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Montpellier sagra-se campeão francês


 
Numa última jornada dramática em França, o Montpellier acabou mesmo por se sagrar campeão, pela primeira vez na sua história, ao vencer um encontro turbulento em Auxerre por 1x2. 

A partida esteve duas vezes suspensa depois dos adeptos do já despromovido Auxerre terem arremessado objetivos para o relvado, o que fez com que a partida do Paris Saint-Germain, em Lorient, terminasse primeiro, com triunfo dos parisienses por 1x2.

Significava isto, e numa altura em que o resultado estava 1x1, que o Montpellier não podia perder sob pena de ver fugir o título na última jornada para a equipa de Carlo Ancelotti.

O novo campeão gaulês até esteve em desvantagem, depois do golo de Olivier Kapo, aos 20 minutos, mas um golo de John Utaka, aos 33', acabou por restabelecer a igualdade no Abbé-Deschamps.

Seguiram-se as duas interrupções e o final da partida do PSG, que manteve o suspense quase até fim, até que Utaka bisou e confirmou a festa do Montpellier, novo e inédito campeão francês de futebol.

No restante quadro da Ligue 1, o Lille fica com o play-off da Liga dos Campeões, enquanto Lyon e Bordeaux vão jogar na Liga Europa, assim como o Marseille, 10º classificado, mas por via da Taça da Liga. Caen, Dijon e Auxerre desceram à Ligue 2.

Os 11 melhores de 2011/2012 a nível internacional

 Com a época já terminada, e confirmadas as descidas, subidas, revelações, desilusões e tudo o resto, resta-nos fazer um brevíssimo resumo sobre a temporada que findou neste mês de Maio. Perguntamos então ao leitor: Qual é, na sua opinião, o melhor 11 da época 2011/2012 a nível internacional?

Todas as escolhas serão lidas e tidas com muito gosto pela nossa equipa, que procura uma clara revolução, no bom sentido, naquele que tem sido o feedback dos nossos seguidores. 

Chelsea sagra-se campeão europeu

 Roman Abramovich entrou no Chelsea em 2003, enterrou muitos milhões no clube para contratar os melhores jogadores e treinadores com o objectivo de transformar os londrinos numa força dominante do futebol europeu. Passaram por lá José Mourinho e André Villas-Boas, mas foi com um interino no banco, Roberto Di Matteo, que o Chelsea conseguiu o seu primeiro título europeu da história, ao bater o Bayern Munique no Allianz Arena, nos penáltis, após 1-1 ao fim de 120 minutos.

Depois de ter resistido ao Benfica e ao Barcelona, o Chelsea também resistiu aos bávaros. E, desta vez, ganhou — e também ganharam os portugueses Raul Meireles, Bosingwa (o único que jogou) Paulo Ferreira, Hilário e Villas-Boas, despedido a meio da eliminatória com o Nápoles —, depois de ter perdido nos penáltis com o Manchester United na final de 2008.

O Chelsea não se desviou nem um bocadinho do plano que já tinha dado frutos em outras ocasiões. Di Matteo voltou a assumir que a sua equipa era inferior ao Bayern e jogou quase sempre na expectativa. Meteu todas as fichas num estilo super-defensivo, esperando que alguma distracção do adversário permitisse um contra-ataque.

Foi o Bayern a dar os primeiros sinais de perigo. Aos 21’, Robben surge na área dos londrinos, ultrapassa Cahill e faz o remate que Cech defende com dificuldade, desviando a bola para o poste. Muller também não consegue acertar com a baliza aos 35’ e Gomez, aos 42’, atira por cima quando tinha tudo para fazer o golo.

Aos 53’, os bávaros festejam o golo, só que Ribéry estava ligeiramente adiantado quando recebe a bola.Mas aos 83’, tudo parecia resolver-se a favor dos homens da casa. Um excelente cruzamento de Ribéry encontra Muller na área, que aproveita uma falha de marcação para furar a resistência do Chelsea e colocar o Bayern a caminho do seu quinto título. O Chelsea chegou ao empate aos 88’, com um cabeceamento de Drogba após canto cobrado por Mata, o primeiro dos londrinos no jogo. No prolongamento, o herói Drogba quase que era o vilão ao fazer falta sobre Ribéry na sua área, mas Cech defendeu um penálti marcado por Robben.

