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Cipriotas chamaram por Messi, Portugal respondeu Ronaldo

Chipre vs Portugal (foto: EPA)

Portugal derrotou a seleção de Chipre, numa deslocação sempre complicado àquela ilha europeia, por uns gordos 0-4. Contudo, não se poderá dizer que se tratou de uma vitória clarividente já que, talvez tentando esconder que o caso Ricardo Carvalho poderá ter afetado animicamente o grupo, a falto do virtuosismo técnico e que coloca a equipa das "Quinas" noutro patamar, não existiu ontem. Há, ainda assim, alguns aspetos de destaque que resultaram do final dos 90 minutos: com esta vitória, Portugal depende agora unicamente de si para chegar ao Euro 2012; num encontro em que os adeptos cipriotas clamavam por Messi nas bancadas, bem que o argentino lhes tinha dado muito jeito, porque Ronaldo terá sido o seu maior pesadelo, ao marcar dois golos e fazer uma assistência.

Na primeira parte o "triplo M" do meio-campo, demorou algum tempo até começar a carburar e, por isso mesmo, as oportunidades eram escassas e a dinâmica portuguesa estava afetada. Os Lusos só chegariam à vantagem ao minuto 35, Dobrasinovic cometeu falta na grande área, viu o segundo amarelo e recebeu a consequente ordem de expulsão. Na conversão, Ronaldo não perdoou. O segundo tempo trouxe a equipa de Paulo Bento a tentar gerir uma vantagem magra, o que é sempre um enorme risco. Valeu, todavia, o facto de a seleção de Chipre estar a jogar com 10 elementos e as armas ofensivas de que dispunha não serem minimamente poderosas. Não obstante, a defesa nacional ainda sentiu alguns calafrios.

Chipre vs Portugal (foto: EPA)

Os restantes três golos que completariam a goleada foram marcados nos últimos sete minutos, logo após ter sido (mal) anulado um golo a Chipre. Primeiro Ronaldo a completar o seu "bis" no encontro, para logo a seguir assistir Hugo Almeida para golo do avançado do Besiktas. Já ao cair do pano, Danny completaria a goleada. Mais do que a exibição, fica o resultado. Como em Guimarães, Portugal marcou quatro. A diferença é que, sem o "patrão desertor" do setor mais recuado, não se sofreram quatro golos.


Paulo Bento critica Ricardo Carvalho

Paulo Bento criticou abertamente a atitude e a decisão de Ricardo Carvalho em abandonar a selecção nacional, frisando que não voltará a contar com o atleta.

"Ricardo Carvalho desertou e foi à sua vida. Repudiamos quem vira as costas à selecção e ao país. Enquanto eu for seleccionador, Ricardo Carvalho não jogará mais, não faz qualquer sentido. A porta está fechada com ele", atirou.

O seleccionador nacional desdramatizou a ausência do atleta, garantido que Portugal está confiante em bater o Chipre na partida de amanhã. "É um facto que ele não iria jogar de início e é um facto também que dificilmente estaríamos preparados para uma situação destas. Mas, temos de continuar o nosso caminho. Eram 23 jogadores e passaram a ser 22 disponíveis para ajudar Portugal, jogando de início, como suplentes ou na bancada. Contamos com os jogadores que estão solidários e querem ajudar Portugal da melhor maneira possível", sublinhou.

Raúl Meireles é o único atleta em dúvida para a partida, mas Paulo Bento adianta que o novo jogador do Chelsea deverá ser titular. "O Raúl treinou. Tivemos cuidado com algum tipo de exercício que ele pudesse fazer, mas a verdade é que treinou bem e estará, ao que tudo indica, em condições de poder jogar no jogo de amanhã, que é extremamente importante para nós", concluiu.

Até que ponto esta saída de Ricardo Carvalho poderá afectar a Selecção Nacional? Quem ocupará o seu lugar no 11 inicial?

Carvalho deixa a concentração da seleção sem dar razões


Ricardo Carvalho abandonou esta tarde o estágio de preparação para o jogo contra Chipre da seleção portuguesa num "Mercedes" branco, sem dar qualquer justificação à direção da FPF ou ao selecionador nacional, Paulo Bento, conforme foi dito em comunicado pela própria Federação. O organismo que rege o futebol em Portugal disse que o jogador deixou a concentração sem qualquer autorização.

Para já, a única certeza que existe é a de que Carvalho não estará em Nicósia para defrontar o Chipre, tendo Paulo Bento de encontrar um substituto para ocupar o lugar vago no centro da defesa nacional. A escolha deverá recair em Bruno Alves, central do Zenit e que vai alternando com Pepe ou Ricardo Carvalho a titularidade.

Capdevila de fora da convocatória de Del Bosque



Capdevila, jogador do Benfica, não foi convocado por Vicente del Bosque para o encontro de qualificação do Euro’2012 que os espanhóis jogarão frente ao Liechtenstein. Montoya (Barcelona B), Botía (Sp. Gijón) e Álvaro Domínguez (At. Madrid) campeões da Europa de sub-21, são as surpresas na lista de convocados tendo em conta as lesões de Piqué e Puyol.

