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Portugal tem começado a jogar com 10...

 Diga-se o que se disser, Hélder Postiga não deve ter lugar cativo na seleção nacional, por ter marcado até agora um golo apenas!

O fato de ele ter jogado inicialmente contra a Alemanha, custou-nos a derrota! Sim, porque após a sua saída de campo, Portugal jogou muito mais do que a Alemanha, encostando-a às cordas, simplesmente já era tarde para recuperar os 60 minutos de jogo em que Postiga esteve em campo apenas a fazer número. Assim, com a entrada do seu substituto, o jogo melhorou imenso, mas o tempo que faltava para terminar a partida já era muito pouco para dar a volta ao resultado.

Até acredito que vamos passar às meias finais do Euro 2012, mas com a Espanha não teremos qualquer hipótese, caso Paulo Bento não se deixe de teimosias e coloque em campo os onze melhores. Isto porque a Espanha é sem dúvida a melhor euipa deste Europeu e a Alemanha não é nada daquilo que querem fazer dela, pois qualquer Itália, por exemplo, conseguirá deixar os alemães de fora.

Infelizmente, caso passemos a Républica Checa, vamos encontrar a Espanha antes da final, o que em termo lógicos nos diz que a nossa comissão neste Europeu 2012 vai mesmo ficar-se por aí e teremos possivelmente uma final Itália-Espanha.

Por Valter

Paulo Bento, o gestor de egos

 Uma das grandes qualidades que um bom treinador de futebol tem que ter ao mais alto nível é a de gerir egos. Nas grandes equipas só onze egos podem jogar de cada vez, logo outros tantos são relegados ao banco de suplentes.

Já parece quase uma máxima dos treinadores dizer que "os jogadores que não jogam são tão, ou mais, importantes do que aqueles que jogam", porque são esses que emprestam a saúde a qualquer balneário. Ou seja, um treinador tem que ser, além de estratega, psicólogo. Quem acompanha as declarações de Mourinho, Guardiola e de outros grandes treinadores, reconhecerá essa qualidade de unir a equipa em torno de um ideal, onde os egos dos jogadores se unem em prol do conjunto, ao invés de se individualizarem em seu próprio benefício.

Reconhecerão todos os leitores que estas qualidades são necessárias ao sucesso de qualquer treinador. Desde logo, surge o exemplo de Paulo Bento. No Sporting, todos se recordam dos vários conflitos que teve com os seus jogadores. Julgo que não podemos opinar sobre a raiz desses problemas, porque não temos dados suficientes. Podemos apenas constatar o histórico de casos de jogadores suspensos, dispensados e relegados a segundo plano, que poderiam ter emprestado algo mais ao desempenho desportivo da equipa.

Na Seleção voltou-se a verificar este factor. Alguns dos jogadores mais importantes viram a porta da equipa das quinas fechar-se, em parte devido aos seus atos. Mas não terá Paulo Bento uma tendência para os conflitos, como já se tinha verificado no Sporting?

Quem viu o jogo contra a Turquia deve reconhecer a falta que fazem Bosingwa, Ricardo Carvalho, ou mesmo Tiago. Com estes jogadores seríamos, indiscutivelmente, mais fortes (espero que Bento me prove o contrário).

Paulo Bento é um grande treinador, que defende a sua equipa como ninguém, mas peca no capitulo psicológico, porque não sabe gerir os egos e entra, muitas vezes, em conflito com os jogadores. Espero, no entanto que este factor passe para segundo plano e que a Seleção possa fazer uma grande campanha no Europeu.

Por David Leão

Jogadores portugueses: que futuro?

 A determinação de Adrien sintetizou o sentimento dos jovens jogadores portugueses a reclamarem por mais oportunidades. Tiveram que vir os estudantes para dar uma lição ao país.

Na memória futebolística nacional ainda está fresca a lembrança do hino nacional cantando no Jamor este domingo. Do lado da Académica, vários portugueses de mão no peito, do lado do Sporting apenas dois. Parece estranho, vindo de um clube que deu a grande maioria dos jogadores à selecção das quinas, mas a verdade é que o Sporting decidiu enveredar pelo mesmo caminho dos outros grandes. Ou seja, investir em estrangeiros, muitas vezes de qualidade dúbia.

A grande lição de Adrien (ao aniquilar Schaars e Elias), de Cédric e porque não de Marinho, no Jamor, não foi apenas para o Sporting, mas sim para os outros grandes, e porque não, para o futebol português em geral.

Relembro as palavras de Platini, a propósito da final da Europa League do ano passado, entre o Braga e o Porto, em que disse – “mais parecia um jogo entre duas equipas da América Latina”.

Se fosse o Benfica em vez do Braga, ainda menos portugueses haveria em campo. Este ano o Benfica alinhou na Champions com um onze onde não figurava nenhum português (relembro ainda a incredibilidade de um comentador alemão quando percebeu que o Chelsea tinha mais portugueses no onze que o Benfica).

Advinham-se tempos difíceis para a nossa selecção nacional. Hugo Viana disse, há pouco mais de uma semana, que é difícil ser jogador português em Portugal. No seguimento, lembrei-me selecção de sub-20 vice-campeã do mundo no passado. Que futuro para estes jovens, quando os clubes preferem apostar em jovens estrangeiros? Se não, vejamos: o Porto contratou o Iturbe, quando tinha o Sérgio Oliveira para a mesma posição. O Sérgio foi finalista do mundial, o Iturbe nem titular da Argentina era.

O Sporting incluiu o Arias no plantel principal e emprestou o Cédric. Contratou três centrais e emprestou o Nuno Reis (que foi só o melhor defesa do Mundial) e o Pedro Mendes. Contratou o Rubio, quando tem o Betinho que é, arrisco-me a dizer, bem melhor e nem teve uma única oportunidade na equipa principal. O Sporting é campeão de Juniores há uma série de anos seguidos. Onde andam esses jogadores?

No Benfica, só depois de muita insistência da imprensa e da opinião pública, é que o Jesus começou a apostar no Nelson Oliveira. Bem felizes devem estar os argentinos com o contributo que o Benfica tem dado à sua selacção.

Deixo só aqui mais duas reflexões. Tirando a última Liga Europa que o Porto conquistou, os restantes títulos europeus de clubes portugueses foram conquistados por equipas com predominância ou totalmente portuguesas. Na conjuntura actual isso seria impossível. E continuará a ser impossível se os ditos ‘grandes’ continuarem com estas políticas.

