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Olhar sobre o FC Porto: A Vitória do Vítor

FCPorto24 - A VITÓRIA DO VÍTOR

Por Pedro Valente

Para o nosso Clube, a época 2010/2011 foi inesquecível e praticamente impossível de repetir. Ganhámos tudo o que havia para ganhar, dentro e fora de portas, normalmente com as exibições a atingirem níveis estratosféricos.

À partida para a época 2011/2012, a fasquia estava colocada num nível bem elevado. As expetativas eram grandes e legítimas. Contudo, lidar com o sucesso pode ser muito difícil e, por isso, esta época que está prestes a terminar nunca seria fácil para o FCPorto. O termo de comparação com a temporada anterior iria sempre funcionar como um obstáculo suplementar.

Com a pré-época em decurso, André Villas-Boas levantou-se da sua “cadeira de sonho” e voou para Londres sendo que Vítor Pereira, seu adjunto, foi promovido a técnico do Campeão Português. Este foi o contexto em que Vítor Pereira pegou na equipa e conseguiu ser campeão.

Reconheço que a equipa raramente mostrou a segurança de outras épocas e que a qualidade das exibições diminuiu de forma evidente. Os resultados (em comparação com a época anterior) pioraram. Prova disso foi a fraca campanha Europeia e a eliminação, tão prematura como chocante, da Taça de Portugal. Também sei que o sentido de liderança e de comunicação de Vítor Pereira se mostrou insatisfatório e que estes fatores, aqui descritos, contribuíram e contribuem para a teimosia de muitos Portistas em não admitir os méritos do treinador.

Na minha opinião, quem ganha tem sempre mérito e Vítor Pereira não é exceção. O treinador do nosso Clube teve vários méritos.

Conseguiu sobreviver, durante grande parte da época, à ausência de alternativas credíveis para o lugar de ponta-de-lança, anteriormente ocupado por Falcao; Conseguiu sobreviver ao clima de instabilidade causado por alguns jogadores contrariados, feitos vedetas, que tinham perspetivas de ser transferidos para campeonatos mais atrativos; Aturou as birras dos jogadores que não jogam e também dos jogadores que não gostam de ser substituídos; Resistiu categoricamente às críticas, aos insultos e à chacota da imprensa, dos adversários e até de alguns Portistas; Resistiu à “fúria” dos “pipoqueiros”, dos comentadores televisivos e dos “senadores” Portistas, mesmo quando ganhava. Até no seu dia de glória e consagração foi assobiado…

Com trabalho e humildade, Vítor Pereira acreditou e fez a equipa acreditar que o título era possível mesmo quando parecia uma miragem. Mostrou nervos de aço e ganhou nos momentos cruciais. Conseguiu montar uma defesa sólida e um ataque concretizador, que permitiram ao FCPorto recuperar de um parcial de -5 para +6 pontos e ser Campeão com mérito. Os rivais podem desculpar-se com as arbitragens e tudo mais, mas este campeonato foi ganho com inteira justiça e não por demérito dos adversários ou por causas externas.

Por isso, e na minha opinião, o verdadeiro herói deste campeonato é Vítor Pereira. Este contrariou as expetativas mais pessimistas e no meio de tanta adversidade conseguiu escrever mais uma página vitoriosa do nosso e do seu Clube. Este campeonato é dele.

O futuro, no que a ele lhe diz respeito, ainda parece estar incerto. É provável que Vítor Pereira continue no seu (nosso) Clube do coração, mas pairam outros nomes para o lugar de técnico do FCPorto, demonstrando que esta época não foi consensual aos olhos de vários quadrantes Portistas... O objetivo principal do Clube (o campeonato nacional) foi conseguido, portanto acho, sinceramente, que Vítor Pereira deve permanecer no FCPorto.

Acredito que os erros cometidos nesta época vão ser corrigidos na próxima. Acredito na evolução de Vítor Pereira a nível de liderança e a nível comunicacional, dado que já se verificaram melhorias nesses planos a partir da segunda metade desta época. Por tudo isto, ele tem direito a uma segunda oportunidade.

Não termino a minha crónica sem deixar umas notas para os outros obreiros deste título:

Os jogadores, que se esforçaram e contribuíram não só com a sua qualidade futebolística mas também humana. Tirando um ou outro que ficou com a cabeça noutro lugar, houve muitos jogadores que estiveram de alma e coração no Clube e que nos momentos cruciais não tremeram e disseram “Presente”.

A tão famosa e bem-sucedida Estrutura, encabeçada por Pinto da Costa, que soube “segurar o barco” nos momentos de tempestade. Exigiu à equipa que defendesse os valores que o Clube representa e deu a confiança e a estabilidade necessárias (quer ao treinador, quer aos jogadores) para os bons resultados.


Campeões, Campeões, Nós Somos Campeões!

Viva o FCPorto!

FC Porto: O Funcionário e a Virgem Ofendida

FCPorto24 - O Funcionário e a Virgem Ofendida
Por Vítor Vaz

Preferia estar hoje aqui a congratular a equipa de basquetebol do FCP pela vitória no campeonato. Mas sabemos que a vitória não aconteceu. Apesar de boas exibições nos jogos anteriores da final, acabámos por sair derrotados no Dragão Caixa.

Não sendo assíduo espectador de basquetebol, nem especialista no seu comentário, não me posso inclinar tanto na análise técnica do jogo. Retenho na memória um jogo pobre, em que ambas as equipas falharam muito e em que os nossos jogadores não tiveram à altura das suas capacidades. Denoto na parte final a quantidade de lançamentos falhados, a perda de bolas no ataque e até uma violação do tempo de ataque quando se precisava de anular a desvantagem.

Também sei que hoje, muito provavelmente, não estaria a escrever sobre basquetebol se não tivessem ocorrido no final do jogo certos acontecimentos, que sabemos hoje terem acendido um novo rastilho na batalha com os vermelhos.