Lista de Convocados:

Guarda-redes: Iker Casillas, Reina e Valdés
Defesas: Albiol, Arbeloa, Botía, Domínguez, Montoya e Sergio Ramos
Médios: Javi Martínez, Thiago, Xabi Alonso, Cazorla, Busquets, Cesc Fàbregas, Xavi, Iniesta, Mata e Silva
Avançados: Villa, Torres, Negredo, Pedro e Llorente

Postiga demole torres norueguesas pelas bases

Portugal vs Noruega (Paulo Cunha/LUSA)

Mais do que a exibição, a história do Portugal-Noruega quase que se podia resumir ao resultado. Vitória por uma bola a zero da equipa das "Quinas", números magros, condizentes com uma exibição mais pobre. Aliás, o desempenho português até pode nem ter sido mau de todo se compararmos aquilo que era o normal há um ano, mas, a uma equipa que vinha demonstrando a forma que demonstrava, pedia-se um pouco mais. É certo que em muito contribuiu a tal "melhor defesa à zona do mundo", como apelidou Egil Olsen.

De facto, a Noruega sempre apresentou uma grande entreajuda defensiva, anulando quase - e sublinhe-se bem o quase - na totalidade as investidas portuguesas. No onze de Portugal, nenhuma surpresa, com Paulo Bento a colocar Hélder Postiga e Bruno Alves para os lugares que habitualmente tinham sido ocupados por Hugo Almeida e Ricardo Carvalho, respectivamente. Os lusos começaram o jogo mais domadores do que domados. Posse de bola, boa circulação da mesma. Só que isso parecia não incomodar os nórdicos que juntavam muito as duas linhas defensivas, não permitindo que jogadores como João Moutinho, Martins, Nani ou Ronaldo se movimentassem nos espaços. No contra-ataque, os visitantes mostravam, de resto, serem mortíferos. De tal forma que, a primeira clara oportunidade de perigo surge com Bjorn Riise a isolar Huseklepp para este atirar cruzado. Valeu Eduardo, com uma defesa a fazer lembrar um passado recente. Portugal conquistava muitos cantos, mas o aproveitamento que deles tirava era praticamente nulo. A Noruega voltaria a criar perigo num remate perigosíssimo na grande área nacional. Depois, nada mais se veria em termos atacantes dos noruegueses.

Portugal vs Noruega (Paulo Cordeiro/LUSA)


Cristiano Ronaldo decidiu disparar contra a apatia que se vivia no estádio - talvez os adeptos estivessem já em reflexão para as eleições legislativas de 5 de Junho - e, num livre, obrigou Jarstein a grande defesa. Mas o mais irrequieto era Nani, o extremo fazia uso da sua grande técnica de drible e cruzamento para mexer com a equipa. Todavia, os restantes dez jogadores de campo ainda dormitavam, afinal não estavam assim tão "bem despertos".

O segundo tempo abrira sem novidades: Portugal a atacar, a Noruega a ver se levava um presente, perdão, um empate para casa. Mas, aos 52 minutos, Nani, da direita, inventou um centro a meia altura pelo meio dos noruegueses e Postiga, entendendo que por alto não conseguia ganhar nada, foi lá baixo, mais rápido do que Hangelland, meteu o pé e fez balançar a rede. Estava feito o único golo do encontro. Se se esperava que com o tento, a Noruega abrisse espaços, os forasteiros voltaram a mostrar ao que tinham vindo. Apenas se preocupavam em destruir jogo, mas agora o papel de Portugal já estava feito. O jogo atravessou uma fase mais agressiva, com demasiadas faltas. O perigo norueguês foi apenas e só um "penalty" que os vikings reclamaram, sem qualquer sentido de justiça.

Já Portugal tem razões de queixa, num penalty claríssimo sobre Nani. Nessa jogada, o árbitro turco decide inovar e criar lei da vantagem em faltas para grandes penalidades. Até final, nada mais a registar a não ser o grande passo que Portugal deu para se apurar com tranquilidade para o Euro 2012.

Dinamarca e Noruega empatam no grupo de Portugal


A Noruega perdeu os primeiros pontos no Grupo H de qualificação para o UEFA EURO 2012 na recepção à Dinamarca, mas tem motivos para estar satisfeita, pois Erik Huseklepp só estabeleceu o resultado de 1-1 a nove minutos do final.

O atacante do AS Bari correspondeu a um passe de Daniel Braaten e bateu Thomas Sorensen, impedindo que os visitantes conseguissem vencer no Ullevaal. A Dinamarca parecia ter a equipa da casa sob controlo, tanto mais que os noruegueses estavam pouco inspirados, mas Egil Olsen surpreendeu a equipa de Morten Olsen quando lançou em jogo o extremo do Toulouse FC, Daniel Braaten. A Noruega tinha somado nove pontos nos três primeiros jogos do Grupo H, pelo que uma vitória deixaria a equipa da casa em excelente posição para garantir a presença do Europeu da Polónia e da Ucrânia, não sendo exagerados os comentários que consideravam este o jogo do ano para as duas equipas nórdicas. No entanto, o conjunto da casa ficou em desvantagem aos 26 minutos, quando Rommedahl reagiu a bem a um pontapé de canto e bateu Rune Jarstein com um belo remate.

