Mostrar mensagens com a etiqueta Análises. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Análises. Mostrar todas as mensagens

Como jogou o Benfica


O Negócios do Futebol irá iniciar uma nova etapa, tendo em vista fomentar a discussão entre aqueles que nos visitam. Por isso tentaremos, até onde as nossas vidas pessoais o permitirem, fazer uma pequena avaliação de todos os jogadores do "três grandes" após os seus respectivos jogos oficiais. Os leitores podem participar, dando a sua opinião, contestando as notas dadas ou fazendo as suas próprias avaliações.

Artur (7): Não teve muito trabalho, mas sempre que foi chamado a intervir na partida mostrou concentração e estar bem adaptado ao estilo de jogo da equipa. Nas saídas, um dos grande problemas da época passada, esteve bastante bem e ainda fez um par de defesas, deixando a baliza inviolável.

Ruben Amorim (5): Após alguns meses de ausência voltou para actuar na direita. A falta de condição física e rotinas foi óbvio, tendo perdido algumas bolas em transições ofensivas. Teve de ser substituído por Maxi, dado estar completamente exausto.

Luisão (6): Acabado de chegar da Copa América, o internacional brasileiro entrou directamente para o onze e fez uma exibição bastante sólida. Ganhou quase todos os lances com os avançados turcos, para além de ter dominado no jogo aéreo.

Garay (6): O bom critério no posicionamento e um jogo aéreo fortíssimo permitiram-lhe sair vencedor dos duelos com os atacantes do Trabzonspor, mostrando até qualidade no passe longo e no domínio de bola. Fez uma boa dupla com Luisão.

Emerson (6): As suas limitações a atacar são compensadas por um rigor defensivo acentuado. Esteve sempre no sítio certo para cortar os perigosos contra-ataques do Trabzonspor e só nos últimos segundos passou por aflições, perdendo uma bola perigosa para Burak Yilmaz.

Javi García (7): Esteve, como quase sempre, muito bem no plano defensivo. Estancou por várias vezes as saídas do Trabzonspor, roubando várias bolas no meio campo. A nível físico esteve irrepreensível.

Enzo Pérez (5): Apesar de alguns pormenores interessantes e movimentos diagonais, não conseguiu combinar com os colegas, em especial Ruben Amorim, acabando por fazer uma exibição apagada. Saiu aos 54 minutos, com uma entorse.

Aimar (5): Não fosse o passe que fez para Nolito marcar o primeiro, teria sido uma exibição para esquecer. O maestro argentino não conseguiu segurar a batuta encarnada, tendo perdido várias oportunidades para organizar o jogo do Benfica, chegando mesmo a perder algumas bolas aproveitadas pelos turcos.

Gaitán (8): Semeou o pânico na defesa dos turcos, com os seus movimentos rápidos e passes de ruptura. Esteve por algumas vezes perto do golos, mas só dois minutos antes do final é que o alcançou, com um remate fenomenal.

Saviola (6): Começou em alta e foi peça-chave em todas as jogadas do Benfica na fase inicial. Foi perdendo algum gás com o decorrer do jogo, mas ainda assim atirou uma bola ao poste.

Cardozo (5): Não teve muitas oportunidades para marcar, encontrando-se poucas vezes em zona de finalização. Ainda assim, correu bastante atrás da bola, ainda que sem efeitos práticos.

54 minutos; Nolito (8): Foi uma aposta ganha de Jorge Jesus. A sua entrada no jogo imprimiu uma nova dinâmica ao ataque encarnado, tendo sido o responsável por abrir o marcador na Luz. A velocidade e a técnica do espanhol desconcertaram a defesa turca, numa altura em que o Trabzonspor começava a ganhar algum ímpeto.

64 minutos; Maxi Pereira (6): Deu a profundidade à equipa que o cansado Ruben Amorim não teve para dar. Apesar do esforço da Copa América, esteve em bom plano.

74 minutos; Axel Witsel (6): Esteve bem no posicionamente, tendo até participado no lance do segundo golo.