Vieram então os penáltis. Pelo Bayern falharam dois, Olic e Schweinsteiger, pelo Chelsea só Mata não acertou. E, nada mais poético, foi ter sido Drogba a marcar o último penálti.

Noite europeia: Resumos dos jogos

Em San Siro, perante cerca de 80 mil espectadores, o Milan recebeu o Barcelona e conseguiu anular a força ofensiva dos «catalães». Os milaneses empataram a zero com o campeão mundial, deixando assim a eliminatória para decidir em Camp Nou, terreno pertencente ao Barcelona.

Na perspectiva, seria um excelente espectáculo, com muitos golos e com as "estrelas" a fazerem as suas habituais e endiabradas "jogadas" capazes de resolver um jogo. No entanto, devido ao mau estado do relvado, entre outros factores, não foi possível os jogadores proporcionaram o espectáculo que se previa.

O Bayern foi a França para defrontar o Marselha e saiu-se bem. Até demais. Os bávaros conquistaram uma grande vitória, que lhes dá a possibilidade de jogarem mais tranquilamente na 2ª mão, em sua casa. A equipa de Ribery e companhia foi a Marselha vencer por 2-0. 

Com um golo na 1ª parte de Mário Gomez, e na 2ª parte, de Robben, o Bayern Munique vai agora decidir, ou mesmo confirmar, a sua passagem para a próxima fase da liga milionária.

«Meio mundo» atrás de Nico Gaitán

Manchester United, Tottenham, Atlético Madrid, Barcelona, Bayern e Juventus. Foram responsáveis destes clubes que estiveram ontem no Estádio da Luz, para observar o encontro entre o Benfica e o Chelsea, para a Liga dos Campeões. Coincidência ou não, hoje a imprensa faz referência ao interesse destes seis clubes no argentino Nicolas Gaitán, médio do Benfica.

Apesar do baixo rendimento no campeonato, Gaitán fez ontem uma grande exibição, exibição essa que foi aproveitada pelos vários clubes lá presentes para ficarem a saber mais sobre o médio do Benfica. Pressupõe-se, então, que propostas não faltarão no final da presente temporada, para levar Gaitán para outros campeonatos.

Estádio da Luz eleito palco da final da Champions em 2014

O Estádio da Luz foi o palco escolhido pela UEFA para se jogar a final da Liga dos Campeões, em 2014.

Com capacidade para mais de 60 mil espectadores, o Estádio da Luz foi visto como o ideal para que a final da prova se pudesse realizar nas melhores condições. Esta será a segunda vez que a "casa" do Benfica receberá uma final de uma competição europeia, depois de em 2004, ter recebido o Portugal vs Grécia, a contar para o Euro 2004.

Luís Filipe Vieira, actual presidente do Sport Lisboa e Benfica, já falou em público sobre este assunto, dizendo que é um «orgulho» para «o Benfica e para Portugal» receber no seu estádio uma final de uma prova tão importante e conhecida como é a Liga dos Campeões.

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FC Porto é o terceiro campeão invicto europeu do século


A vitória sobre o Marítimo permitiu ao FC Porto concluir o campeonato sem derrotas, algo que, na história do futebol português, apenas o Benfica tinha conseguido, na época de 1972/73. A equipa de André Villas-Boas acabou a Liga com 27 vitórias e três empates, estabelecendo um novo recorde de pontos somados (84).

Os dragões tornaram-se, assim, o terceiro clube europeu a sagrar-se campeão invicto no século XXI, depois de o Arsenal o ter feito na Premier League inglesa, em 2003/04 (26 vitórias e 12 empates em 38 jornadas), e de o Partizan de Belgrado o ter conseguido na Liga sérvia, em 2004/05 (25 vitórias e cinco empates em 30 jornadas) e 2009/10 (24 vitórias e seis empates em 30 jornadas). No século passado, para além do Benfica, também o Milan (1991/92) e o Perúgia (1978/79), ambos na Série A italiana, o Hamburgo (1927/28) e o Dresdner (1942/43), os dois no campeonato alemão, e o Ferencvaros (1931/32), no campeonato húngaro, tinham terminado uma época sem perder.