Os dinamarqueses controlaram melhor a posse de bola no primeiro tempo, mas a Noruega assumiu a iniciativa após o intervalo, mas não conseguiu criar grandes situações de perigo para a baliza de Sorensen, até ao golo de Huseklepp. Depois do empate, a Noruega partiu em busca dos três pontos mas, apesar do apoio entusiástico dos adeptos do Oslo, não conseguiu criar mais oportunidades claras de golo. O resultado, relembre-se, possibilita inclusivamente uma subida ao primeiro lugar do grupo da parte de Portugal já no próximo embate, frente à selecção norueguesa.

UEFA decreta vitória da Itália sobre Sérvia


A UEFA castigou a Sérvia pelos incidentes que levaram à suspensão do jogo com a Itália de qualificação para o Euro 2012 com derrota por 0-3.

A selecção balcânica terá de jogar ainda uma partida à porta fechada, e mais outra suspensa, pagando ainda 120 mil euros de multa. Todavia não é só a selecção do Balcãs que é castigada. Um jogo fechado com pena suspensa e 100 mil euros de multa são as punições incutidas à Itália.



Islândia vs Portugal: Os destaques



Portugal venceu ontem a Islândia, por 3-1, com o golos portugueses a serem apontados por C. Ronaldo (3'), Raul Meireles (27') e Hélder Postiga (72'). O jogo chegou a estar empatado 1-1 quando aos 18' Heidar Helguson marcou para a Islândia. Golo esse que teve o beneplácito de Eduardo. O jogo acabou por ser mais difícil do que o esperado, a Islândia como se previa, e fruto do seu futebol mais físico, acabou por colocar a nu algumas deficiências da nossa defesa. Qualquer lance por alto revelava-se de extrema dificuldade para os nossos defesas. Não esquecendo que os médios portugueses ajudaram muito pouco os nossos laterais, veja-se o lance do golo dos Islandeses: uma perda de bola de Fábio Coentrão, que não estava devidamente coberto por um companheiro, e que originaria o canto do qual resultou o golo de honra, e muito festejado, da Islândia. Eduardo acabaria por ser muito mal batido neste lance, não sendo a primeira vez que tal ocorre, contudo e mesmo assim não temos alternativas superiores. Esta benesse portuguesa deve ter contagiado Gunnleifsson que viria também ele a demonstrar grande insegurança, e da qual Postiga tiraria o devido proveito. Assim sendo cá ficam os meus destaques:


Pela positiva:
1) O capitão Cristiano Ronaldo. Pelo golo - o seu 25º pela Selecção Nacional - e pela atitude demonstrada. Não foram raras as vezes em que acompanhou os jogadores Islandeses que estavam prestes a colocar em cheque a defensiva portuguesa. Cristiano Ronaldo chegou a aliviar lances bastante perigosos, demonstrando com isto uma atitude de verdadeiro líder. Sobre o que acrescentou ao ataque da selecção é falar do habitual: carradas de talento só ao alcance de um predestinado.
2) Raul Meireles. Com este jogador Portugal pode enfrentar qualquer batalha no meio-campo. Sempre disponível para defender e acrescentando poder de fogo à linha média, que ontem esteve regular, sendo determinante mais uma vez no resultado final.

Pela negativa:
1) A defesa de Portugal: Foi confrangedor ver a nossa defesa perder sucessivamente lances pelo ar. E se contra uma Selecção pouco capaz, como é a da Islândia, o sufoco foi evidente em alguns lances o que dizer quando jogarmos contra selecções de outro gabarito? Outra questão prende-se com a falta de coordenação da equipa, em conseguir cobrir as investidas dos seus laterais. Ontem, como com a Dinamarca, foi evidente a falta de rotina a efectuar estas compensações. Os médios apoiaram muito pouco a defensiva e não foram raras as vezes em que Ronaldo, com uma enorme cultura táctica, a ter de vir em auxílio de um afoito e temerário F. Coentrão. Do outro lado J. Pereira não sentiu, de forma tão acentuada, essa disponibilidade por parte de Nani e passou também ele, por dificuldades escusadas.

Na antevisão do jogo coloquei a hipótese de colocarmos em campo um médio mais fixo à frente da defesa. E como não temos nem P. Mendes nem M. Veloso, que são os "6" portugueses por excelência não teria sido melhor colocar Pepe nesta posição? Situação essa que acabaria por dar lugar a B. Alves, o jogador português mais competente no jogo aéreo. E falo de uma situação de momento, para este jogo e com as citadas ausências... À atenção de Paulo Bento para os próximos jogos.