Em primeiro lugar, não possuo informações suficientes para comentar a actuação da polícia ou dos “stewarts” face aos adeptos do FCP no Dragão Caixa. Até condeno quaisquer estragos que os nossos adeptos possam ter feito nas bancadas do nosso pavilhão, e como referi na crónica passada, não costumo concordar com exaltações exageradas nem com ânimos demasiado acesos. Mas dou a mão à palmatória ao fantástico apoio que deram à equipa ao longo de todo o jogo (o que o próprio Nuno Marçal fez questão de agradecer). Porque custa estar em desvantagem, custa perder, e eles estiveram lá com força, com garra e com amor ao clube!

Mas qual a anormalidade de alguns adeptos se exaltarem quando perdem um campeonato em casa? Não é um acontecimento comum, em todos os desportos e em todos os países do mundo? Não é comum, sobretudo em casos óbvios de rivalidade? Só os de memória curta se podem queixar ou utilizar tal facto para se promoverem a eles ou às instituições que representam.

A verdadeira anormalidade que assisti no Dragão Caixa foram os festejos incendiários e desrespeitosos dum funcionário e representante do clube vermelho chamado Carlos Lisboa. Não foi a exaltação de uma vintena de adeptos Portistas. Não foi a pobre actuação da nossa equipa (na altura ainda a defender o titulo). A verdadeira vergonha foi o gesto repetido de “tomem no cu” (e desculpem-me a expressão, mas é a única que define verdadeiramente a intenção do gesto) na nossa casa, à frente dos nossos adeptos, da nossa equipa e da nossa direcção!

E no dia seguinte que vejo eu na comunicação social? Vejo uma virgem ofendida a fazer mais uma declaração de guerra. A ler mais um belo texto incendiário (porque nem capacidade para o formular deve ter!) e a ter todo o destaque na imprensa portuguesa (como não deixa de ser costume).

Conseguirá essa virgem casta e ofendida ter noção do que seria André Villas Boas festejar assim quando ganhámos o campeonato na luz? Ou Vitor Pereira quando vencemos este ano? Mas alguém no seu bom senso poderá compreender como este Kim Jong-Il de véu vermelho decide iniciar uma guerra que não pode vencer?

Termino esta crónica, aproveitando um excerto da magnífica e inteligente resposta dos responsáveis do FCP, que infelizmente não teve o mesmo destaque na imprensa:

Burros não são os que acreditam na mudança. Burros são os que ainda levam a sério o leitor. Em 2003:”O Benfica será mais forte do que o Real Madrid”. Em 2005: “Vamos arrasar na Europa”. E em 2006:”Depois do Verão, seremos o maior clube do mundo”. Largos dias têm os Invernos…

Olhar sobre o FC Porto: Hora das Compras

FCPorto24 - "Hora das Compras"
Fim da época, para muitos é sinónimo de especulação. As equipas preparam o ataque ao mercado, ao mesmo tempo que se defendem de “ataques” indesejados. 

Nos dias que passam, é cada vez mais difícil manter jogadores por um longo período de tempo e o FCPorto não foge à regra. Manter jogadores da qualidade de Hulk não é para qualquer equipa, muito menos durante 4 épocas, mas jogadores com o empenho deste, já não existem, ou se existem, os empresários tratam de os estragar.

Hulk, conhecido pela sua capacidade de explosão, velocidade, drible, remate, sempre soube da enorme qualidade que tinha, mas soube também durante estes 4 anos manter a humildade que o caracteriza e que toda gente lhe reconhece. São jogadores como o “Incrível” que valorizam uma instituição e são eles que merecem ficar na história do clube para toda a eternidade.

Quanto vale este jogador? 100Milhões? Não há dinheiro nenhum que chegue para pagar um jogador deste nível. Não tenho dúvidas que se o FCPorto pudesse escolher que preferia ficar com o jogador a ganhar possivelmente 100Milhoes de euros, mas clubes vendedores como o FCPorto são obrigados a efectuar boas vendas e Hulk pode levar a que o clube faça um bom encaixe financeiro.

Mas não é só Hulk que será atacado pelo mercado de verão, como é obvio, num clube como o nosso praticamente todos os jogadores têm propostas vindas de países onde os campeonatos são melhores e isso leva a que o clube não os agarre e acabe por deixá-los fugir para clubes menos ganhadores, mas que apesar disso têm mais capacidade para suportar ordenados bastante elevados.

Quase certo parecem as saídas de Álvaro Pereira e Rolando, pois à muito tempo que demonstram publicamente a sua intenção de sair ao contrário do nosso número 12 que sempre prometeu e cumpriu dar tudo o que tinha.

Mas a venda de jogadores leva a que seja necessário investir e investir em Portugal é sinónimo de comprar estrangeiros, muitas vezes “barretes” de 3, 4 ou até 5Milhoes de euros, gastos com medo de apostar no que é nacional, mas porquê? Não tenho resposta para isso, sinceramente nunca percebi.

Olhando um pouco para o que vejo de jogadores do FCPorto emprestados e jogadores que sobem dos Juniores, o Bicampeão tinha tudo para manter a mesma qualidade do plantel sem ter que gastar dinheiro. Vejamos, na baliza temos Ventura, um jogador que já foi chamado à selecção A de Portugal, ou até mesmo Beto que é um dos 3 guarda-redes que estará no Euro.

Depois a defesa, são conhecidas as possíveis saídas de Otamendi e Rolando, será que André Pinto estará muito longe da qualidade apresentada por Rolando esta época? Temos ainda Abdoulaye que talvez seja o que mais precise de evoluir, mas se o Iturbe pode ficar um ano no banco porque não poderá este jogador, que certamente iria evoluir muito? e que tal Tiago Ferreira, um dos jogadores mais promissores que alguma vez passou nas camadas jovens do FCPorto? Temos ainda Miguel Lopes, um jogador que em 6 meses convenceu o Selecionador Nacional que merecia ir ao Europeu, será que não tem qualidade para o nosso plantel, um jogador que faz duas alas, tal como fazia Fucile que ficou uns bons anos no nosso plantel, será que não tem qualidade para rodar com Alex Sandro que custou 10Milhoes? Será que vale apena gastar ainda mais dinheiro naquela ala esquerda? Não esquecer um jogador que ganhou ainda tudo pelo Porto a época passada e que encaixava em toda a defesa Portista, Sereno.