Esquemas Táticos: Barcelona 3-1 Man Utd


O Barcelona venceu o Manchester United por 3 a 1, no Estádio Wembley, em Londres, pela final da UEFA Champions League 2010-2011 e sagrou-se campeão europeu. Agora, o Barcelona vai disputar o título da Supercopa Européia contra o Porto, vencedor da Liga Europa, e, no final do ano, o Mundial Interclubes da Fifa. O esquema tático do Barcelona foi o 4-3-3. O esquema tático do Manchester United foi o 4-4-1-1, variando para o 4-4-2.

Barcelona



O Barcelona venceu o Manchester United jogando no seu tradicional 4-3-3. O Barcelona foi superior durante todo o jogo e não foi ameaçado, mesmo quando levou o empate ainda no primeiro tempo. Guardiola surpreendeu na aposta de Mascherano como defesa pela direita, ao lado de Piqué no miolo da defesa, e Eric Abidal na esquerda, depois de ter se submetido a uma cirurgia, no dia 17 de março, para a retirada de um tumor no fígado. Acertou nas duas substituições. Puyol leva vantagem sobre Mascherano na bola aérea, mas tem um passe pior que Mascherano. Na lateral, Abidal é mais completo que Puyol e Adriano para o contexto do jogo disputado contra o Manchester. Ele vai bem tanto no apoio (supera Puyol, mas perde para Adriano) e na defesa (supera ambos).

A defesa esteve muito bem nas bolas altas com Piqué e Abidal, nos desarmes por baixo com Mascherano e na cobertura pelos lados com Abidal e Daniel Alves. Daniel Alves é um capítulo á parte. Melhor lateral-direito do mundo, ataca e defende com muita disposição e qualidade. É opção para as tabelas pela direita com Xavi, Messi, Villa e, além disso, aparece muitas vezes na área para receber os lançamentos longos de Xavi, Iniesta e Messi e finalizar.

O meio-campo com Sergio Busquets como volante tem a vantagem de contar com um jogador melhor que Mascherano no passe e, além disso, ele pode ficar na área nas cobranças de falta e escanteios para ajudar no cabeceio defensivo. Xavi e Iniesta fizeram o que mais sabem: tocaram a bola infinitas vezes (na verdade, eles deram, juntos, 243 passes com 91,5% de eficiência) procurando brechas na defesa do time inglês. E, claro, também penetraram algumas vezes. Xavi recuou mais que o de costume e controlou o jogo no meio-campo. Fez a saída de bola, deu passes decisivos e abriu espaços. Na nossa opinião, foi o melhor do jogo, superando Messi em importância na partida.

No ataque, Messi é espectacular e, individualmente, é o melhor jogador do mundo na atualidade. Por isso, foi eleito o "Man of the Match" pela UEFA. Foi fundamental para a vitória. Seu trabalho de voltar no meio-campo para ajudar na armação e chegar na frente para concluir (esses são os papéis do "falso 9" Messi) dão grande consistência ao toque de bola no meio-campo do Barcelona. Além disso, ele muitas vezes apareceu saindo da direita (sua antiga posição, antes da chegada de Guardiola) e derivando para o centro. Villa e Pedro trocaram de lado algumas vezes, mas Pedro jogou principalmente pela esquerda e Villa, pela direita. Villa também teve papel importante nas trocas de posição com Messi quando ele partia da direita para o centro, como dissemos acima. Villa, nessas ocasiões, ficava pelo centro.


Manchester United



O Manchester United atuou no 4-4-1-1, variando para o 4-4-2. Ferguson não estava disposto a cometer o mesmo erro duas vezes. Por isso, armou o melhor Manchester que se apresentou na temporada 2010-2011. Isto é: o 4-4-2 com Rooney e Chicharito à frente, Giggs e Carrick no miolo da linha de quatro do meio-campo, Fábio na lateral-direita e Evra na lateral-esquerda. O melhor miolo defensivo do mundo também estava lá com Rio Ferdinand e Nemanja Vidić. Sem contar com van der Sar, o melhor goleiro da atualidade. Assim, o Manchester United começou o jogo pressionando a saída de bola do Barcelona, marcando no campo ofensivo, e atacando mais. Mas isso durou menos de dez minutos. À medida em que o primeiro tempo se desenrolava, o United foi recuando suas linhas, abandonou o 4-4-2 inicial, adotou o 4-4-1-1 e trocou o papel de protagonista pelo de coadjuvante no jogo. A equipa só retomou o 4-4-2 no segundo tempo, depois de levar o segundo gol do Barcelona.