Na América do Sul, apenas o Nacional de Montevideu (1941), no Uruguai, e o Internacional de Porto Alegre (1979), haviam obtido feito igual.

Madaíl falha reeleição e culpa futebol português


O presidente da Federação Portuguesa de Futebol falhou hoje a reeleição para o comité executivo da UEFA, durante o congresso ordinário de Paris.

Madaíl, que integrava a lista de 13 candidatos aos sete lugares disponíveis para o comité executivo da UEFA, era um dos seis membros do actual elenco que avançavam com uma recandidatura. O presidente da FPF recolheu 17 e 10 votos nas duas voltas da eleição, quando necessitava de 27 na primeira ronda ou da maioria simples dos 53 boletins na segunda.

O presidente atribuiu à "má imagem do futebol português", a explicação de ter falhado hoje a reeleição para o Comité Executivo da UEFA.

Platini reeleito presidente da UEFA


O antigo futebolista francês Michel Platini foi hoje reeleito por aclamação para um segundo mandato como presidente da UEFA, durante o congresso do organismo, que está a decorrer em Paris.

Os membros das 53 federações que compõem a UEFA optaram por um voto por aclamação, uma vez que Platini, de 55 anos, era o único candidato. O antigo capitão da selecção francesa foi eleito pela primeira vez a 26 de janeiro de 2007, no último congresso electivo, em Dusseldorf, Alemanha, numa votação equilibrada, com 27 votos a favor contra 23 contra. Durante quatro anos, as grandes conquistas de Platini foram a adopção de um princípio de "fair-play" financeiro, que pode levar à exclusão das competições europeias a partir de 2014/15.

Platini alterou também as condições de acesso à Liga dos Campeões, permitindo que equipas de países mais pequenos se consigam apurar para a mais importante prova de clubes.

Benfica de gala quebra malapata alemã

Benfica de gala vence na Alemanha

O Benfica garantiu a passagem aos oitavos-de-final da UEFA Europa League, graças ao triunfo por 2-0 em casa do VfB Stuttgart, naquela que foi a primeira vitória "encarnada" em solo germânico nas competições da UEFA.

Depois do 2-1 na primeira mão, em casa, o conjunto da Luz teve sempre o controlo dos acontecimentos ao longo dos 90 minutos e inaugurou o marcador ainda na primeira parte, por Eduardo Salvio. Óscar Cardozo colocou a eliminatória demasiado longe para o Estugarda, aos 78 minutos, através de um magnífico livre directo.

O primeiro lance de perigo pertenceu ao Benfica, aos sete minutos, com Nicolás Gaitán a rematar em jeito para excelente defesa de Marc Ziegler. Mas o Estugarda não se deixou intimidar e começou a pegar no jogo, obrigando Roberto a algumas defesas seguras, a remates de longe. Aos 18 minutos, Fábio Coentrão isolou-se pela esquerda, mas Ziegler voltou a estar em evidência e, pouco depois, Martin Harnik respondeu com um forte remate da direita, para grande defesa de Roberto.

Apesar do domínio territorial dos alemães, o Benfica parecia sempre estar no controlo da situação e acabaria mesmo por chegar à vantagem, um minuto depois da meia-hora de jogo. Após canto da esquerda, a defesa da casa afastou para fora da área, mas aí estava Salvio, que rematou de primeira, cruzado, com a bola a entrar junto ao poste direito do guardião contrário.

Foi um momento de viragem na partida. O Estugarda acusou o toque e a formação portuguesa passou a dominar e a criar perigo, através de uma pressão forte e boas trocas de bola. E foi em alta que as "águias" chegaram ao intervalo, sem que o descanso tenha tirado ímpeto à equipa. Logo após o reatamento, Franco Jara obrigou a intervenção de vulto de Ziegler, o mesmo fazendo Gaitán logo de seguida, num lance do qual o guardião do Estugarda saiu lesionado - teve de ser substituído por Sven Ulreich aos 52 minutos.

À passagem dos 60, após livre estudado, Luisão quase fez o segundo dos "encarnados", numa altura em que o Estugarda começava a dar mostras de não conseguir dar a volta aos acontecimentos. Aos 71 minutos, Ulreich fez uma defesa espantosa, negando o golo a Óscar Cardozo, e logo a seguir, Shinji Okazaki atirou rente ao poste da baliza de Roberto. O japonês voltou a colocar o espanhol à prova, com um tiro de cabeça, numa das últimas situações de perigo do Estugarda no jogo.