Meio-campo, o que não devem faltar aqui são jogadores de qualidade que já passaram pelo nosso clube e pelas nossas camadas jovens e que hoje rodam por equipas da primeira liga com muito sucesso. São eles Ricardo Dias(Beira-Mar), Tengarrinha(V.Setúbal), Josue(P.Ferreira), Andre Leão(P.Ferreira), muitos dirão que não são jogadores para o FCPorto e até poderá ser verdade, mas alguma vez terão tido uma verdadeira oportunidade? E o Sergio Oliveira? Aquele jogador que prometeu tanto e que é vice-campeão do mundo pelos sub-20, será que não tem condições para vir a representar o nosso clube, será mais um Castro? E agora sinto que toco na ferida, haverá uma diferença assim tão grande de Castro para Defour, que leve um a ser comprado por 6Milhoes e o outro seja todos os anos emprestado e que em campeonatos como o espanhol seja acarinhado até pelos adversários? Um jogador que ama a nossa camisola mas que vê o seu lugar ocupado por inúmeros estrangeiros todos os anos como Souza, Tomás Costa, Prediguer, etc...

Ataque, com a possível saída de Hulk e ainda com a vaga deixada por Falcão, muitos pensam em jogadores vindos do estrangeiro e eu também concordo que seja uma boa solução, mas não em exagero, como é habituo. Apesar de já não serem nossos jogadores, será que Hélder Barbosa, Candeias e Caetano, não teriam lugar no plantel do FCPorto? Serão eles assim tao inferiores a Kelvin e Atsu? Dois outros jogadores que podem ver o seu futuro no próximo ano em risco caso o FCPorto decida investir milhões e milhões para substituir o Hulk.

Será que os nossos dirigentes conseguem perceber o quanto pouparíamos em apostar nestes jovens? E que ao poupar, por exemplo, num 4º central poderíamos muito bem apostar mais forte em posições que secalhar não temos tantas soluções, nem em camadas jovens, nem mesmo em emprestados como é o caso do Ponta-de-Lança, ou até num substituto para o Hulk, que apesar de não ser uma certeza a sua saída, na maior parte dos adeptos já deixa saudades.

Gosto do FCPorto que investe barato e vende caro, apesar de já não ser tão fácil hoje em dia, pois os clubes com a crise económica tendem a sobrevalorizar os seus ativos e consequentemente o valor dos jogadores, o que dificulta a vida ao nosso clube que vê os grandes da Europa a quererem gastar cada vez menos dinheiro, à excessão de alguns clubes milionários. Por tudo isso mais uma vez digo, apostem na formação!

Texto escrito por Jorge Bruno

Olhar sobre o FC Porto: Somos Norte e Sul


FCPorto24 - "Somos Norte e Sul"

A história desportiva do nosso país, sobretudo em relação ao futebol, sofreu nas últimas três décadas uma revolução. Uma revolução avassaladora em que a vontade Azul e Branca varreu o domínio exercido até então pelos clubes da capital.

Estes novos acontecimentos levam-me a afirmar com veracidade absoluta três factos:

- O FCP é o clube com mais títulos do futebol português;

- O FCP é o melhor clube português deste milénio (e dos melhores do Mundo);

- O FCP é hoje um clube nacional com milhões de adeptos espalhados por todo o país.

E é pegando nesta última sentença que venho expor a minha ideia para o futuro. Para um futuro que começou a ser delineado há bastante tempo. Está na altura de terminar a guerra do Norte contra o Sul. Os Portistas habitam em todas as cidades deste país. A revolução que referi espalhou-nos do Minho ao Algarve (até de Angola ao Canadá bem dizendo!) e o Nosso Grande Clube deixou de ser o símbolo duma região. É hoje um símbolo de todo o País.

Há milhares de Portistas em Lisboa, há milhares de filhos de verdes e vermelhos que agarraram com amor a revolução Azul e Branca! O FCP é o melhor clube português e o principal objectivo para o futuro deve ser formar e alimentar esta verdadeira legião de adeptos. E reforçar essa legião com o amor ao clube, não com o ódio aos outros clubes. Porque longe vai o tempo em que éramos inferiores. Hoje “os outros” é que têm de odiar. Hoje os outros é que são os fracos.

A epopeia levada até hoje pelos nossos dirigentes tem tido frutos saborosos, é verdade. Mas todas as correntes têm um fim. Necessitamos de nos voltar a adaptar ao País onde agora somos grandes.

Às acusações de corrupção temos de responder “apenas” com mais classe. Com mais jogadores ao nível de Fernando Gomes, Madjer, Deco, Lucho, Baía, Carvalho, Hulk… À falta de destaque na imprensa portuguesa temos de responder com mais títulos internacionais (porque sim, aí não têm hipóteses de colocar o FCP num quadradinho no canto do jornal!). E à raiva dos adversários temos de continuar a responder com oito campeonatos nacionais numa década.

Temos feito isto tudo, eu sei, mas é minha opinião que cantar “SLB filhos disto” ou “Lisboa é isto ou aquilo” é dar demasiada atenção a adversários que não merecem e é desprezar cidades onde também vivemos (como Portistas). Prefiro cantar Porto Campeão, até que a voz me doa! Porque já não existem mouros, nem cidades “poluídas”. Já não existem clubes papões, nem adversários que nos menosprezem. Temos de ser os melhores no campo e na razão! Como temos sido, mas sem a guerra do Norte contra o Sul, porque hoje somos Norte e Sul. Hoje estamos em toda a parte e estamos a crescer!

P.S. Apenas para reforçar a ideia que isto é a minha opinião, passível de crítica e de refutação como todas as opiniões. Temos tido um grande ciclo vitorioso, mas também tenho visto demasiado ódio entre adeptos e clubes. Acredito na rivalidade mas comecemos a deixar o ódio apenas no coração dos outros.