Texto de Bancada Central para o Negócios do Futebol
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Itália-Sérvia: UEFA decide castigo no dia 28 de Outubro


O Comité de Controlo e Disciplina da UEFA vai analisar na reunião marcada para 28 de Outubro os graves incidentes registados no Itália-Sérvia, em Génova, que levaram à suspensão do jogo quando estavam cumpridos apenas seis minutos.

A UEFA já pediu à Federação italiana as imagens do jogo, que também poderá não escapar a uma possível sanção, visto que foi quem organizou o jogo. De acordo com o 14.º artigo dos regulamentos do organismo que rege o futebol europeu, a sanção pode passar por um castigo simples, à suspensão do estádio ou à exclusão das selecções das competições em questão.

Dinamarca vence jogo histórico


A Dinamarca assinalou o 100º jogo de qualificação para um Campeonato da Europa com um triunfo, por 2-0, sobre o Chipre, em Copenhaga.

A equipa treinada por Morten Olsen dominou totalmente o encontro, mas o marcador só funcionou no segundo tempo, com o suplente Morten Rasmussen, que marcou três minutos depois de entrar em campo, e Kasper Lorentzen a darem o triunfo à equipa da casa. A Dinamarca, que na sexta-feira perdeu por 3-1 em Portugal, somou seis pontos nos três primeiros jogos do Grupo H, enquanto o Chipre tem apenas um. A equipa da casa não conseguiu concretizar as jogadas de perigo que criou no primeiro tempo, com Daniel Agger a desperdiçar a primeira oportunidade, quando cabeceou por cima nos minutos iniciais. Pouco depois, Nicklas Pedersen também falhou o alvo e, a seguir, rematou para uma defesa de Antonis Georgallides. O guarda-redes visitante voltou a ser chamado a intervir a meio do primeiro tempo, negando o golo a Michael Krohn-Dehli, que estava isolado na área.

Agger e Krohn-Dehli voltaram a falhar ainda no primeiro tempo, o que levou Olsen a refrescar a equipa ao intervalo com a entrada de Rasmussen. O avançado do 1. FSV Mainz 05 não precisou de muito tempo em campo para ser decisivo, inaugurando o marcador aos 48 minutos, após um cruzamento de Lars Jacobsen da direita. O golo despertou o Chipre, mas a equipa da casa foi sempre mais ameaçadora, com Rasmussen a ficar perto de marcar com um toque de calcanhar e Pedersen a falhar mais uma vez o alvo. A Dinamarca queria decidir o encontro e, depois de Simon Kjær ter criado perigo com um cabeceamento, Rasmussen esteve quase a bisar depois de uma defesa incompleta de Georgallides. No entanto, as dúvidas quanto ao desfecho do encontro ficaram totalmente dissipadas a nove minutos do final, quando Lorentzen fez o 2-0 com um forte remate de pé esquerdo de fora da área.

Holanda imparável goleia Suécia


A Holanda mantém o registo perfeito no Grupo E de qualificação para o UEFA EURO 2012, depois de uma vitória convincente sobre a Suécia.

Dois golos de Klaas-Jan Huntelaar e de Ibrahim Afellay em Amesterdão aniquilaram as esperanças dos visitantes, que ainda conseguiram marcar o tento de honra através de Andreas Granqvist. A Holanda, que ganhou os últimos 12 jogos de qualificação, tem mais três pontos que a Hungria, que por sua vez tem mais três pontos que a Suécia, mas com um jogo a menos. Sem contar com os lesionados Arjen Robben e Robin van Persie, a Holanda iniciou a partida com o mesmo onze que venceu a Moldávia por 1-0 na sexta-feira, e logo no primeiro ataque, aos quatro minutos, marcou, numa combinação que rasgou o centro da equipa sueca. Joris Mathijsen iniciou a jogada no meio-campo, passando a Wesley Sneijder, que de calcanhar passou a Rafael van der Vaart para este isolar Huntelaar, cujo remate rasteiro não deu hipóteses a Andreas Isaksson.

E logo depois de a bola ir ao centro, a Holanda voltou a pressionar e Sneijder atirou à malha lateral, para minutos depois obrigar Isaksson a esticar-se para negar o golo. Ola Toivonen teve hipóteses de empatar aos 23 minutos, mas a tentativa de "chapéu" a Maarten Stekelenburg, que tinha saído da baliza, passou ao lado do poste. Dirk Kuyt foi forçado a sair devido a uma lesão no tornozelo, depois de uma queda aparatosa antes da meia-hora, mas a oito minutos do intervalo chegou o segundo golo, com a jogada a ser delineada novamente pelo centro do terreno, onde não estava o esteio sueco Olof Mellberg, castigado. Sneijder interceptou um lançamento lateral do adversário e o seu passe cirúrgico foi concluído por Afellay em velocidade, que apontou o seu primeiro golo ao fim de 30 internacionalizações.