Enfrentar a melhor equipa do mundo não é fácil, mas algumas peças fundamentais do Manchester United estiveram abaixo da média. Chicharito, depois de ficar algumas vezes impedido, desistiu de pressionar a defesa do Barça ainda no primeiro tempo. Valência não conseguiu ir à linha de fundo e, para piorar, estava muito nervoso (nos dois sentidos). Giggs estava apático. Park, marcador implacável de fôlego sem fim, confundiu-se no posicionamento e deu espaço para os avanços de Daniel Alves. Carrick, também marcador implacável, estava perdido e levou um baile do meio-campo do Barcelona. Até Ferguson esteve mal na partida. Demorou para substituir e não mudou a cara da equipa nem quando estava perdendo. Aceitou a derrota. Salvaram-se Rooney, que lutou o tempo todo, e van der Sar, que fez boas defesas.

No segundo tempo, Ferguson ainda tentou uma troca de posições entre Park, que começou pela esquerda da linha de quatro central, e Giggs, inicialmente na centro-esquerda. Giggs conseguiu marcar com mais qualidade Daniel Alves, mas anulou-se como armador ou elemento-surpresa, já que também era marcado pelo lateral brasileiro. O Manchester United poderia ter jogado melhor, mas ainda assim não teria chance contra o Barcelona que jogou essa final. Depois disto, relaxe e faça as suas apostas para campeonato Brasileiro 2011

Visite o blogue Esquemas Táticos, ou siga o autor, Marcelo Costa, no Twitter@esquemastaticos

Esquema Tácticos: Man. Utd 4-1 Benfica


Manchester United e Barcelona decidem neste sábado, dia 28 de maio, a UEFA Champions League 2010-2011. Preparamos um especial com análises de jogos históricos das duas equipes. Neste post vamos analisar a final da Copa Européia 1967-1968 entre Manchester United e Benfica. O esquema tático do Manchester United na ocasião foi o 1-3-3-3. O esquema táctico do Benfica foi o 4-3-3.

Manchester United

Clique para ampliar

O Manchester United entrou em campo num sistema táctico que podemos definir como 1-3-3-3, com uma variação para o 4-3-3. Mas o 1-3-3-3 foi o esquema tático dominante. Foulkes foi o jogador da sobra, jogando atrás de Brennan, Stiles e Dunne. Brennan foi o marcador de Eusébio e não apareceu no campo ofensivo. Dunne, por sua vez, avançou diversas vezes pela esquerda. No segundo tempo, com a inversão constante entre Simões e Eusébio, Dunne foi para a direita algumas e Brennan para a direita.

Clique para ampliar

No meio-campo, três jogadores: Crerand foi o volante mais defensivo; Sadler começou o jogo com características de volante, mas aos poucos foi avançando como meia e chegou a aparecer diversas vezes na área para tentar o cabeceio; Bobby Charlton, o melhor jogador do sector, cumpriu principalmente o papel de armador, mas também ajudava a marcar.

No ataque, Best ficou pela direita a maior parte do tempo, mas também apareceu pelo meio e pela esquerda. Aston foi o ponta-esquerda, priorizando as jogadas de linha de fundo. Entretanto, muitas vezes voltou para marcar pela esquerda. Kidd foi o jovem avançado do Manchester United.

Clique para ampliar

Ao longo do jogo, algumas variações de posicionamento foram observadas, mais pelo dinamismo do jogo do Manchester United do que por alterações tácticas radicais, que não ocorreram. O domínio técnico, táctico e físico do Manchester United sobre o Benfica foi muito grande.