Crónica escrita por Vítor Vaz

Crónica: Hulkodependentes


FCPorto24 - "Hulkodependentes"

Hulk. É este o jogador mais importante para o FCPorto. Há dúvidas? Não me parece. Finaliza agora a sua 4ª época de azul e branco, e esta poderá, quase de certeza, ser a sua última na invicta. Chegou da segunda liga do Japão (do Tokyo Verdy) com 21 anos. Foi aposta de Jesualdo e uma aposta bem ganha. O brasileiro já conhecia Portugal pois já ca tinha jogado em 2001/2002 e quando chegou ao Dragão chamou logo a atenção. Um físico mesmo à “Hulk” capaz de, aparentemente, virar 30 Emerson’s de uma vez. Chegou, viu, evoluiu e venceu. Venceu quase tudo. Faltou a Champions e claro, a taça da liga. Três campeonatos de Portugal, assim como Taças de Portugal e Supertaças de Portugal. Individualmente foi, e continua a ser, o habitual “jogador do mês”. Nove vezes. Hulk foi considerado 9 vezes o melhor jogador do mês na Liga Portuguesa. Foi o melhor marcador na época passada (com 23 golos) e esta época é 3º classificado, com 16, atrás de Cardozo e Lima. Cai o número de golos mas aumentou o das assistências. Neste momento o esquerdino leva 10, liderando a lista a frente de Artur (Beira Mar). Para acrescentar é o jogador com mais bis nesta Liga (são 5) e com mais golos de penalti (sete) e é o jogador, a par de Cardozo, com mais penaltis falhados . Resumindo: 16 golos (21 no geral), 10 assistências, 25 jogos realizados (38 no total das competições) sendo só superado por Helton e Moutinho. Desses 25, só um é que começou no banco. Podemos ainda dizer que é o segundo mais rematador da Liga, com 83 remates, estando atrás do bracarense Lima.

A partir destes números vemos a importância de Hulk na equipa. Mas não se fica por aqui. O “Incrível” (como lhe chamam) marcou 5 golos da vitória e foi decisivo em oito vitórias e num empate. Retirando os golos de Hulk nesta altura andávamos na zona do 4º/5º classificado. Hulk foi decisivo na conquista dos 3 pontos contra o Guimarães (logo a abrir o campeonato), contra o Gil Vicente (bisando na vitória por 3-1), nas duas partidas contra o braga, contra o Beira Mar, contra o Benfica (na segunda volta), assim como com o Marítimo e, ainda nesta última jornada jogada, contra o Sporting (bisando e dando um colorido especial á festa). Foi ainda decisivo na garantia do empate frente á Académica a uma bola. De salientar o facto de que nos 2 piores jogos do Porto para o campeonato Hulk não jogou. Refiro-me ao empate a zero com o Feirense e na derrota por 3-1 com o Gil Vicente.

Mas Hulk não é só feito de números. É um jogador diferente. Diferente de todos os outros. Às vezes é certo que está apagado mas de um momento para o outro, pimba! Toma lá uma bilha! Marca golaços assim do nada… Muitas vezes até quando está a fazer um jogo menos bom e começa a ser assobiado. É como se acordassem a besta! Num segundo é assobiado no outro já toda a gente grita “GOLÃO!” e o Speaker do Dragão faz questão de repetir! Incrível é um dos muitos adjetivos para caracterizar este fenómeno. Faltam palavras para descrever este brasileiro.

Para concluir podemos ainda discutir o seu mercado. O Porto investiu cerca de 19 milhões neste fantástico extremo e a sua clausula é de 100 milhões de euros! Todo o mundo (literalmente) está de olhos postos neste craque de 25 anos! Chelsea, PSG, City, Anzhi, … Foram vários os clubes associados a Hulk chegando a haver rumores de propostas enormes, a rondar os 70 milhões (segundo a imprensa foi o PSG) ou até valores a volta dos 60 milhões (Chelsea, entre outros).

Analisando tudo isto podemos concluir uma coisa. O nosso enorme clube sofre de uma doença. Uma doença única em todo o mundo e de cura muito difícil. Essa doença dá-se pelo nome de: HULKODEPENDÊNCIA!

O que é certo é que neste momento sofremos desta doença e com o final da ligação de Hulk com o Porto vamos ter de arranjar uma cura (que será bastante complicada de encontrar)

Haverá cura para esta doença? Terá mesmo chegado ao fim o ciclo do Incrível no Dragão? Quem poderá ser o seu substituto? É o melhor jogador do campeonato português? Até onde poderá Hulk ir na sua carreira? Qual será o seu destino? E o seu valor de mercado? E qual foi, para ti, o melhor golo do brasileiro ao serviço do FC Porto?

Crónica escrita por Daniel Azevedo

Crónica: De costas voltadas


Entrámos nas últimas três jornadas do campeonato nacional e, ainda contínuo de costas voltadas. Sim, estou 
de costas voltadas, assim como estive toda a época. Se ao início ainda dei o benefício da dúvida, depois da derrota em Coimbra para a Taça virei mesmo as costas. Eu e muito provavelmente alguns jogadores e adeptos. Mas afinal a quem virei as costas? Ao clube? Ao presidente? À equipa? Não. Virei as costas ao nosso treinador. Como referi na altura e, agora menciono mais do mesmo, para mim a derrota frente à Académica foi o início da viragem. A partir desse momento preferi ganhar a todo o custo, do que jogar com brilhantismo e, arriscar a não ganhar. Por isso virei as costas ao treinador, virei as costas às suas infantilidades, receios e, nervosismo em conferências de imprensa.