O Barcelona de Guardiola, que é só, provavelmente, a melhor equipa da história, é constituída, maioritariamente, por jogadores provenientes da sua ‘cantera’. A primeira decisão que Pep tomou quando chegou ao comando da equipa técnica foi dispensar Ronaldinho e Deco. Os resultados estão à vista. Além dos resultados, os jogadores carregam consigo a mística do clube, que é algo que não se pode comprar. Outro exemplo idêntico, este mais extremo, é o Athletic de Bilbao, que nas suas fileiras só tem jogadores bascos. Logo por isso é um clube especial.

Em Portugal, mesmo as equipas pequenas e médias preferem contratar brasileiros sem espaço no seu país, do que apostar em portugueses cheios de garra e com qualidade. Foi mesmo isso que fez a diferença no Jamor. O Sporting, que tanto se orgulha da sua academia, jogou praticamente só com estrangeiros, que nunca perceberão o simbolismo do Jamor, e dificilmente a mística sportinguista. Do lado da Académica estavam jovens portugueses cheios de garra para ganharem a taça, e no final ganharam e bem. A determinação de Adrien, perante o [milionário] meio campo leonino, sintetizou o sentimento dos jovens jogadores portugueses a reclamarem por mais oportunidades. Tiveram que vir os estudantes, mais uma vez, para dar uma lição ao país.

Por David Leão

Olhar sobre o FC Porto: Hora das Compras

FCPorto24 - "Hora das Compras"
Fim da época, para muitos é sinónimo de especulação. As equipas preparam o ataque ao mercado, ao mesmo tempo que se defendem de “ataques” indesejados. 

Nos dias que passam, é cada vez mais difícil manter jogadores por um longo período de tempo e o FCPorto não foge à regra. Manter jogadores da qualidade de Hulk não é para qualquer equipa, muito menos durante 4 épocas, mas jogadores com o empenho deste, já não existem, ou se existem, os empresários tratam de os estragar.

Hulk, conhecido pela sua capacidade de explosão, velocidade, drible, remate, sempre soube da enorme qualidade que tinha, mas soube também durante estes 4 anos manter a humildade que o caracteriza e que toda gente lhe reconhece. São jogadores como o “Incrível” que valorizam uma instituição e são eles que merecem ficar na história do clube para toda a eternidade.

Quanto vale este jogador? 100Milhões? Não há dinheiro nenhum que chegue para pagar um jogador deste nível. Não tenho dúvidas que se o FCPorto pudesse escolher que preferia ficar com o jogador a ganhar possivelmente 100Milhoes de euros, mas clubes vendedores como o FCPorto são obrigados a efectuar boas vendas e Hulk pode levar a que o clube faça um bom encaixe financeiro.

Mas não é só Hulk que será atacado pelo mercado de verão, como é obvio, num clube como o nosso praticamente todos os jogadores têm propostas vindas de países onde os campeonatos são melhores e isso leva a que o clube não os agarre e acabe por deixá-los fugir para clubes menos ganhadores, mas que apesar disso têm mais capacidade para suportar ordenados bastante elevados.

Quase certo parecem as saídas de Álvaro Pereira e Rolando, pois à muito tempo que demonstram publicamente a sua intenção de sair ao contrário do nosso número 12 que sempre prometeu e cumpriu dar tudo o que tinha.

Mas a venda de jogadores leva a que seja necessário investir e investir em Portugal é sinónimo de comprar estrangeiros, muitas vezes “barretes” de 3, 4 ou até 5Milhoes de euros, gastos com medo de apostar no que é nacional, mas porquê? Não tenho resposta para isso, sinceramente nunca percebi.

Olhando um pouco para o que vejo de jogadores do FCPorto emprestados e jogadores que sobem dos Juniores, o Bicampeão tinha tudo para manter a mesma qualidade do plantel sem ter que gastar dinheiro. Vejamos, na baliza temos Ventura, um jogador que já foi chamado à selecção A de Portugal, ou até mesmo Beto que é um dos 3 guarda-redes que estará no Euro.

Depois a defesa, são conhecidas as possíveis saídas de Otamendi e Rolando, será que André Pinto estará muito longe da qualidade apresentada por Rolando esta época? Temos ainda Abdoulaye que talvez seja o que mais precise de evoluir, mas se o Iturbe pode ficar um ano no banco porque não poderá este jogador, que certamente iria evoluir muito? e que tal Tiago Ferreira, um dos jogadores mais promissores que alguma vez passou nas camadas jovens do FCPorto? Temos ainda Miguel Lopes, um jogador que em 6 meses convenceu o Selecionador Nacional que merecia ir ao Europeu, será que não tem qualidade para o nosso plantel, um jogador que faz duas alas, tal como fazia Fucile que ficou uns bons anos no nosso plantel, será que não tem qualidade para rodar com Alex Sandro que custou 10Milhoes? Será que vale apena gastar ainda mais dinheiro naquela ala esquerda? Não esquecer um jogador que ganhou ainda tudo pelo Porto a época passada e que encaixava em toda a defesa Portista, Sereno.

Meio-campo, o que não devem faltar aqui são jogadores de qualidade que já passaram pelo nosso clube e pelas nossas camadas jovens e que hoje rodam por equipas da primeira liga com muito sucesso. São eles Ricardo Dias(Beira-Mar), Tengarrinha(V.Setúbal), Josue(P.Ferreira), Andre Leão(P.Ferreira), muitos dirão que não são jogadores para o FCPorto e até poderá ser verdade, mas alguma vez terão tido uma verdadeira oportunidade? E o Sergio Oliveira? Aquele jogador que prometeu tanto e que é vice-campeão do mundo pelos sub-20, será que não tem condições para vir a representar o nosso clube, será mais um Castro? E agora sinto que toco na ferida, haverá uma diferença assim tão grande de Castro para Defour, que leve um a ser comprado por 6Milhoes e o outro seja todos os anos emprestado e que em campeonatos como o espanhol seja acarinhado até pelos adversários? Um jogador que ama a nossa camisola mas que vê o seu lugar ocupado por inúmeros estrangeiros todos os anos como Souza, Tomás Costa, Prediguer, etc...

Ataque, com a possível saída de Hulk e ainda com a vaga deixada por Falcão, muitos pensam em jogadores vindos do estrangeiro e eu também concordo que seja uma boa solução, mas não em exagero, como é habituo. Apesar de já não serem nossos jogadores, será que Hélder Barbosa, Candeias e Caetano, não teriam lugar no plantel do FCPorto? Serão eles assim tao inferiores a Kelvin e Atsu? Dois outros jogadores que podem ver o seu futuro no próximo ano em risco caso o FCPorto decida investir milhões e milhões para substituir o Hulk.