Até que aos 78 minutos, Cardozo sentenciou a eliminatória, de livre directo, com a bola a bater no poste esquerdo antes de entrar. Carlos Martins quase fez o terceiro perto do fim, mas o jogo não teria mais golos. O Benfica vai agora defrontar o Paris Saint-Germain FC nos "oitavos", a 10 e 17 de Março. in UEFA.com

Platini é candidato único à presidência da UEFA


O prazo para entrega das listas terminou e Michel Platini será o único candidato às eleições agendadas para 22 de Março de 2011. O francês deverá assim ser reconduzido a novo mandato à frente do organismo que rege o futebol europeu.

Platini, actualmente com 55 anos, está na presidência da UEFA desde 26 de Janeiro de 2007, sucedendo ao sueco Lennart Johansson. Caso seja reeleito, o antigo capitão da selecção francesa terá novo mandato de quatro anos, ou seja até 2015.

Inter de Milão na final do Mundial de clubes


Dejan Stanković, Javier Zanetti e Diego Milito apontaram os golos que permitiram ao campeão europeu Inter de Milão bater o Seongnam Ilhwa Chunma FC, campeão asiático e seguir, sem dificuldades, para a final do Campeonato do Mundo de Clubes, sábado, frente ao TP Mazembe Englebert, da República Democrática do Congo.

Apesar de ter ficado privado de Wesley Sneijder logo aos 30 segundos de jogo, devido a uma lesão numa coxa, a formação milanesa ganhou vantagem frente à turma da Coreia do Sul passados apenas três minutos de jogo. Stanković foi o autor do primeiro golo, batendo Jung Sung-Ryong com um colocado remate de pé esquerdo, no seguimento de uma boa jogada de entendimento entre Samuel Eto'o e Milito. O Inter controlou a posse de bola durante a maior parte do tempo e, merecidamente, acabou por chegar ao 2-0, em grande estilo, à passagem do minuto 32. Zanetti avançou pela direita e tabelou com Milito antes de colocar a bola por baixo do guarda-redes contrário quando este saiu dos postes. Ainda assim, as oportunidades de golo não eram um exclusivo dos pupilos de Rafael Benítez, que poderiam ter visto a vantagem reduzida antes do intervalo, não fosse uma excelente intervenção de Júlio César a travar um cabeceamento de Dženan Radončić. Cho Byung-Kuk cabeceou, depois, ao lado, na sequência de um livre, com o guardião brasileiro do Inter já batido.

Stanković poderia ter colocado um ponto final na discussão do resultado mas, apenas com Jung pela frente, optou por passar a Eto'o, que acabou desarmado por Ko Jae-Sung. Já Milito, aos 73 minutos, não perdoou e fez mesmo o 3-0, ao colocar a bola no fundo da baliza deserta, após defesa incompleta de Jung a remate de Eto'o. O Inter vai, agora, regressar à Cidade dos Desportos, em Abu Dhabi, na noite de sábado (17h00 de Portugal continental), para o jogo da final frente ao Mazembe, que esta terça-feira se tornou na primeira equipa africana a chegar ao jogo decisivo, após bater por 2-0 os brasileiros do SC Internacional, campeões em 2006.

FC Porto é a única equipa invicta na Europa


O F.C. Porto passou a ser a única equipa invicta da Europa, depois das derrotas sofridas, curiosamente goleadas, por Real Madrid e Manchester United.

Os «merengues» foram humilhados segunda-feira no Camp Nou por 5-0, em jogo da liga espanhola, já os «red devils» caíram perante o West Ham, lanterna vermelha da Premiership, por 4-0, em jogo da Taça da Liga inglesa. O líder da Premier League está eliminado da competição. No passado fim-de-semana, os dragões empataram a um golo no clássico de Alvalade.

FC Porto é o melhor clube português da década


FC Porto, com o 14.º lugar, é o emblema português com a melhor classificação na lista dos melhores clubes de futebol da primeira década do século XXI, numa lista liderada agora pelo FC Barcelona.