É certo que os resultados voltaram a oscilar e, não aconteceu tantas vitórias como assim esperava, mas algo me diz que aquele jogo foi importante para o resto da temporada, assim como a próxima. Não fui só eu certamente a virar as costas a este dito treinador. Certos jogadores também o fizeram, mas esses já o estavam a fazer desde o início da época. Percebe-se no entanto que ao virar as costas, resulta de ver treinador para um lado e plantel para o outro. Limitaram-se a fazer o que lhes compete e, a ganhar os jogos quando tem mesmo que ser. Reprovo a cem por cento esta forma de estar, mas nesta época era o melhor que havia a fazer pois o líder não o sabe ser e, além disso tem (tinha) um adjunto que ainda não se apercebeu onde está a trabalhar.



Quanto à culpa é inteiramente do dito líder, pois não coloca ordem nem impõe as suas ideias á equipa. Passou de sublíder para líder e isso deve-lhe ter mexido com a sua forma de trabalhar, mas se achava que não ia consegui bastava dizer que não ao desafio e evitava certas coisas.
De costas voltadas, foi assim que vi esta época. Mandei às “favas” este medíocre líder, limitei-me a ver o meu clube jogar e ganhar, limitei-me a ver os jogadores a jogarem quando querem e, fazerem o que querem, limitei-me também a ver adeptos a oscilarem nas suas opiniões. Casos como Rolando frente à Académica após a substituição, Álvaro Pereira em Braga e, outros menos “vistos” como o de Rodriguez, o empréstimo de Belluschi e a “birra” em não colocar Iturbe a jogar dão razão á minha ideia de virar as costas.

Um caso mais pessoal é que deixei de ver as conferências de imprensa antes dos jogos e até após. Para mim um treinador não pode tremer enfrente ao mundo social, não pode começar uma frase e de repente mudar o assunto da mesma, só demonstra que não estás preparado para tal. Cada um pensa por si, como é óbvio, esta é apenas a minha opinião, mas daqui a cinco (ou menos) anos só nos vamos lembrar que ganhámos mais um campeonato sem um verdadeiro líder. Não nos vamos lembrar de certos problemas, resultados e exibições oscilantes, ou opiniões diferente como nunca se viu.

Há certas épocas em que mais vale virar as costas e ganhar, pois o mais importante continua a ser o aumento dos títulos e, nunca se esqueçam que a seguir a uma época má inicia-se logo algo que nos vai marcar de novo!

Crónica enviada por Diogo Rodrigues para o Negócios do Futebol

Crónica: Revolução Azul e Branca

25 de abril. Hoje comemoram-se os 38 anos da queda do regime ditatorial do Estado Novo e a implantação da Democracia, que tem durado até aos dias de hoje.

Durante o regime fascista, a política autoritária de António Salazar adoptou o Centralismo, concentrando em Lisboa não só o poder político-económico como também cultural e desportivo. No futebol, o regime Salazarista favoreceu fortemente os clubes da capital, especialmente o Benfica, aproveitando-se das suas conquistas para se enaltecer e promover. A cidade do Porto aparecia como o foco da resistência, figurando como o símbolo do contra-poder e o FCPorto era o único clube que conseguia enfrentar os clubes da capital, embora sem grandes sucessos.

Com a Revolução dos Cravos e mais tarde com a chegada de Pinto da Costa à presidência do FCPorto, o futebol português teve a sua Revolução. Pinto da Costa e José Maria Pedroto lutaram contra o Centralismo no futebol e foram os rostos que iniciaram o período de ouro do FCPorto, não só de afirmação como também de vastas conquistas, nacionais e internacionais. Esta hegemonia perdura até aos dias de hoje, fazendo do FCPorto o clube português com mais títulos conquistados.

Desde o futebol ao bilhar, a quantidade de títulos conquistados pelo FCPorto sob a tutela de Pinto da Costa é enorme. A nível Mundial, Pinto da Costa é Rei e uma referência. O Presidente marcou, marca e continuará a marcar (espero eu que por mais uns bons anos) de forma indelével o universo do FCPorto, levando o nome do Clube a todo o lado, enaltecendo também a Cidade bem como a região Norte, desprezada pelo poder central.

O sucesso do FCPorto, incomparavelmente superior ao dos rivais diretos, para além da alegria óbvia que proporciona aos Portistas, também causa um grande ódio, inveja e desprezo por parte dos “anti-Portistas”. Por isso, o FCPorto e Pinto da Costa foram (e continuam a ser) alvo das maiores desconsiderações, das maiores calúnias e das mais baixas e obscuras tramóias.

Um dos (diversos) exemplos disso é o caso do túnel da Luz que ainda dá que falar. Os jogadores do FCPorto, apanhados na jogada suja orquestrada pelo clube de Benfica e apoiada por Ricardo Costa (o “tal” que assistiu no camarote à conquista da Taça da Liga por parte do seu clube predileto), irão saber a 2 de maio se irão a julgamento. Apesar de acreditar no arquivamento do caso, o facto é que a decisão vai sair em vésperas de um FCPorto-Sporting que se prevê decisivo, o que é de desconfiar... Será mais uma tentativa de destabilização, nada de novo portanto.

Aos que vivem do passado, do “prestígio” perdido, aos que entram em euforias tão desmedidas como passageiras, aos que negam a realidade, aos que entram em teorias da conspiração e procuram desculpas para tudo menos para a própria culpa, só tenho a dizer uma coisa: O FCPorto vai continuar a ganhar e a conquistar títulos. As adversidades serão sempre ultrapassadas com seriedade, trabalho, organização e dedicação sem limites, desde o Presidente e estrutura que o rodeia, até aos jogadores. Contra tudo e contra todos, com alma de Dragão, assim espero.

Os Portistas possuem uma identidade própria e carregam uma mística ímpar em Portugal, algo que a ditadura abafou mas não apagou e que a Revolução revelou, e essa é a força motriz da luta contra o Centralismo e contra os focos de “opressão” ainda existentes no nosso país. Veja-se, por exemplo, o caso do jardim infantil da Ericeira…

Última nota para a revista “Dragões” que comemora hoje o seu 27º aniversário. Criada em 1985 para cobrir todo o mundo azul e branco e classificar como “dragões” as gentes do FCPorto até aí depreciativamente tratadas por “Andrades”, também faz parte da Revolução Azul e Branca.