Será que os nossos dirigentes conseguem perceber o quanto pouparíamos em apostar nestes jovens? E que ao poupar, por exemplo, num 4º central poderíamos muito bem apostar mais forte em posições que secalhar não temos tantas soluções, nem em camadas jovens, nem mesmo em emprestados como é o caso do Ponta-de-Lança, ou até num substituto para o Hulk, que apesar de não ser uma certeza a sua saída, na maior parte dos adeptos já deixa saudades.

Gosto do FCPorto que investe barato e vende caro, apesar de já não ser tão fácil hoje em dia, pois os clubes com a crise económica tendem a sobrevalorizar os seus ativos e consequentemente o valor dos jogadores, o que dificulta a vida ao nosso clube que vê os grandes da Europa a quererem gastar cada vez menos dinheiro, à excessão de alguns clubes milionários. Por tudo isso mais uma vez digo, apostem na formação!

Texto escrito por Jorge Bruno

Olhar sobre o FC Porto: Somos Norte e Sul


FCPorto24 - "Somos Norte e Sul"

A história desportiva do nosso país, sobretudo em relação ao futebol, sofreu nas últimas três décadas uma revolução. Uma revolução avassaladora em que a vontade Azul e Branca varreu o domínio exercido até então pelos clubes da capital.

Estes novos acontecimentos levam-me a afirmar com veracidade absoluta três factos:

- O FCP é o clube com mais títulos do futebol português;

- O FCP é o melhor clube português deste milénio (e dos melhores do Mundo);

- O FCP é hoje um clube nacional com milhões de adeptos espalhados por todo o país.

E é pegando nesta última sentença que venho expor a minha ideia para o futuro. Para um futuro que começou a ser delineado há bastante tempo. Está na altura de terminar a guerra do Norte contra o Sul. Os Portistas habitam em todas as cidades deste país. A revolução que referi espalhou-nos do Minho ao Algarve (até de Angola ao Canadá bem dizendo!) e o Nosso Grande Clube deixou de ser o símbolo duma região. É hoje um símbolo de todo o País.

Há milhares de Portistas em Lisboa, há milhares de filhos de verdes e vermelhos que agarraram com amor a revolução Azul e Branca! O FCP é o melhor clube português e o principal objectivo para o futuro deve ser formar e alimentar esta verdadeira legião de adeptos. E reforçar essa legião com o amor ao clube, não com o ódio aos outros clubes. Porque longe vai o tempo em que éramos inferiores. Hoje “os outros” é que têm de odiar. Hoje os outros é que são os fracos.

A epopeia levada até hoje pelos nossos dirigentes tem tido frutos saborosos, é verdade. Mas todas as correntes têm um fim. Necessitamos de nos voltar a adaptar ao País onde agora somos grandes.

Às acusações de corrupção temos de responder “apenas” com mais classe. Com mais jogadores ao nível de Fernando Gomes, Madjer, Deco, Lucho, Baía, Carvalho, Hulk… À falta de destaque na imprensa portuguesa temos de responder com mais títulos internacionais (porque sim, aí não têm hipóteses de colocar o FCP num quadradinho no canto do jornal!). E à raiva dos adversários temos de continuar a responder com oito campeonatos nacionais numa década.

Temos feito isto tudo, eu sei, mas é minha opinião que cantar “SLB filhos disto” ou “Lisboa é isto ou aquilo” é dar demasiada atenção a adversários que não merecem e é desprezar cidades onde também vivemos (como Portistas). Prefiro cantar Porto Campeão, até que a voz me doa! Porque já não existem mouros, nem cidades “poluídas”. Já não existem clubes papões, nem adversários que nos menosprezem. Temos de ser os melhores no campo e na razão! Como temos sido, mas sem a guerra do Norte contra o Sul, porque hoje somos Norte e Sul. Hoje estamos em toda a parte e estamos a crescer!

P.S. Apenas para reforçar a ideia que isto é a minha opinião, passível de crítica e de refutação como todas as opiniões. Temos tido um grande ciclo vitorioso, mas também tenho visto demasiado ódio entre adeptos e clubes. Acredito na rivalidade mas comecemos a deixar o ódio apenas no coração dos outros.

Crónica escrita por Vítor Vaz

Olhar sobre o Sporting: O nosso desafio

 Agora que a temporada está a chegar ao fim, após a final da Taça de Portugal, há que fazer um balanço e analisar o que foi a época desportiva do Sporting. O primeiro ano de mandato de Godinho Lopes foi o ponto de partida de um novo ciclo.

Novos dirigentes, nova estrutura no futebol, desde a comunicação passando pela direcção desportiva, alterações no corpo clínico e um conjunto de novos jogadores numa reestruturação significativa de plantel. Pelo meio ainda a mudança de treinador, numa decisão muito ruidosa no momento mas que acalmou face a uma liderança com enorme empatia e ligação aos sportinguistas.

As meias-finais da Liga Europa, a presença na final da Taça de Portugal e o acesso às competições europeias são um tónico forte para a próxima temporada. Também deve ser nesta perspectiva que devemos absorver esta época para que ela sirva de motivação. Os desafios que estão à porta, a vários níveis e com diferentes implicações, são sérios de mais, pelo que devemos centrar as nossas forças em objectivos comuns, com sentido de responsabilidade e união, desfazendo ruído desnecessário e desestabilizador.

Ao contrário de outros que apontam agora baterias para distrair os seus adeptos por não cumprirem os objectivos a que se tinham proposto, os sportinguistas devem apostar na serenidade e na confiança, na solidariedade e no apoio constante, para que possamos vencer rapidamente as dificuldades e barreiras que se nos colocam, em prol da sustentabilidade económica, financeira e desportiva. É disto que se trata. Este é o nosso maior desafio.

Face aos novos tempos, aqueles que melhor e mais depressa encontrarem soluções, souberem antecipar as respostas às dificuldades, e adoptarem um novo posicionamento, inovador e dinâmico, sustentado e responsável, serão, seguramente, os mais fortes a médio e longo prazo.

No meio da turbulência em que se encontram a Europa e os mercados, o Sporting, face à sua grandeza, aos seus activos, à sua marca, aos seus valores e à sua história, havendo solidariedade e união na família sportinguista, tem meio caminho percorrido para encontrar soluções que garantam a sustentabilidade da instituição.