Afellay não precisou de esperar muito tempo para bisar, mas primeiro, aos dez minutos da segunda parte, enganou Mikael Lustig no flanco esquerdo e cruzou para Huntelaar, que de cabeça fez o seu oitavo golo na fase de qualificação. Quatro minutos depois, Huntelaar devolveu a gentileza, assistindo Afellay para o quarto golo da noite. Granqvist ainda reduziu a diferença, num livre de Sebastian Larsson, mas Stekelenburg defendeu os remates de Zlatan Ibrahimović e Marcus Berg, não permitindo mais veleidades. Com esta vitória, a finalista do Campeonato do Mundo de 2010 viaja até à Hungria, no dia 25 de Março do próximo ano, sabendo que novo triunfo a coloca a um pequeno passo do apuramento.

Montenegro frustra Inglaterra


A Inglaterra e o Montenegro continuam invictos na qualificação para o UEFA EURO 2012, mas o empate a zero em Wembley impediu que qualquer das equipas se destacasse na liderança do Grupo G.

A selecção treinada por Zlatko Kranjčar realizou uma exibição disciplinada em Londres e conservou a liderança do agrupamento. Os montenegrinos lideram graças aos três triunfos por 1-0 conseguidos no arranque do apuramento e, apesar de terem tido pouca posse de bola, estiveram perto de somar a quarta vitória consecutiva, pois Milan Jovanović rematou à trave nos minutos finais de um desafio frustrante para a Inglaterra. Steven Gerrard foi um dos poucos jogadores ingleses a mostrar inconformismo numa primeira parte que foi controlada pela equipa de Fabio Capello. O médio teve duas boas iniciativas: primeiro fez um passe em profundidade do meio-campo para Peter Crouch, embora o ponta-de-lança não tenha chegado à bola, enquanto na segunda jogada marcou um livre de forma rápida, permitindo a Glen Johnson cruzar para Crouch, mas o cabeceamento à queima-roupa do jogador do Tottenham Hotspur FC saiu por alto.

O Montenegro respondeu com remates tímidos de Radomir Djalović e Simon Vukčević, médio do Sporting, mas a equipa da casa só conseguiu visar a baliza adversária no período de compensação do primeiro tempo. O remate de Wayne Rooney ainda sofreu um desvio, mas Mladen Božović segurou sem dificuldade, isto depois de ter sofrido um susto quando Adam Johnson levou a bola a rasar o poste na marcação de um livre. Os ingleses dominavam, mas eram pouco criativos e foi Gerrard a originar a primeira jogada de perigo do segundo tempo, fazendo um passe para Rooney que Božović só segurou à segunda tentativa. A Inglaterra só voltou a testar o guarda-redes visitante aos 73 minutos, quando Rooney rematou por instinto e o guarda-redes não conseguiu segurar, perturbado pelo estreante Kevin Davies, que entretanto saíra do banco de suplentes, ao passo que Božović segurou o remate de Gerrard. Numa altura em que parecia óbvio que a falta de criatividade iria limitar os ingleses a um ponto, Jovanović quase deu o triunfo aos visitantes, num pontapé a 25 metros da baliza que levou a bola a embater com estrondo na barra da baliza de Joe Hart. No final do encontro, Božović também negou o golo a Adam Johnson e confirmou que esta não era a noite dos ingleses.

Suplente Llorente decide na Escócia


O substituto Fernando Llorente marcou, a 11 minutos do final, o golo que permitiu à Espanha manter um arranque 100 por cento vitorioso no Grupo I do UEFA EURO 2012, após a Escócia ter recuperado de uma desvantagem de dois golos.

David Villa igualou o recorde de golos de Raúl González pela selecção espanhola (44 tentos) na conversão de uma grande penalidade instantes antes do intervalo e Andrés Iniesta parecia ter sentenciado o encontro pouco depois do reatamento. Contudo, Steven Naismith estreou-se a marcar pela Escócia e um autogolo de Gerard Piqué quase valeram a obtenção de um ponto à equipa da casa, até que Llorente, que, apesar de ter bisado no triunfo de sexta-feira, por 3-1, sobre a Lituânia, marcou o tento da vitória, somente três minutos depois de ter entrado em campo. Depois de, na sexta-feira, ter tido uma abordagem cautelosa na derrota, por 1-0, na República Checa, o seleccionador da Escócia, Craig Levein, promoveu o regresso à titularidade do ponta-de-lança Kenny Miller e possibilitou a estreia do defesa Phil Bardsley, dada a lesão de Alan Hutton. Perante uma lotação esgotada, a Escócia exerceu pressão logo desde os minutos iniciais, mas os primeiros a atacarem com perigo foram os visitantes, através de Villa, que rematou por cima da trave, após excelente passe de Iniesta.