“Jogar para a Europa só pode ser meta para os clubes com menor dimensão ou para clubes dos bairros das grandes cidades, o FC Porto terá sempre de jogar para ganhar em tudo o que entra, embora consciente de que terá de ser muito melhor que os clubes de Lisboa para triunfar”, são palavras do próprio Presidente Pinto da Costa no primeiro número da “Dragões”.

Viva o FCPorto!

Crónica enviada por Pedro Valente para o Negócios do Futebol

Crónica: A dois passos do título


Marítimo, Sporting e Rio Ave. São estes os três jogos que nos faltam para podermos respirar fundo e gritar “Campeões!”. Três jogos com 9 pontos em disputa, sendo que estamos 4 pontos á frente do segundo classificado, portanto basta arrecadarmos 5 desses 9 pontos para festejarmos. Mas não. Nós não queremos apenas esses meros 5 pontos. Queremos 100% desses pontos. E porquê? Porque somos Porto! Entrar nestes 3 jogos com caracter, com entrega, com garra, com espirito de entreajuda, com tudo o que nos possa ser útil para levantarmos aquele tão desejado caneco. Em primeiro lugar e já no próximo fim-de-semana, vamos até à Madeira. Uma visita sempre complicada mas de onde vamos ter, obrigatoriamente, de trazer os 3 pontos para o Dragão. Nunca é fácil defrontar o Marítimo, sobretudo em casa, mas temos de encarar este jogo como uma final, uma das três finais (que acabam por ser duas pois como disse acima bastam 5 pontos) que nos faltam para atingirmos o bi-campeonato.

A equipa de Pedro Martins tem feito um bom campeonato estando neste momento em 5º lugar, lugar esse que, certamente, ocupará no final desta edição da Liga Zon-Sagres. Foi uma equipa que disputou ao longo de mais de metade do campeonato o 4º lugar com os leões. A equipa insular fez, sobretudo na primeira volta, exibições de classe e mostrou-se uma equipa coesa e unida. Na transição da época anterior para esta perdeu dois jogadores fundamentais: Kleber e Djalma. Ambos rumaram ao Dragão onde, embora não joguem com muita regularidade, já tenham tido bastantes oportunidades. Depois destas duas perdidas de peso a equipa madeirense não se ressentiu. Jogadores como Danilo Dias, Sami, Babá (embora tenha saído no mercado de inverno) fizeram esquecer as 2 saídas que, no momento, pareciam um desastre.

A segunda final é, aparentemente, aquela que nos pode causar mais problemas. Defrontar o Sporting não é tarefa fácil, nunca o foi, mas neste grande momento que os leões atravessam é sempre um jogo daqueles em que só nos apetece vencer para provar que, por melhor que a equipa de Sá Pinto esteja a jogar, somos bastante superiores a eles. Um jogo com um nível de motivação lá no topo, pois se vencermos na deslocação à Madeira e levarmos a melhor no duelo com os lisboetas, sagramo-nos campeões nacionais na penúltima jornada podendo festejar em casa o titulo. Mas nunca é fácil, repito, nunca é fácil defrontar esta equipa que é o Sporting.

Desde a entrada de Sá Pinto que os leões tem feito grandes exibições e caso este bom momento da equipa da capital se mantenha para o ano certamente que estarão na rota do titulo. Uma equipa com bastantes jogadores perigosos como Capel, Elias, entre outros não nos permite de parar de lutar nem que seja um só minuto. Vão ser 90 minutos de puro jogo, de pura velocidade e de pura luta.

Caso a vitoria não aconteça, existe uma 3º final. Um género de uma final extra que nos dá uma certa margem de erro nos dois primeiros confrontos. Eu espero e, com certeza, todos nós esperamos, que a equipa vá até ao reduto do Rio Ave fazer um jogo mais tranquilo tendo sido já sagrados campeões desta época. Um Rio Ave com bastantes jogadores talentosos como é o caso do Dragão Atsu, ou do goleador João Tomás. Esta equipa não sai muito no contra-ataque, embora tenha jogadores com características para o fazer, e prefere sair com a bola controlada mudando rapidamente de velocidade.

Portanto, vamos lá! Vamos a eles! Vamos levantar aquele trofeu e gritar todos juntos: Campeões!

Ganhará o Porto estas 3 finais? Conseguirá o Porto ser campeão nacional contra o Sporting? Ou apenas em Vila do Conde é que seremos campeões? Seremos os justos vencedores desta prova?

Crónica de Daniel Azevedo para o Negócios do Futebol

Olhar sobre o FC Porto

Mística Azul e Branca - O Presidente
Com o aproximar do mês de Maio eis que se aproximam os festejos dos 30 anos de Presidência de Jorge Nuno Pinto da Costa. E diga-se desde já que são 30 anos escritos em páginas onde o ouro reina sobre um majestoso Azul e Branco, pois desde que Pinto da Costa chegou á Presidência do Clube que o Futebol Clube do Porto não faz outra coisa senão ganhar interna e externamente.

 Não existe nada nem ninguém que possa tirar este mérito a Pinto da Costa que é actualmente o Dirigente Desportivo com mais Títulos conquistados na sua já longa carreira. O Presidente dos Portistas superou desta forma o mítico Santiago Bernabéu que presidiu o Real Madrid CF desde 1943 a 1978. Não deixa de ser curioso que Pinto da Costa no FC Porto tenha levado a cabo o mesmo tipo de trabalho que o Dirigente Espanhol fez em Madrid com enorme sucesso, ou seja, tirou o Clube Azul e Branco da falência e do esquecimento.


Um aparte; depois venham-me dizer que o Clube Espanhol que mais se “parece” com o FC Porto é o Barcelona… Mas isto é tema para outra conversa.


Não obstante todos estes méritos de Pinto da Costa e a eterna gratidão da parte de todos os Adeptos do FC Porto para com o Dirigente máximo do seu Clube, existem algumas nódoas que mancham o CV do Dirigente Portista e que colocam algumas interrogações.