«O nosso desafio» por Salema Garção

Crónica: Hulkodependentes


FCPorto24 - "Hulkodependentes"

Hulk. É este o jogador mais importante para o FCPorto. Há dúvidas? Não me parece. Finaliza agora a sua 4ª época de azul e branco, e esta poderá, quase de certeza, ser a sua última na invicta. Chegou da segunda liga do Japão (do Tokyo Verdy) com 21 anos. Foi aposta de Jesualdo e uma aposta bem ganha. O brasileiro já conhecia Portugal pois já ca tinha jogado em 2001/2002 e quando chegou ao Dragão chamou logo a atenção. Um físico mesmo à “Hulk” capaz de, aparentemente, virar 30 Emerson’s de uma vez. Chegou, viu, evoluiu e venceu. Venceu quase tudo. Faltou a Champions e claro, a taça da liga. Três campeonatos de Portugal, assim como Taças de Portugal e Supertaças de Portugal. Individualmente foi, e continua a ser, o habitual “jogador do mês”. Nove vezes. Hulk foi considerado 9 vezes o melhor jogador do mês na Liga Portuguesa. Foi o melhor marcador na época passada (com 23 golos) e esta época é 3º classificado, com 16, atrás de Cardozo e Lima. Cai o número de golos mas aumentou o das assistências. Neste momento o esquerdino leva 10, liderando a lista a frente de Artur (Beira Mar). Para acrescentar é o jogador com mais bis nesta Liga (são 5) e com mais golos de penalti (sete) e é o jogador, a par de Cardozo, com mais penaltis falhados . Resumindo: 16 golos (21 no geral), 10 assistências, 25 jogos realizados (38 no total das competições) sendo só superado por Helton e Moutinho. Desses 25, só um é que começou no banco. Podemos ainda dizer que é o segundo mais rematador da Liga, com 83 remates, estando atrás do bracarense Lima.

A partir destes números vemos a importância de Hulk na equipa. Mas não se fica por aqui. O “Incrível” (como lhe chamam) marcou 5 golos da vitória e foi decisivo em oito vitórias e num empate. Retirando os golos de Hulk nesta altura andávamos na zona do 4º/5º classificado. Hulk foi decisivo na conquista dos 3 pontos contra o Guimarães (logo a abrir o campeonato), contra o Gil Vicente (bisando na vitória por 3-1), nas duas partidas contra o braga, contra o Beira Mar, contra o Benfica (na segunda volta), assim como com o Marítimo e, ainda nesta última jornada jogada, contra o Sporting (bisando e dando um colorido especial á festa). Foi ainda decisivo na garantia do empate frente á Académica a uma bola. De salientar o facto de que nos 2 piores jogos do Porto para o campeonato Hulk não jogou. Refiro-me ao empate a zero com o Feirense e na derrota por 3-1 com o Gil Vicente.

Mas Hulk não é só feito de números. É um jogador diferente. Diferente de todos os outros. Às vezes é certo que está apagado mas de um momento para o outro, pimba! Toma lá uma bilha! Marca golaços assim do nada… Muitas vezes até quando está a fazer um jogo menos bom e começa a ser assobiado. É como se acordassem a besta! Num segundo é assobiado no outro já toda a gente grita “GOLÃO!” e o Speaker do Dragão faz questão de repetir! Incrível é um dos muitos adjetivos para caracterizar este fenómeno. Faltam palavras para descrever este brasileiro.

Para concluir podemos ainda discutir o seu mercado. O Porto investiu cerca de 19 milhões neste fantástico extremo e a sua clausula é de 100 milhões de euros! Todo o mundo (literalmente) está de olhos postos neste craque de 25 anos! Chelsea, PSG, City, Anzhi, … Foram vários os clubes associados a Hulk chegando a haver rumores de propostas enormes, a rondar os 70 milhões (segundo a imprensa foi o PSG) ou até valores a volta dos 60 milhões (Chelsea, entre outros).

Analisando tudo isto podemos concluir uma coisa. O nosso enorme clube sofre de uma doença. Uma doença única em todo o mundo e de cura muito difícil. Essa doença dá-se pelo nome de: HULKODEPENDÊNCIA!

O que é certo é que neste momento sofremos desta doença e com o final da ligação de Hulk com o Porto vamos ter de arranjar uma cura (que será bastante complicada de encontrar)

Haverá cura para esta doença? Terá mesmo chegado ao fim o ciclo do Incrível no Dragão? Quem poderá ser o seu substituto? É o melhor jogador do campeonato português? Até onde poderá Hulk ir na sua carreira? Qual será o seu destino? E o seu valor de mercado? E qual foi, para ti, o melhor golo do brasileiro ao serviço do FC Porto?

Crónica escrita por Daniel Azevedo

Crónica: De costas voltadas


Entrámos nas últimas três jornadas do campeonato nacional e, ainda contínuo de costas voltadas. Sim, estou 
de costas voltadas, assim como estive toda a época. Se ao início ainda dei o benefício da dúvida, depois da derrota em Coimbra para a Taça virei mesmo as costas. Eu e muito provavelmente alguns jogadores e adeptos. Mas afinal a quem virei as costas? Ao clube? Ao presidente? À equipa? Não. Virei as costas ao nosso treinador. Como referi na altura e, agora menciono mais do mesmo, para mim a derrota frente à Académica foi o início da viragem. A partir desse momento preferi ganhar a todo o custo, do que jogar com brilhantismo e, arriscar a não ganhar. Por isso virei as costas ao treinador, virei as costas às suas infantilidades, receios e, nervosismo em conferências de imprensa.

É certo que os resultados voltaram a oscilar e, não aconteceu tantas vitórias como assim esperava, mas algo me diz que aquele jogo foi importante para o resto da temporada, assim como a próxima. Não fui só eu certamente a virar as costas a este dito treinador. Certos jogadores também o fizeram, mas esses já o estavam a fazer desde o início da época. Percebe-se no entanto que ao virar as costas, resulta de ver treinador para um lado e plantel para o outro. Limitaram-se a fazer o que lhes compete e, a ganhar os jogos quando tem mesmo que ser. Reprovo a cem por cento esta forma de estar, mas nesta época era o melhor que havia a fazer pois o líder não o sabe ser e, além disso tem (tinha) um adjunto que ainda não se apercebeu onde está a trabalhar.



Quanto à culpa é inteiramente do dito líder, pois não coloca ordem nem impõe as suas ideias á equipa. Passou de sublíder para líder e isso deve-lhe ter mexido com a sua forma de trabalhar, mas se achava que não ia consegui bastava dizer que não ao desafio e evitava certas coisas.
De costas voltadas, foi assim que vi esta época. Mandei às “favas” este medíocre líder, limitei-me a ver o meu clube jogar e ganhar, limitei-me a ver os jogadores a jogarem quando querem e, fazerem o que querem, limitei-me também a ver adeptos a oscilarem nas suas opiniões. Casos como Rolando frente à Académica após a substituição, Álvaro Pereira em Braga e, outros menos “vistos” como o de Rodriguez, o empréstimo de Belluschi e a “birra” em não colocar Iturbe a jogar dão razão á minha ideia de virar as costas.

