalo empatada a zero com o Marítimo, mas Elderson Echiéjilé, dois minutos após o reatamento, e Lima, num livre directo apontado a meio da segunda parte, deram alento ao Braga antes da deslocação de quinta-feira ao reduto do BSC Young Boys, para onde leva o “play-off” da UEFA Europa League empatado a zero. A vitória do Braga fê-lo apanhar o Benfica nos quatro pontos.

De resto, a Académica tem os mesmos seis pontos do líder FC Porto, após o triunfo de 1-0 sobre o Rio Ave, enquanto o Paços de Ferreira derrotou a União de Leiria por 2-1.
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