O clube catalão, com 2459 pontos, ultrapassou os ingleses do Manchester United, segundos classificados e que agora contabilizam 2439. A tabela, divulgada pela Federação Internacional da História e Estatísticas do Futebol (IFFHS), coloca o Liverpool em terceiro lugar, à frente de Arsenal, Inter e AC Milan. O Bayern Munique ocupa o sétimo lugar, o Real Madrid o oitavo e o Chelsea o nono, enquanto a 10.ª posição está entregue à AS Roma.

O FC Porto soma 1802 pontos e está no 14º lugar, à frente do Sporting, 26.º classificado, com 1467. O Benfica é o terceiro melhor classificado entre os portugueses, na 43.ª posição (1321,5 pontos).


Lista dos melhores clubes da primeira década:
1. FC Barcelona (Espanha)
2. Manchester United (Inglaterra)
3. Liverpool (Inglaterra)
4. Arsenal (Inglaterra)
5. Inter Milão (Itália)
6. AC Milan (Itália)
7. Bayern Munique (Alemanha)
8. Real Madrid (Espanha)
9. Chelsea (Inglaterra)
10. AS Roma (Itália)
(...)
14. F.C. Porto (Portugal)
26. Sporting (Portugal)
43. Benfica (Portugal)
89. Sp. Braga (Portugal)
141. Boavista (Portugal)

Sétima melhor liga é a portuguesa


De acordo com uma classificação elaborada pela IFFHS (Federação de História e Estatística do Futebol), Portugal tem a sétima melhor liga europeia na primeira década do século XXI.

As contas foram feitas com base no levantamento anual das melhores ligas europeias, que por sua vez é calculado pelos pontos somados pelos cinco emblemas de cada país melhor classificados no ranking de clubes.

Embora ainda faltem dois meses para o final do período a que se refere o estudo da IFFHS, já só se podem verificar alterações abaixo do décimo posto. Como tal, a Liga inglesa será mesmo a melhor da década, com 11.187 pontos, seguindo-se de Espanha (10.779), Itália (10.317), Alemanha (8.929) e França (8.457,5). Com 6.600,5 pontos, a prova portuguesa aparece logo depois da holandesa (6.969).

Clubes que gastem mais do que recebem ficam de fora da Europa em 2013/14


Em 2013/14, qualquer clube profissional da Europa que tenha gasto mais do que recebeu na época desportiva anterior ficará fora das provas europeias ou, se não se tiver classificado para a Liga dos Campeões ou para a Liga Europa, sofrerá multas pesadas da UEFA.

Dentro de três anos, precisamente na tal temporada de 2013/14, entrará em vigor o chamado fair play financeiro, conjunto de regras cuja meta é garantir a saúde financeira dos clubes europeus e tornar o futebol viável a longo prazo. O controlo das contas será feito através de uma auditoria e o não cumprimento dessas regras fará com que os clubes em falta sofram punições severas. Para a fiscalização e monitorização destas medidas, avaliando a documentação submetida pelo órgão licenciador e, se necessário, requisitando informação adicional, a UEFA contará com um órgão independente, presidido pelo antigo primeiro-ministro da Bélgica (entre 1992 e 1999) e actual deputado europeu, Jean-Luc Dehaene: o Painel de Controlo Financeiro de Clubes.

As principais regras
1 - Impedir que os clubes gastem mais do que o total de receitas geradas, através de fiscalização e aconselhamento financeiro a clubes que apresentem resultados operacionais negativos de forma repetida;

2 - Controlar os valores pagos a jogadores em salários e transferências, através de fiscalização e aconselhamento;

3-Controlar os níveis de endividamento dos clubes através de indicações e aconselhamento, para que possam apresentar um desenvolvimento financeiro sustentável;

4 - Limitar o número de jogadores em cada plantel, contribuindo dessa forma para reduzir custos, nomeadamente em salários e transferências.

A implementação deste conjunto de regras será faseada durante três anos: 2010, 2011 e 2012.

Helton persegue Casillas pelo título de menos batido da Europa


Na sequência da boa campanha do FC Porto, o guarda-redes Helton está a disputar com Casillas o título de menos batido da Europa. Nesta altura, o guardião espanhol está em vantagem.