Um caso mais pessoal é que deixei de ver as conferências de imprensa antes dos jogos e até após. Para mim um treinador não pode tremer enfrente ao mundo social, não pode começar uma frase e de repente mudar o assunto da mesma, só demonstra que não estás preparado para tal. Cada um pensa por si, como é óbvio, esta é apenas a minha opinião, mas daqui a cinco (ou menos) anos só nos vamos lembrar que ganhámos mais um campeonato sem um verdadeiro líder. Não nos vamos lembrar de certos problemas, resultados e exibições oscilantes, ou opiniões diferente como nunca se viu.

Há certas épocas em que mais vale virar as costas e ganhar, pois o mais importante continua a ser o aumento dos títulos e, nunca se esqueçam que a seguir a uma época má inicia-se logo algo que nos vai marcar de novo!

Crónica enviada por Diogo Rodrigues para o Negócios do Futebol

Crónica: Revolução Azul e Branca

25 de abril. Hoje comemoram-se os 38 anos da queda do regime ditatorial do Estado Novo e a implantação da Democracia, que tem durado até aos dias de hoje.

Durante o regime fascista, a política autoritária de António Salazar adoptou o Centralismo, concentrando em Lisboa não só o poder político-económico como também cultural e desportivo. No futebol, o regime Salazarista favoreceu fortemente os clubes da capital, especialmente o Benfica, aproveitando-se das suas conquistas para se enaltecer e promover. A cidade do Porto aparecia como o foco da resistência, figurando como o símbolo do contra-poder e o FCPorto era o único clube que conseguia enfrentar os clubes da capital, embora sem grandes sucessos.

Com a Revolução dos Cravos e mais tarde com a chegada de Pinto da Costa à presidência do FCPorto, o futebol português teve a sua Revolução. Pinto da Costa e José Maria Pedroto lutaram contra o Centralismo no futebol e foram os rostos que iniciaram o período de ouro do FCPorto, não só de afirmação como também de vastas conquistas, nacionais e internacionais. Esta hegemonia perdura até aos dias de hoje, fazendo do FCPorto o clube português com mais títulos conquistados.

Desde o futebol ao bilhar, a quantidade de títulos conquistados pelo FCPorto sob a tutela de Pinto da Costa é enorme. A nível Mundial, Pinto da Costa é Rei e uma referência. O Presidente marcou, marca e continuará a marcar (espero eu que por mais uns bons anos) de forma indelével o universo do FCPorto, levando o nome do Clube a todo o lado, enaltecendo também a Cidade bem como a região Norte, desprezada pelo poder central.

O sucesso do FCPorto, incomparavelmente superior ao dos rivais diretos, para além da alegria óbvia que proporciona aos Portistas, também causa um grande ódio, inveja e desprezo por parte dos “anti-Portistas”. Por isso, o FCPorto e Pinto da Costa foram (e continuam a ser) alvo das maiores desconsiderações, das maiores calúnias e das mais baixas e obscuras tramóias.

Um dos (diversos) exemplos disso é o caso do túnel da Luz que ainda dá que falar. Os jogadores do FCPorto, apanhados na jogada suja orquestrada pelo clube de Benfica e apoiada por Ricardo Costa (o “tal” que assistiu no camarote à conquista da Taça da Liga por parte do seu clube predileto), irão saber a 2 de maio se irão a julgamento. Apesar de acreditar no arquivamento do caso, o facto é que a decisão vai sair em vésperas de um FCPorto-Sporting que se prevê decisivo, o que é de desconfiar... Será mais uma tentativa de destabilização, nada de novo portanto.

Aos que vivem do passado, do “prestígio” perdido, aos que entram em euforias tão desmedidas como passageiras, aos que negam a realidade, aos que entram em teorias da conspiração e procuram desculpas para tudo menos para a própria culpa, só tenho a dizer uma coisa: O FCPorto vai continuar a ganhar e a conquistar títulos. As adversidades serão sempre ultrapassadas com seriedade, trabalho, organização e dedicação sem limites, desde o Presidente e estrutura que o rodeia, até aos jogadores. Contra tudo e contra todos, com alma de Dragão, assim espero.

Os Portistas possuem uma identidade própria e carregam uma mística ímpar em Portugal, algo que a ditadura abafou mas não apagou e que a Revolução revelou, e essa é a força motriz da luta contra o Centralismo e contra os focos de “opressão” ainda existentes no nosso país. Veja-se, por exemplo, o caso do jardim infantil da Ericeira…

Última nota para a revista “Dragões” que comemora hoje o seu 27º aniversário. Criada em 1985 para cobrir todo o mundo azul e branco e classificar como “dragões” as gentes do FCPorto até aí depreciativamente tratadas por “Andrades”, também faz parte da Revolução Azul e Branca.

“Jogar para a Europa só pode ser meta para os clubes com menor dimensão ou para clubes dos bairros das grandes cidades, o FC Porto terá sempre de jogar para ganhar em tudo o que entra, embora consciente de que terá de ser muito melhor que os clubes de Lisboa para triunfar”, são palavras do próprio Presidente Pinto da Costa no primeiro número da “Dragões”.

Viva o FCPorto!

Crónica enviada por Pedro Valente para o Negócios do Futebol

Crónica: A dois passos do título


Marítimo, Sporting e Rio Ave. São estes os três jogos que nos faltam para podermos respirar fundo e gritar “Campeões!”. Três jogos com 9 pontos em disputa, sendo que estamos 4 pontos á frente do segundo classificado, portanto basta arrecadarmos 5 desses 9 pontos para festejarmos. Mas não. Nós não queremos apenas esses meros 5 pontos. Queremos 100% desses pontos. E porquê? Porque somos Porto! Entrar nestes 3 jogos com caracter, com entrega, com garra, com espirito de entreajuda, com tudo o que nos possa ser útil para levantarmos aquele tão desejado caneco. Em primeiro lugar e já no próximo fim-de-semana, vamos até à Madeira. Uma visita sempre complicada mas de onde vamos ter, obrigatoriamente, de trazer os 3 pontos para o Dragão. Nunca é fácil defrontar o Marítimo, sobretudo em casa, mas temos de encarar este jogo como uma final, uma das três finais (que acabam por ser duas pois como disse acima bastam 5 pontos) que nos faltam para atingirmos o bi-campeonato.