Como dissemos, Dunne trocou de lado com Brennan algumas vezes no segundo tempo e Sadler passou a avançar mais vezes ao ataque. Charlton, de início mais centralizado e caindo pela esquerda, passou a jogar mais como meia-esquerda com Crerand pelo centro, como volante, e Sadler pela direita, como meia. O empate em 1 a 1 no tempo normal era um resultado injusto. O Manchester United parece ter deixado para transformar em golos toda a sua superioridade na prorrogação, quando fez 3 a 0 em menos de dez minutos. O placard final ficou Manchester United 4 x 1 Benfica e a equipa inglesa sagrou-se campeão continental pela primeira vez.

Benfica

Clique para ampliar

O Benfica actuou no 4-3-3 com uma linha de defensores que não se desfez durante todo o jogo. Adolfo (lateral-direito), Humberto (defensor pela direita), Jacinto (defensor pela esquerda) e Cruz (lateral-esquerdo) preocuparam-se apenas em marcar o ataque do Manchester United. Nem quando a equipa esteve atrás do placard no tempo normal os laterais saíram para apoiar, deixando essa tarefa para os volantes/meias pelos lados Mário Coluna, moçambicano como Eusébio, e Graça.

O meio-campo do Benfica formou-se com dois volantes/meias: Coluna pela esquerda e Graça pela direita. À frente dos dois, o meia José Afonso, responsável por armar as jogadas da equipa portuguesa.

Na frente, Torres foi o avançado-centro, Simões e Eusébio foram os atacantes pelos lados. Eusébio foi a estrela do Benfica no jogo, driblando e finalizando com muita precisão. Ele não ficava tão aberto pelos lados como Simões e ajudava a armar o Benfica pelo meio também. No segundo tempo, Eusébio ficou mais pela centro-direita, diferentemente do primeiro tempo, quando ficou mais pela centro-esquerda.

Clique para ampliar

O Benfica não conseguiu acompanhar o ritmo frenético da equipa do Manchester United e também não fez frente a melhor técnica e táctica do adversário. A equipa insistiu nas bolas alçadas na área porque não conseguia penetrar na área do Manchester United tocando a bola. O empate no tempo normal aconteceu quase que por acaso, embora a equipa tenha melhorado muito após sofrer o primeiro golo. No prolongamento, pouco ameaçou o golo de Stepney.

Ficha do jogo

Manchester United: 1-Stepney, 2-Brennan, 5-Foulkes, 6-Stiles, 3-Dunne; 4-Crerand, 9-Charlton, 10-Sadler; 7-Best, 11-Aston, 8-Kidd. Técnico: Matt Busby.
Benfica: 1-Henrique, 2-Adolfo, 3-Humberto, 4-Jacinto, 5-Cruz; 6-Graça, 7-Coluna, 8-José Augusto; 11-Simões, 10-Eusébio, 9-Torres. Técnico: Otto Glória.

Golos da partida: Charlton aos 8 min do segundo tempo e Graça (Benfica) aos 30 min. Prolongamento: Best aos 3 min, Kidd aos 4 min e Charlton aos 9 min.

Visite o blogue Esquemas Táticos, ou siga o autor, Marcelo Costa, no Twitter@esquemastaticos

Esquemas Táticos: Benfica 1x2 FC Porto

Image Hosted by ImageShack.us

O Porto venceu o Benfica por 2 a 1, no Estádio da Luz, pela 25ª rodada do Campeonato Português 2010-2011 e sagrou-se campeão nacional. O esquema tático do Benfica foi o 4-4-2 (4-1-3-2). O esquema tático do Porto foi o 4-3-3.

Benfica



O Benfica jogou no 4-4-2, mais especificamente no 4-1-3-2, já que há uma linha de três meias atrás dos dois atacantes. O time começou o jogo pior que o Porto, que criou as melhores chances. Depois, equilibrou a partida e foi melhor durante a maior parte do jogo. A superioridade na posse de bola não foi suficiente, entretanto, para empatar e virar a partida. Essa superioridade na posse de bola não se repetiu nas chances de gol, já que houve um equilíbrio total nesse quesito: 12 chutes a gol para cada equipe, sendo seis no alvo.