Helton sofreu três golos, todos no campeonato, visto que na Liga Europa ainda estão incólumes. A performance do guarda-redes brasileiro é suplantado por Casillas, que apenas conta com dois golos.

Portugal é 2.º na UEFA


Com as recentes vitórias de FC Porto e Sporting na Liga Europa (quatro em quatro jogos, no total), Portugal ascendeu ao 2.º lugar do ranking da UEFA em 2010/11. Apesar das derrotas de Sp. Braga e Benfica, o futebol nacional atingiu o pódio europeu, em igualdade com a Alemanha e só atrás da Inglaterra. Com o coeficiente de 6.000 pontos, Portugal encontra-se inclusivamente em boa posição de atacar o lugar mais alto na presente temporada, ocupado pelos ingleses com 6.214 pontos – uma simples vitória a mais poderá ser suficiente para ultrapassá-los. O resultado do conjunto das equipas nacionais nas competições europeias fica 0.715 acima da Itália, 1.500 da Espanha e 1.750 da França, países que, no cômputo geral das últimas cinco épocas, permanecem nos primeiros cinco lugares.

Situação favorável. Atendendo ao calendário disponível, Portugal tem boas perspectivas de manter o 6.º lugar que ocupa neste momento. E não é preciso que os seus representantes excedam aquilo que são capazes. Benfica e Sp. Braga, por exemplo, ainda têm dois jogos em casa na Liga dos Campeões, o mesmo sucedendo com FC Porto e Sporting na Liga Europa, sendo que em relação a dragões e leões o percurso até ao momento é marcado por duas vitórias em outros tantos encontros, num cenário de menor dificuldade. Basta que as quatro equipas atinjam, em conjunto, mais 15 pontos (a 2 pontos por vitória e 1 por empate) para que a média da época suba 3.000 pontos – oito jogos em casa abrem caminho a 16 pontos. A juntar aos 6.000 já existentes, tal performance elevaria para 9.000 o coeficiente de 2010/11, melhor do que em qualquer temporada entre 2006 e 2009, ficando muito perto dos 10.000 pontos de 2009/10.

Dividir por 5. Facto a ter em conta neste despique com as maiores potências europeias é que Portugal divide por 5 os pontos conquistados, enquanto Inglaterra, Espanha e Itália o fazem por 7, e Alemanha, França, Rússia e Ucrânia dividem por 6. É cíclica esta alteração. Quando o coeficiente é mais alto, as equipas nacionais não conseguem alimentá-lo, o que baixa a média, a posição no ranking e, por consequência, o número de participantes nas competições europeias posteriores. À excepção de FC Porto, Benfica, Sporting e, nos últimos anos, o Sp. Braga, as restantes equipas (Nacional, Marítimo, V. Guimarães, V. Setúbal, Paços de Ferreira e Belenenses, para falar nas últimas cinco temporadas) não costumam contribuir com pontos suficientes para manter o que começa por ser um privilégio e acaba por ser a origem de uma quebra anunciada.

Calendário europeu adoptado na Rússia a partir da próxima época


A União de Futebol da Rússia (UFR) aprovou, esta segunda-feira, a adopção, a partir da próxima época, de um novo calendário para os principais campeonatos de futebol do país, que passarão a decorrer entre o Outono e a Primavera, como a maioria das ligas europeias.

Para o efeito, e integrada na candidatura russa à organização do Mundial em 2018 ou 2022, deverá avançar a construção de entre 10 a 20 estádios com relva artificial, de forma a permitir a disputa de jogos durante o Inverno. O campeonato russo tem-se disputado de Março a Novembro.

Dragões premiados com o maior feito não-desportivo do ano


FC Porto vai receber o prémio de maior feito não desportivo do ano, anunciou hoje, em Genebra, a Associação Europeia de Clubes (ECA), durante a sua assembleia-geral.

Segundo fonte do FC Porto, o prémio está relacionado com a candidatura apresentada pelo clube no âmbito das boas práticas ambientais implementadas no Estádio do Dragão e que estão materializadas nos certificados de qualidade e ambiente que o recinto “azul e branco” ostenta. A ECA é uma associação que congrega mais de uma centena de clubes europeus e que sucedeu, em Fevereiro de 2008, ao G14, grupo dos clubes mais fortes da Europa.

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