A equipa de Pedro Martins tem feito um bom campeonato estando neste momento em 5º lugar, lugar esse que, certamente, ocupará no final desta edição da Liga Zon-Sagres. Foi uma equipa que disputou ao longo de mais de metade do campeonato o 4º lugar com os leões. A equipa insular fez, sobretudo na primeira volta, exibições de classe e mostrou-se uma equipa coesa e unida. Na transição da época anterior para esta perdeu dois jogadores fundamentais: Kleber e Djalma. Ambos rumaram ao Dragão onde, embora não joguem com muita regularidade, já tenham tido bastantes oportunidades. Depois destas duas perdidas de peso a equipa madeirense não se ressentiu. Jogadores como Danilo Dias, Sami, Babá (embora tenha saído no mercado de inverno) fizeram esquecer as 2 saídas que, no momento, pareciam um desastre.

A segunda final é, aparentemente, aquela que nos pode causar mais problemas. Defrontar o Sporting não é tarefa fácil, nunca o foi, mas neste grande momento que os leões atravessam é sempre um jogo daqueles em que só nos apetece vencer para provar que, por melhor que a equipa de Sá Pinto esteja a jogar, somos bastante superiores a eles. Um jogo com um nível de motivação lá no topo, pois se vencermos na deslocação à Madeira e levarmos a melhor no duelo com os lisboetas, sagramo-nos campeões nacionais na penúltima jornada podendo festejar em casa o titulo. Mas nunca é fácil, repito, nunca é fácil defrontar esta equipa que é o Sporting.

Desde a entrada de Sá Pinto que os leões tem feito grandes exibições e caso este bom momento da equipa da capital se mantenha para o ano certamente que estarão na rota do titulo. Uma equipa com bastantes jogadores perigosos como Capel, Elias, entre outros não nos permite de parar de lutar nem que seja um só minuto. Vão ser 90 minutos de puro jogo, de pura velocidade e de pura luta.

Caso a vitoria não aconteça, existe uma 3º final. Um género de uma final extra que nos dá uma certa margem de erro nos dois primeiros confrontos. Eu espero e, com certeza, todos nós esperamos, que a equipa vá até ao reduto do Rio Ave fazer um jogo mais tranquilo tendo sido já sagrados campeões desta época. Um Rio Ave com bastantes jogadores talentosos como é o caso do Dragão Atsu, ou do goleador João Tomás. Esta equipa não sai muito no contra-ataque, embora tenha jogadores com características para o fazer, e prefere sair com a bola controlada mudando rapidamente de velocidade.

Portanto, vamos lá! Vamos a eles! Vamos levantar aquele trofeu e gritar todos juntos: Campeões!

Ganhará o Porto estas 3 finais? Conseguirá o Porto ser campeão nacional contra o Sporting? Ou apenas em Vila do Conde é que seremos campeões? Seremos os justos vencedores desta prova?

Crónica de Daniel Azevedo para o Negócios do Futebol

Os 11 da Jornada

Nesta crónica poderão ser encontrados os 11 jogadores em que, na opinião do Negócios do Futebol, se destacaram na jornada que findou esta segunda-feira, no encontro entre Académica e Olhanense.

O 11 da Jornada é composto por:

Artur Moraes; Maxi Pereira; Garay; Onyewu; Alex Sandro; Vítor; Nolito; Hulk; André Martins; Soudani; Rodrigo;


A invenção que é o alargamento e as suas consequências

 Já não é muito falado, nem sequer uma proposta discutível, mas este tema já andou cá "no ar" e portanto decidi escrever sobre isto. O Alargamento da Liga seria a coisa mais ridícula, mais estúpida e mais "maliciosa" a fazer no nosso campeonato, enfim...Uma ideia sem nexo nenhum!

Quem inventou esta ideia, ou proposta, chamem-lhe o que quiserem, não devia estar completamente sóbrio. Qualquer pessoa minimamente inteligente e com um sentido de realismo apurado sabe e percebe que esta ideia não deveria sequer ter sido posta «em cima da mesa». Já percebemos que a nova Federação entrou com tudo e que queria desde logo revolucionar, em ponto pequeno, o nosso já deficiente campeonato a dezasseis clubes, mas isto é uma ideia completamente impensável, e caso fosse aceite, quem iria sofrer era todo o campeonato, mas também o prestígio de Portugal no mundo do Futebol.

A Liga ZON Sagres conta actualmente com 16 equipas, e já assim é o que se vê, o que seria com 18 clubes? A total desgraça, o cúmulo do futebol, qualquer coisa, mas de uma «cenário» eu tenho a certeza. Caso fosse aprovada esta ideia, o campeonato ficaria ainda mais pobre e sem interesse do que já é hoje em dia.

Portanto, temos 16 equipas, e já é mais do que público o seu «afundamento» em alguns clubes. Um clube de 1º Liga não pode nunca ter estas falhas de que tanto vemos e lemos nos media, relativas às equipas do nosso campeonato. Uma equipa da 1ª Liga não pode (ou não deve) ter como assistência o número que tem. Nem vou falar de números, porque também não é minha ideia pormenorizar isto, mas isto está mau e com tendência a piorar.

Outra história, mas verídica, são também os tão conhecidos salários em atraso. Mas isto é o campeonato das distritais ou como é? Estão os clubes a brincar com o estatuto e prestígio do nosso campeonato? Até já vieram a público jogadores contratualmente ligados a alguns clubes dizerem que «está difícil» e que a situação é «muito grave». Inclusive já alguns atletas rescindiram contrato por causa desta «brincadeira». Eu não critico os jogadores, até porque neste assunto estão perante os seus direitos, mas os presidentes deviam ter outra atitude relativamente a este ponto.

Isto não pode continuar assim. Se um clube tem salários em atraso sofre um «retirar de pontos» ou em medidas mais drásticas, é condenado à descida de divisão. Quanto ao alargamento, já o referi em cima, é (ou era) uma ideia sem nexo e que nem devia ter sido colocada em discussão. Querem um campeonato mais competitivo e com mais qualidade? Fácil, em vez de se aumentar, diminui-se. E a «coisa», terá efeito imediato, é a minha opinião...

Deve a Liga ser alargada, diminuída ou permanecer como se encontra hoje em dia? E quais as «punições» para clubes com salários em atraso?