 Isto porque Jorge Nuno com a sua “Aventura” com a prostituta Carolina Salgado, a sua extrema necessidade de fazer desta “Mulher da Vida” a Primeira-dama de todos os Portistas, a sua envolvência no Processo Apito Dourado e as fugas para Espanha, entre muitas outras coisas mancharam para sempre o nome do Futebol Clube do Porto.


Cabalas ou não, o facto é que por muito que se mostre e se demonstre a inocência dos Dragões em Tribunais no verdadeiro sentido do termo., o fantasma da Corrupção nunca será devidamente exorcizado. Depois temos a forma como Pinto da Costa é eleito para a Presidência do Clube. Nos tempos que correm não faz nenhum sentido o Clube estar preso a umas alíneas do seu Estatuto que apenas obrigam a que o anuncio das eleições (e de tudo o mais que esteja relacionado com isto) seja somente publicado nos Jornais com maior tiragem a nível nacional. Não se entende porquê motivo os Dragões não se servem de toda a tecnologia que existe a nível da Comunicação para convocar todos os seus Associados para as eleições para a Presidência e demais Órgãos Directivos do Clube Azul e Branco.


Depois temos a forma como Pinto da Costa é eleito para a Presidência do Clube. Nos tempos que correm não faz nenhum sentido o Clube estar preso a umas alíneas do seu Estatuto que apenas obrigam a que o anuncio das eleições (e de tudo o mais que esteja relacionado com isto) seja somente publicado nos Jornais com maior tiragem a nível nacional. Não se entende porquê motivo os Dragões não se servem de toda a tecnologia que existe a nível da Comunicação para convocar todos os seus Associados para as eleições para a Presidência e demais Órgãos Directivos do Clube Azul e Branco.


O mesmo tipo de raciocínio se aplica às Assembleias Gerias dos Portistas que em pleno Século XXI continuam a ser frequentadas apenas por um grupo privilegiado de Associados. Apenas o “polyduro” tem direito a opinar sobre os destinos do FC Porto e todos os outros Associados e Adeptos do Clube que estão espalhados por Portugal e Mundo fora não o podem fazer mesmo que queiram e tenham condições para tal.


Daí a legitima pergunta: Será Pinto da Costa o Presidente de todos os Portistas?

Crónica semanal de Pedro Silva, The Blue One, para o Negócios do Futebol

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Mística Azul e Branca - Um falso escândalo
 Recentemente o Jornal Desportivo “A BOLA” avançou na sua capa que Vítor Pereira não será o Treinador dos Dragões aconteça o que acontecesse no final da presente Temporada. Pouco tempo depois o Diário “Correio da Manhã” alimenta esta notícia acrescentando que Leonardo Jardim será o próximo Comandante da nau Portista. 

Todos sabemos quais as fontes destes Jornais e que Dama defendem, daí que tenha sido natural a reacção algo enfurecida da estrutura Azul e Branca. Inclusive Pinto da Costa fez com que rapidamente o Jornal Desportivo “O JOGO” desmentisse esta notícia dando a entender que o lugar de VP não está em perigo, que nunca esteve e que nunca estará.  


 Perante estas declarações do “Grande Chefe” Azul e Branco eis que a Guarnição do costume, que sofre de uma cegueira tremenda diga-se de passagem, cerra fileiras e ataca a notícia dos Diários de Lisboa o mais rapidamente possível. Afinal o que o “Grande Chefe” diz é Lei. 

Contudo eu não faço parte desta Guarnição e tenho olhos para ver e uma cabeça para pensar por mim mesmo- Daí que olhe para esta notícia de uma forma diferente da máquina de propaganda liderada por Pinto da Costa.  

Percebo a extrema necessidade de numa altura crucial do Campeonato se blindar o mais possível o balneário. Agora o que eu não percebo é como se pode afirmar com todas as letras que o Vítor Pereira vai continuar a comandar os destinos do FC Porto na próxima Temporada. 

E afirmo tal coisa porque o homem de Espinho em Agosto recebeu uma Equipa que tinha um modelo de jogo bem claro e definido e em Outubro este já tinha destruído por completo este modelo. O Plantel em Agosto estava unido e concentrado em dar o seu melhor em todas as frentes, mas graças a VP e á sua disciplina eis temos que neste momento uma Equipa desunida e a tomar atitudes que fazem levantar os cabelos a qualquer Portista, para além de que tudo quanto eram frentes Europeias foram vergonhosamente perdidas para adversários de menor dimensão.    

 Resumindo, no início das hostilidades o Treinador Vítor Pereira recebeu uma Equipa feita, bem estruturada e unida que fazia frente a qualquer um. Bastava apenas que VP continuasse o trabalho de André Villas-Boas mudando aqui e acolá algo que achasse importante, tal como fez AVB quando sucedeu a Jesualdo Ferreira. Só que Vítor Pereira em poucos meses destruiu um trabalho de varias Temporadas para deixar o seu cunho pessoal na Equipa e o que temos agora.    

Ora perante isto será assim um disparate tão grande afirmar que Vítor Pereira não fará parte da equipa Técnica Azul e Branca na próxima Temporada quer seja Campeão Nacional ou não?  


A meu ver não, mas pelos vistos para certos Talibans Azuis e Brancos isto é uma conspiração da parte dos “Mouros”. Como diria o outro: “Não existe pior cego do que aquele que não quer ver”. 

Olhar sobre o FC Porto

Mística Azul e Branca - Cuidado com as ilusões

Sem sombra de dúvida de que estamos a ter o excelso prazer de assistir á mais equilibrada Liga Portuguesa dos últimos tempos. Surge um Comandante novo todas as semanas e a distância pontual entre o 1º e o 3ª Classificado não passa dos dois/três pontos.  
Mas enganem-se aqueles que pensam que tal se deve a um grande desempenho dos 3 da frente. Pelo contrário, tudo isto se deve essencialmente a uma enorme instabilidade e falta de querer que passou a morar no Reino do Dragão desde que AVB saiu da Invicta.