No período de dois minutos, Villa testou a atenção de Allan McGregor através de um golpe de cabeça após cruzamento de Sergio Ramos e, em seguida, o guarda-redes saiu dos postes para deter um disparo de David Silva. A Escócia respondeu e foram necessários os esforços conjuntos de Carles Puyol e Piqué para evitarem sobre a linha de golo que James Morrison marcasse, a cruzamento de Darren Fletcher. Contudo, essa reacção dos escoceses foi efémera e, à meia-hora, McGregor voltou a negar o golo a Villa com uma defesa à queima-roupa. O golo inaugural parecia inevitável e, um minuto antes do intervalo, a Espanha beneficiou de uma grande penalidade punir mão de Whittaker a um remate de Sergio Ramos. Chamado à conversão, Villa não perdoou, mesmo tendo McGregor tocado na bola com a ponta dos dedos.

Dez minutos após o reatamento, a Espanha duplicou a vantagem, quando Iniesta marcou à boca da baliza, após um remate de Santi Cazorla ter tabelado em McManus. A Escócia, contudo, ganhou alguma esperança três minutos depois, com Naismith a emendar um cruzamento de Miller. Hampden entrou, depois, em delírio quando Piqué desviou um cruzamento de Morrison para a própria baliza, iludindo Iker Casillas. Contudo, Llorente, que havia perdido a titularidade para Xabi Alonso, foi lançado no jogo e rapidamente desviou um cruzamento de Joan Capdevilla do lado esquerdo para o fundo das redes. A Escócia viria a terminar o encontro com dez elementos, por expulsão de Whittaker após ter visto o segundo cartão amarelo por uma entrada sobre Sergio Ramos e está de regresso ao terceiro lugar, dois pontos atrás da República Checa e a cinco da Espanha, com mais um jogo realizado que checos e espanhóis.

Benzema e Gourcuff dão asas à França


A França alcançou a terceira vitória consecutiva na fase de qualificação para o UEFA EURO 2012, depois de golos de Karim Benzema e Yoann Gourcuff terem garantido o triunfo frente a um Luxemburgo reduzido a dez jogadores.

Depois do moralizador triunfo contra a Roménia, no sábado, a selecção de Laurent Blanc consolidou a posição no topo do Grupo D, após um jogo tranquilo ante o último classificado do agrupamento. E os três pontos nunca pareceram estar em causa a partir do momento em que Benzema marcou a meio da primeira parte e, depois de o Luxemburgo ter ficado sem o capitão René Peters, Gourcuff selou o triunfo quando estavam decorridos 76 minutos. A jogar em Metz, a apenas 50 quilómetros do Luxemburgo, a selecção de Luc Holtz até podia sentir que estava em casa, mas rapidamente foi remetida à sua defesa. Gaël Clichy e Adou Diaby foram os primeiros a falhar o alvo, antes de Jonathan Joubert ter de se aplicar para defender o remate de Phillipe Mexès. Do canto que se seguiu, o guarda-redes do F91 Dudelange teve mesmo de ir buscar a bola ao fundo da baliza, com Benzema a controlar a bola de forma brilhante ao segundo poste antes de rematar de pé esquerdo para o 1-0.

Joubert, que até já jogou no Metz, mostrou que se sentia em casa neste regresso a Lorraine, com o guardião, de 31 anos, a segurar os remates de Diaby, antes do intervalo, e a sair muito bem aos pés de Guillaume Hoarau, quando o avançado gaulês se isolou no início da segunda parte. Tudo ficou mais fácil para os Les Bleus aos 54 minutos, altura em que Peters viu o segundo cartão amarelo, mas Joubert foi mantendo a diferença em apenas um golo, com destaque para uma defesa a remate de Gourcuff. Depois de ter empatado com a Bielorrússia no último jogo, o Luxemburgo ainda ameaçou o empate à entrada do último quarto-de-hora, mas o pontapé de bicicleta de Guy Blaise saiu à figura de Hugo Lloris. E qualquer esperança luxemburguesa em conseguir uma surpresa desvaneceu-se pouco depois, quando Gourcuff assinou o seu segundo golo pela selecção francesa no espaço de três dias. O médio do Olympique Lyonnais aproveitou um livre de Dimitri Payet e, com um remate de longe, fez o 2-0 final.

Portugal alcança segunda vitória e continua de olhos posto no Euro 2012


Portugal encurtou para dois pontos a diferença em relação à Noruega, líder do Grupo H de qualificação para o UEFA EURO 2012, ao vencer a Islândia por 3-1, em Reiquiavique.

Depois da estreia vitoriosa à frente da selecção de Portugal ante a Dinamarca (3-1), na sexta-feira passada, o jogo do Estádio Nacional de Laugardalsvöllur não podia ter começado da melhor maneira para Paulo Bento, pois viu a sua equipa adiantar-se marcador mercê de um livre madrugador apontado pelo capitão Cristiano Ronaldo. Heidar Helguson empatou pouco depois, mas um excelente pontapé de Raúl Meireles levou os portugueses a vencer para o intervalo, antes de o suplente Hélder Postiga confirmar o triunfo a 18 minutos do final. Bento manteve a aposta na equipa titular que derrotou os dinamarqueses e recolheu dividendos logo aos três minutos. Theodor Bjarnason fez falta sobre Carlos Martins na zona frontal à grande área e Ronaldo não perdoou na marcação do respectivo livre directo, fazendo passar a bola por cima da barreira. Com o experiente avançado Eidur Gudjohnsen de volta após ter falhado os dois primeiros jogos por lesão, os islandeses chegaram ao empate aos 17 minutos, num remate de cabeça de Helguson na sequência de um canto que o guarda-redes Eduardo não conseguiu suster, apesar de ter tocado no esférico.