Olhar sobre o FC Porto

Mística Azul e Branca - O Presidente
Com o aproximar do mês de Maio eis que se aproximam os festejos dos 30 anos de Presidência de Jorge Nuno Pinto da Costa. E diga-se desde já que são 30 anos escritos em páginas onde o ouro reina sobre um majestoso Azul e Branco, pois desde que Pinto da Costa chegou á Presidência do Clube que o Futebol Clube do Porto não faz outra coisa senão ganhar interna e externamente.

 Não existe nada nem ninguém que possa tirar este mérito a Pinto da Costa que é actualmente o Dirigente Desportivo com mais Títulos conquistados na sua já longa carreira. O Presidente dos Portistas superou desta forma o mítico Santiago Bernabéu que presidiu o Real Madrid CF desde 1943 a 1978. Não deixa de ser curioso que Pinto da Costa no FC Porto tenha levado a cabo o mesmo tipo de trabalho que o Dirigente Espanhol fez em Madrid com enorme sucesso, ou seja, tirou o Clube Azul e Branco da falência e do esquecimento.


Um aparte; depois venham-me dizer que o Clube Espanhol que mais se “parece” com o FC Porto é o Barcelona… Mas isto é tema para outra conversa.


Não obstante todos estes méritos de Pinto da Costa e a eterna gratidão da parte de todos os Adeptos do FC Porto para com o Dirigente máximo do seu Clube, existem algumas nódoas que mancham o CV do Dirigente Portista e que colocam algumas interrogações.

 Isto porque Jorge Nuno com a sua “Aventura” com a prostituta Carolina Salgado, a sua extrema necessidade de fazer desta “Mulher da Vida” a Primeira-dama de todos os Portistas, a sua envolvência no Processo Apito Dourado e as fugas para Espanha, entre muitas outras coisas mancharam para sempre o nome do Futebol Clube do Porto.


Cabalas ou não, o facto é que por muito que se mostre e se demonstre a inocência dos Dragões em Tribunais no verdadeiro sentido do termo., o fantasma da Corrupção nunca será devidamente exorcizado. Depois temos a forma como Pinto da Costa é eleito para a Presidência do Clube. Nos tempos que correm não faz nenhum sentido o Clube estar preso a umas alíneas do seu Estatuto que apenas obrigam a que o anuncio das eleições (e de tudo o mais que esteja relacionado com isto) seja somente publicado nos Jornais com maior tiragem a nível nacional. Não se entende porquê motivo os Dragões não se servem de toda a tecnologia que existe a nível da Comunicação para convocar todos os seus Associados para as eleições para a Presidência e demais Órgãos Directivos do Clube Azul e Branco.


Depois temos a forma como Pinto da Costa é eleito para a Presidência do Clube. Nos tempos que correm não faz nenhum sentido o Clube estar preso a umas alíneas do seu Estatuto que apenas obrigam a que o anuncio das eleições (e de tudo o mais que esteja relacionado com isto) seja somente publicado nos Jornais com maior tiragem a nível nacional. Não se entende porquê motivo os Dragões não se servem de toda a tecnologia que existe a nível da Comunicação para convocar todos os seus Associados para as eleições para a Presidência e demais Órgãos Directivos do Clube Azul e Branco.


O mesmo tipo de raciocínio se aplica às Assembleias Gerias dos Portistas que em pleno Século XXI continuam a ser frequentadas apenas por um grupo privilegiado de Associados. Apenas o “polyduro” tem direito a opinar sobre os destinos do FC Porto e todos os outros Associados e Adeptos do Clube que estão espalhados por Portugal e Mundo fora não o podem fazer mesmo que queiram e tenham condições para tal.


Daí a legitima pergunta: Será Pinto da Costa o Presidente de todos os Portistas?

Crónica semanal de Pedro Silva, The Blue One, para o Negócios do Futebol

A arbitragem como factor dominante do nosso futebol


 Espantem-se, caros leitores, com o tema escolhido para este artigo. A arbitragem, pois claro. Um tema mais que usado e “batido” por todos os comentadores e jornalistas deste país, mas sempre na ordem do dia. Sempre que aparece, é sempre muito debatido.

 Custa-me bastante, e não devo ser o único, ver um jogo de futebol em que o principal “alvo” das atenções, ou “tema de maior conversa”, chamem-lhe o que quiserem, é o árbitro. Estão 22 jogadores de futebol profissional, 2 equipas técnicas (uma de cada equipa) e até o público, e no entanto, a grande preocupação é mesmo a capacidade do juiz da partida para arbitrar tal jogo de futebol. 

 O tempo do espectáculo, das grandes jogadas, dos “mestres da táctica” e dos “special one” já cá não mora. Definitiva ou temporária, o que é facto é que assistimos nos dias de hoje a uma espécie de “stand-by” do futebol como “desporto”. Ainda há, de facto, quem contrarie esta tendência, mas de nada vale. 

Há uns anos, não muitos, a arbitragem era não mais do que uma simples ajuda à boa organização e justiça nos jogos de futebol. Agora? Agora é o “alvo a atingir”, a desculpa para o inevitável (ou não), e a razão pela qual os tais programas desportivos deixaram de ter tanta importância e interesse por parte dos telespectadores. 

Não aponto o dedo a nenhum clube em especial, aliás, seria de muito mau gosto na situação que nos encontramos hoje em dia apontar um clube em especial, mas acho ridículo o próprio treinador de uma equipa vir nas “flash-interviews” ou conferências de imprensa, dizer que a sua equipa perdeu por causa da equipa de arbitragem. Penalty, falta para cartão amarelo ou vermelho, ou até um fora-de-jogo do tamanho de um dedo da mão. Por amor da Santa, mas um jogo fica definido num ou noutro lance? Um jogo oficial tem 90 minutos de duração, o que possibilita desde logo tanto uma como outra equipa a criarem situações de golo suficientes para levar de vencida o seu adversário. 

Os árbitros estão ser alvos a “abater”, de uma tremenda injustiça que é o nosso futebol. Até já se chegou ao ponto de se fazerem ameaças de morte e mesmo agredir fisicamente um árbitro de futebol em pleno centro comercial. Uma verdadeira vergonha, mas que retrata na perfeição o estado do nosso futebol. Interesseiro, corrupto, sem ponta por onde se lhe pegue. 

A solução? A solução passa por apostar na competência, seriedade e profissionalismo. Preocupem-se os chamados “misters” em por a sua equipa a jogar um futebol digno, encorajado, eficaz, bonito, e incutir aos seus jogadores os seus direitos, mas também os seus deveres, e deixarem de mandar tantas “bocas” aos “homens do apito”.