Já aqui o afirmei e repito, a Mística do FC Porto anda pelas ruas da amargura, o Treinador Vítor Pereira pode ser muito bem-intencionado e até possuir os seus conhecimentos sobre Futebol mas está visto que não tem capacidade nenhuma para comandar uma Equipa como o Futebol Clube do Porto e, por último, o caos tomou conta da famosa estrutura Azul e Branca que parece ter-se “embriagado” com as fabulosas vitórias que alcançou na Temporada anterior. 

Ora resumindo tudo isto em “miúdos”, a confusão e indisciplina está instalada no Clube Azul e Branco apenas por manifesta culpa própria de quem comanda os destinos do FC Porto e nada mais. Pelos vistos a dolorosa lição de 2005 não serviu para absolutamente nada porque muitos dos erros que se cometeram na altura voltaram-se a repetir. Parece uma brincadeira mas infelizmente não é. 



E como reage a maioria da massa adepta do FC Porto a tudo isto? Da pior forma possível. Em vez de terem paciência e de contribuírem para que no final da temporada os Dragões tenham um mal menor, eis que resolvem atirar ainda mais lenha para a fogueira tendo chegado ao ponto de propor um estúpido, insensato e ridículo boicote ao último jogo do Dragão.  
Não sei se este apelo foi acatado por muitos Adeptos ou não, mas é um facto que o Dragão estava muito pouco povoado quando deveria estar cheio de Adeptos. Estas pessoas que adquiriram o seu Lugar Anual no início da época com toda a certeza que não reparam que no Contrato de Compra e Venda não existe uma cláusula que obrigue o FC Porto a ter de jogar bem e ter de ganhar sempre. Muito menos existe alguma cláusula que obriga a que o Clube Azul e Branco tenha de vencer sempre o SL Benfica em qualquer jogo.   

Mas lá está, estes mesmos Adeptos vivem sempre no Mundo das Ilusões e parecem não ter olhos nem capacidade para reflectir sobre o que se vai passando em seu redor. A eles o que lhes interessa é vencer seja de que maneira for e de preferência que derrotem os Encarnados mesmo quando se trata de uma Competição mentirosa como a Taça da Liga.  Mas também são estes mesmos Adeptos que com o actual estado do nosso Campeonato, semana sim e semana não bajulam/criticam o Treinador/Jogadores/Direcção do FC Porto, não querendo saber do efeito negativo que isto tem para o Clube.  Para evitar tal situação o Clube deveria incluir no Contrato de renovação/aquisição do Dragon Seat a tal Clausula de aqui falei, mas como tal não é possível então este apenas poderá acautelar-se das perigosas ilusões dando o desprezo a estes adeptos que num dia são Portistas e noutro são Anti FC Porto.  

Apenas lamento que com isto todos tenham de levar por tabela, mas é a Massa Adepta que temos e com ela temos de viver e conviver para mal dos nossos Pecados.



Crónica semanal de Pedro Silva, The Blue One, para o Negócios do Futebol

Olhar sobre o FC Porto

Mística Azul e Branca - A mística e a falta dela
 Como é do conhecimento de todos, a Mística de um Clube é algo de fundamental para que este se mantenha na luta pelos seus objectivos e ideais. É a Mística que muitas vezes leva o nome de um Clube por este Mundo fora. É impossível não se falar no Real Madrid CF sem se fazer referência a Iker Casillas e Sérgio Ramos, assim como também quando falamos sobre o FC Barcelona nos lembramos logo de Messi, Xavi e outros tantos Jogadores que são um símbolo dos Catalães. E muitos mais exemplos existem por este Mundo da Bola fora.

 O Futebol Clube do Porto durante muitos anos contou no seu Plantel com estes Jogadores Místicos e com eles ganhou Títulos Nacionais e Internacionais. João Pinto, Madjer, Vítor Baía, Jorge Costa, Juary, Paulinho Santos, Fernando Couto, Fernando Gomes entre muitos outros Atletas que “nasceram” no Ninho do Dragão ou que por lá passaram tornaram-se pelos mais variados motivos símbolos da Mística Azul e Branca. Foram Jogadores que mesmo não sendo Portugueses sentiram a Camisola Azul e Branca com um carinho e respeito tal que ficaram para sempre ligados á história do Clube Azul e Branco.

Hoje em dia tal deixou de ser uma realidade no FC Porto. È triste mas nos Dragões o Jogador que sinta e respeite a Camisola já não existe e o que temos é um enorme conjunto de mercenários que não respeita nada nem ninguém.


O atirar da Camisola da parte de Rolando quando este foi substituído na última Jornada da Liga Zon Sagres é o sinal mais evidente disto mesmo. Um gesto mal-educado tanto para com o Treinador Vítor Pereira como para com os Adeptos e Instituição que representa. Mas Rolando não foi o único e não será o último a não sentir a Mística do Clube, pois sempre que James Rodriguez realiza uma boa partida de futebol eis que o jovem Atleta rapidamente dá conta do seu desejo de sair do Dragão.
Mas será que temos o dever de censurar as atitudes de Rolando e James? Será que os podemos recriminar por serem Profissionais que apenas buscam o melhor para o seu futuro uma vez que a carreira de Jogador é algo curta?

  Evidentemente que não. Assim como não critiquei a saída de André Villas-Boas do FC Porto, também não criticarei a atitude destes 2 Jogadores. Agora o que eu critico fortemente é esta morte lenta da Mística do FC Porto que a SAD Azul e Branca tem levado a cabo nos últimos anos. 

È que isto de contratar um Danilo, um James, um Alex Sandro, um Alvaro Pereira e até mesmo um João Moutinho em detrimento da aposta nalguns Jogadores da Formação Azul e Branca tem um preço, preço este que mais tarde ou mais cedo poderá ser elevado. Veja-se o que acontece no Chelsea ou no Manchester City onde o poder do dinheiro não é suficiente para se fazer um Clube vencedor.

Crónica semanal de Pedro Silva, The Blue One, para o Negócios do Futebol
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