Logo a seguir, Hugo Almeida errou o alvo num pontapé cruzado que saiu ao lado a baliza de Gunnleifur Gunnleifsson, mas Meireles não imitou o ponta-de-lança e pôs novamente os portugueses no comando da partida dez minutos após o empate, num fulminante remate de fora área. Ronaldo testou a atenção de Gunnleifsson antes do intervalo e, com oito minutos jogados na segunda parte, Meireles esteve perto de bisar. O médio do Liverpool FC viu o guardião adversário ligeiramente adiantado e desferiu um remate que acertou na parte superior da trave. Em cima da hora de jogo Nani atrapalhou o remate de cabeça de Almeida, após cruzamento de Ronaldo, antes de o ponta-de-lança do SV Werder Bremen ceder o lugar a Postiga, que precisou somente de sete minutos para aumentar a vantagem de Portugal, numa conclusão fácil à boca da baliza, aos 72 minutos, após Gunnleifsson ter deixado escapar um cruzamento de Ronaldo. Eduardo defendeu a tentativa de Helguson pouco depois, numa etapa complementar inofensiva da formação de Olafur Johannesson.

A formação lusitana, que ocupa o segundo lugar do Grupo H, tem mais uma partida realizada do que os outros quatro oponentes e só volta a actuar nesta qualificação daqui a oito meses, a 4 de Junho, quando receber a Noruega, que defronta a Dinamarca em casa no encontro seguinte, a realizar em 26 de Março. No mesmo dia, os islandeses, ainda na cauda do pelotão sem qualquer ponto conquistado, viajam até Chipre.

Invasão de adeptos sérvios suspende Itália-Sérvia

Italia-Serbia, che caos! Disordini e partita sospesa

O Itália – Sérvia, referente ao Grupo C de qualificação para o Euro-2012, foi suspenso ao cabo de seis minutos. Isto depois de ter iniciado 35 minutos após a hora marcada. Motivo: as muitas tochas incendiadas por parte dos adeptos sérvios.

Itália-Sérvia suspenso devido a incidentes com adeptos sérvios

O árbitro escocês Craig Thomson considerou não haver condições para a realização do jogo, até porque os adeptos estavam insistentemente a lançar as tochas para o relvado. Uma delas chegou mesmo a «aterrar» junto do guarda-redes italiano Emiliano Viviano.

De referir que na selecção sérvia, sentado no banco de suplentes, esteve o guarda-redes do U. Leiria, Djuricic.


Azerbaijão e Ilhas Faroé surpreendem

Ilhas Faroé surpreendem

As Ilhas Faroé resistiram à forte pressão da Irlanda do Norte e conquistaram o seu primeiro ponto no Grupo C de qualificação para o UEFA EURO 2012.

Os nórdicos tinham sido derrotados nos quatro desafios anteriores e têm de estar gratos à agilidade demonstrada pelo guarda-redes Jakup Mikkelsen, de 40 anos, que manteve o nulo até que Christian Lamhauge Holst surpreendeu os visitantes à passagem da hora de jogo. Kyle Lafferty fez o empate para os britânicos a 14 minutos do final, mas, apesar do enorme domínio, a Irlanda do Norte teve que se contentar com um empate, somando cinco pontos em três jogos.

Sadygov abate Turquia

O capitão do Azerbaijão, Rashad F Sadygov, marcou o golo que permitiu à equipa de Berti Vogts conseguir um surpreendente triunfo sobre a Turquia.

Sadygov, que em Agosto assinou pelos turcos do Eskişehirspor, marcou o único golo do encontro aos 38 minutos e fez o Azerbaijão conquistar os primeiros pontos no Grupo A de qualificação para o UEFA EURO 2012, que valeu o primeiro triunfo em oito jogos contra os turcos. A Turquia, que na sexta-feira perdeu por 3-0 na Alemanha, continua, ainda assim, na luta pelo apuramento graças aos dois triunfos conseguidos no início da campanha.

O Azerbaijão perdeu por 3-0 na Áustria, na sexta-feira, e Vogts decidiu fazer algumas alterações tácticas, com Rail Melikov e Elnur Allahverdiyev a recuarem para as zonas laterais da defesa. O treinador alemão também decidiu apostar em três avançados e entregou o ataque a Vugar Nadyrov, Farid Guliyev e Vagif Dzhavadov. O Azerbaijão entrou muito bem no jogo, com Dzhavadov a isolar-se aos nove minutos antes de rematar lado.