Olhar sobre o FC Porto

Mística Azul e Branca - Um falso escândalo
 Recentemente o Jornal Desportivo “A BOLA” avançou na sua capa que Vítor Pereira não será o Treinador dos Dragões aconteça o que acontecesse no final da presente Temporada. Pouco tempo depois o Diário “Correio da Manhã” alimenta esta notícia acrescentando que Leonardo Jardim será o próximo Comandante da nau Portista. 

Todos sabemos quais as fontes destes Jornais e que Dama defendem, daí que tenha sido natural a reacção algo enfurecida da estrutura Azul e Branca. Inclusive Pinto da Costa fez com que rapidamente o Jornal Desportivo “O JOGO” desmentisse esta notícia dando a entender que o lugar de VP não está em perigo, que nunca esteve e que nunca estará.  


 Perante estas declarações do “Grande Chefe” Azul e Branco eis que a Guarnição do costume, que sofre de uma cegueira tremenda diga-se de passagem, cerra fileiras ataca a notícia dos Diários de Lisboa o mais rapidamente possível. Afinal o que o Grande Chefe” diz é Lei. 

Contudo eu não faço parte desta Guarnição e tenho olhos para ver e uma cabeça para pensar por mim mesmo- Daí que olhe para esta notícia de uma forma diferente da máquina de propaganda liderada por Pinto da Costa.  

Percebo a extrema necessidade de numa altura crucial do Campeonato se blindar o mais possível o balneário. Agora o que eu não percebo é como se pode afirmar com todas as letras que o Vítor Pereira vai continuar a comandar os destinos do FC Porto na próxima Temporada. 

E afirmo tal coisa porque o homem de Espinho em Agosto recebeu uma Equipa que tinha um modelo de jogo bem claro e definido e em Outubro este já tinha destruído por completo este modelo. O Plantel em Agosto estava unido e concentrado em dar o seu melhor em todas as frentes, mas graças a VP e á sua disciplina eis temos que neste momento uma Equipa desunida e a tomar atitudes que fazem levantar os cabelos a qualquer Portista, para além de que tudo quanto eram frentes Europeias foram vergonhosamente perdidas para adversários de menor dimensão.    

 Resumindo, no início das hostilidades o Treinador Vítor Pereira recebeu uma Equipa feita, bem estruturada e unida que fazia frente a qualquer um. Bastava apenas que VP continuasse o trabalho de André Villas-Boas mudando aqui e acolá algo que achasse importante, tal como fez AVB quando sucedeu a Jesualdo Ferreira. Só que Vítor Pereira em poucos meses destruiu um trabalho de varias Temporadas para deixar o seu cunho pessoal na Equipa e o que temos agora.    

Ora perante isto será assim um disparate tão grande afirmar que Vítor Pereira não fará parte da equipa Técnica Azul e Branca na próxima Temporada quer seja Campeão Nacional ou não?  


A meu ver não, mas pelos vistos para certos Talibans Azuis e Brancos isto é uma conspiração da parte dos “Mouros”. Como diria o outro: “Não existe pior cego do que aquele que não quer ver”. 

Olhar sobre o FC Porto

Mística Azul e Branca - Cuidado com as ilusões

Sem sombra de dúvida de que estamos a ter o excelso prazer de assistir á mais equilibrada Liga Portuguesa dos últimos tempos. Surge um Comandante novo todas as semanas e a distância pontual entre o 1º e o 3ª Classificado não passa dos dois/três pontos.  
Mas enganem-se aqueles que pensam que tal se deve a um grande desempenho dos 3 da frente. Pelo contrário, tudo isto se deve essencialmente a uma enorme instabilidade e falta de querer que passou a morar no Reino do Dragão desde que AVB saiu da Invicta.


Já aqui o afirmei e repito, a Mística do FC Porto anda pelas ruas da amargura, o Treinador Vítor Pereira pode ser muito bem-intencionado e até possuir os seus conhecimentos sobre Futebol mas está visto que não tem capacidade nenhuma para comandar uma Equipa como o Futebol Clube do Porto e, por último, o caos tomou conta da famosa estrutura Azul e Branca que parece ter-se “embriagado” com as fabulosas vitórias que alcançou na Temporada anterior. 

Ora resumindo tudo isto em “miúdos”, a confusão e indisciplina está instalada no Clube Azul e Branco apenas por manifesta culpa própria de quem comanda os destinos do FC Porto e nada mais. Pelos vistos a dolorosa lição de 2005 não serviu para absolutamente nada porque muitos dos erros que se cometeram na altura voltaram-se a repetir. Parece uma brincadeira mas infelizmente não é. 



E como reage a maioria da massa adepta do FC Porto a tudo isto? Da pior forma possível. Em vez de terem paciência e de contribuírem para que no final da temporada os Dragões tenham um mal menor, eis que resolvem atirar ainda mais lenha para a fogueira tendo chegado ao ponto de propor um estúpido, insensato e ridículo boicote ao último jogo do Dragão.  
Não sei se este apelo foi acatado por muitos Adeptos ou não, mas é um facto que o Dragão estava muito pouco povoado quando deveria estar cheio de Adeptos. Estas pessoas que adquiriram o seu Lugar Anual no início da época com toda a certeza que não reparam que no Contrato de Compra e Venda não existe uma cláusula que obrigue o FC Porto a ter de jogar bem e ter de ganhar sempre. Muito menos existe alguma cláusula que obriga a que o Clube Azul e Branco tenha de vencer sempre o SL Benfica em qualquer jogo.   

Mas lá está, estes mesmos Adeptos vivem sempre no Mundo das Ilusões e parecem não ter olhos nem capacidade para reflectir sobre o que se vai passando em seu redor. A eles o que lhes interessa é vencer seja de que maneira for e de preferência que derrotem os Encarnados mesmo quando se trata de uma Competição mentirosa como a Taça da Liga.  Mas também são estes mesmos Adeptos que com o actual estado do nosso Campeonato, semana sim e semana não bajulam/criticam o Treinador/Jogadores/Direcção do FC Porto, não querendo saber do efeito negativo que isto tem para o Clube.  Para evitar tal situação o Clube deveria incluir no Contrato de renovação/aquisição do Dragon Seat a tal Clausula de aqui falei, mas como tal não é possível então este apenas poderá acautelar-se das perigosas ilusões dando o desprezo a estes adeptos que num dia são Portistas e noutro são Anti FC Porto.  

Apenas lamento que com isto todos tenham de levar por tabela, mas é a Massa Adepta que temos e com ela temos de viver e conviver para mal dos nossos Pecados.



Crónica semanal de Pedro Silva, The Blue One, para o Negócios do Futebol
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