Arménios confirmam boa forma

Arménios somam e seguem

A Arménia deu seguimento à impressionante vitória caseira sobre a Eslováquia com um claro triunfo por 4-0, igualmente em casa, sobre Andorra, pelo que a selecção orientada por Vardan Minasyan continua assim a afirmar-se surpreendentemente como candidata ao apuramento no Grupo B de qualificação para o EUFA EURO 2012.

Gevorg Ghazaryan colocou a selecção da casa na frente do marcador logo aos quatro minutos, tendo Henrik Mkhitaryan e Yura Movsisyan elevado a vantagem da Arménia ainda antes do intervalo. Marcos Pizzelli estabeleceu o resultado final aos 52 minutos, resultado que deixa os arménios, pelo menos provisoriamente, na liderança do respectivo grupo de qualificação. Com a motivação em alta após o triunfo por 3-1 sobre a Eslováquia, alcançado na sexta-feira passada, a Arménia entrou a todo o gás frente a Andorra. Sargis Hovsepyan cabeceou à trave no seguimento de um cruzamento de Mkhitaryan aos dois minutos de jogo e, pouco depois, Ghazaryan surgiu pela esquerda, ultrapassou dois adversários e, com um remate a cerca de 25 metros do alvo, bateu José Antonio Gómes pela primeira vez.

Movsisyan flectiu da direita para o centro aos 16 minutos e, embora Gómes ainda tenha conseguido defender o seu remate, Mkhitaryan não perdoou na recarga e fez o 2-0. O terceiro tento dos homens da casa foi fabricado pelo capitão Hovsepyan, que serviu Movsisyan para o 3-0 à boca da baliza, após deixar para trás o seu adversário directo. A pressão da Arménia continuou após o intervalo e, já depois de ter acertado no poste, Pizzelli acabou mesmo por marcar, através de um potente remate de longe. Andorra poucas hipóteses teve para respirar. Minasyan substituiu Movsisyan, Ghazaryan e Pizzelli perto do final, mas o resultado não voltou a sofrer alterações.

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JVEDGMGSP
1ArméniaArménia4211947
2Rep. IrlandaRep. Irlanda3201646
3RússiaRússia3201536
4EslováquiaEslováquia3201336
5MacedóniaMacedónia3111434
6AndorraAndorra40041110


Tiago lesionou-se e pode falhar jogo com a Islândia


Tiago lesionou-se no treino que a Selecção Nacional realizou esta segunda-feira no Estádio Laugardalsvollur, em Reiquiavique, e, apesar de ainda não se conhecer a gravidade da lesão, o médio está em dúvida para o jogo com a Islândia. O jogador sofreu uma entrada, ficou estendido na relva, foi assistido de imediato mas, por precaução, terminou o treino mais cedo.

Um revés para Paulo Bento que até podia oferecer a titularidade ao jogador do At. Madrid, em detrimento de Carlos Martins, embora na sessão desta tarde, o novo seleccionador tenha misturado os suplentes com os titulares do primeiro jogo com a Dinamarca, ensaiando um 4x4x2, com Varela e Nani nas alas e Cristiano Ronaldo na frente de ataque ao lado de Hélder Postiga.

Mas sem Tiago, o mais provável é que o seleccionador repita o onze da Dinamarca, ficando em aberto apenas a possibilidade de Pepe subir para o meio-campo e abrir uma vaga para Bruno Alves na defesa.

Espanha paciente quebra o gelo lituano


A Espanha continua a sua jornada invicta rumo ao Euro'2012. A selecção vizinha venceu a Lituânia, em casa, por três bolas a uma. Fernando Llorente, avançado de serviço, bisou e David Silva fez o terceiro, com a particularidade de todos eles terem sido conseguidos de cabeça.

Sobre o jogo pouco ou nada há a dizer senão que se resumiu a uma única equipa: a Espanha foi, desde sempre, a única equipa que demonstrou uma vontade incisiva em obter a vitória, ainda que não o tenha feito com um tremendo número de oportunidades já que o autocarro lituano assim não o permitiu. Na primeira parte, os visitantes ainda se aguentaram sem sofrer golos, perante a insistência espanhola que não tinha em campo dois elementos essenciais no equilíbrio da equipa: Xabi Alonso e Xavi. Sérgio Ramos teve a melhor chance para abrir o activo, mas o seu cabeceamento esbarrou no poste.

Contudo, mal começou a segunda parte, Fernando Llorente teve a capacidade de abrir o jogo com o primeiro golo, logo aos 46 minutos. Dez minutos depois, o atacante do Athletic dava o sossego e o prémio pela persistência à "Fúria", com outro cabeceamento certeiro, desta feita ao outro lado da baliza, já depois de a Lituânia ter empatado, por Sernas que aproveitou uma falhada defesa para dar alguma efémera esperança lituana. A partir do 2-1, o encontro foi totalmente dominado pela Espanha e o terceiro golo não espantou ninguém, bem pelo contrário. Ainda assim, apontam-se, no segundo tempo, algumas distracções defensivas à Espanha, insuficientes, todavia, para incomodar Casillas.

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