Um erro estratégio do técnico Jorge Jesus foi colocar dois atacantes de velocidade e pôr em prática uma estratégia de pressionar o adversário no campo defensivo. De nada adianta ficar em cima do adversário e não contar com um centroavante de ofício. Exceto se o time trocar muitos passes de lado e em diagonal para abrir a defesa adversária. Essa não é a característica do Benfica, que é um time vertical. A entrada tardia de Cardozo não resolveu o problema, até porque ele entrou mal no jogo.

Jara produziu muito pouco. Ele não fez jogadas em profundidade e não penetrou na área. Saviola também não penetrou na área, embora tenha aprofundado mais o jogo. Aimar mostrou dificuldades em se livrar da forte marcação do Porto no meio-campo. Os meias/volantes pelos lados Salvio e Gaitán avançaram bastante, mas isso deixou muitos espaços para o avanço dos meias do Porto também.

A postura da defesa também não ajudou. Luisão fez uma partida excelente, assim como Fábio Coentrão, mas o mesmo não se pode dizer dos demais defensores. Jorge Jesus errou ao colocar Airton na lateral direita. Ele não ameaçou o lado esquerdo da defesa do Porto, embora tenha marcado bem a Varela. Coentrão ficou preso atrás porque tinha que marcar Hulk. Seu potencial ofensivo foi anulado com a opção de André Villas Boas de colocar Hulk pela direita. Ele só foi aparecer com frequência no ataque no final do jogo, quando Hulk passou a ser o único atacante do Porto e jogar centralizado.

Porto



O Porto atuou no 4-3-3, como tem feito em toda a temporada 2010-2011. Com o resultado, o Porto sagrou-se campeão português antecipadamente. Inteligentemente, o técnico André Villas Boas colocou Hulk para atuar pela direita, no setor de Fábio Coentrão, uma das armas ofensivas do Benfica. Com isso, anulou o lateral-esquerdo.

Outra estratégia corajosa de Villas Boas foi manter o esquema 4-3-3 com dois meias/volantes que vão ao ataque. Guarín e Moutinho avançavam com frequência e sobrecarregavam o sistema defensivo do Benfica. Fernando, o primeiro-volante, fixou-se no campo defensivo e marcou muito bem a Aimar.

Os laterais tiveram espaço e subiam alternadamente, com segurança. O Porto aproveitou-se do fato de o Benfica centralizar muito as ações ofensivas. Quando o time foi pressionado, soube aproveitar-se dos contra-ataques, mesmo com um jogador a menos (Otamendi foi expulso no segundo tempo).

Falcão e Hulk fizeram uma grande partida do ponto de vista individual e tático. Varela ficou preso na marcação de Aírton, mas cumpriu um bom papel tático ao impedir que o lado direito do Benfica pudesse avançar.

Invicto na Liga Sagres até esta rodada, o Porto é um campeão com justiça. Jogou o melhor futebol ao longo da temporada e seu técnico, André Villas Boas, mostrou ousadia e conhecimento.

Entretanto, visite o blog Esquemas Táticos, ou siga o autor, Marcelo Costa, no Twitter @esquemastaticos

Esquemas Táticos: Barcelona 3-1 Arsenal

Image Hosted by ImageShack.us

O Barcelona venceu o Arsenal por 3 a 1, no estádio Camp Nou em Barcelona, pelas oitavas-de-final da Copa dos Campeões da Europa e está classificado. O esquema tático do Barcelona foi o 4-1-4-1. O esquema tático do Arsenal foi o 4-5-1.

Barcelona



O Barcelona teve dificuldades para impor seu jogo de toque de bola e penetração durante o primeiro tempo do jogo contra o Arsenal. Historicamente o Barcelona tem dificuldades em vencer linhas de marcação bem montadas no meio-campo e na defesa. Mesmo com posse de bola muito superior ao adversário, não conseguia criar chances reais de gol. O jogo melhorou para o Barcelona quando o Arsenal, a partir de 25 minutos, afrouxou a formação da linha central de cinco jogadores e permitiu que o Barcelona começasse a tabelar e penetrar.

Já dissemos algumas vezes por aqui que Guardiola modificou a maneira de jogar do Barcelona. Há algum tempo o time não atua mais fixamente no 4-3-3. Esta é apenas uma variação do jogo do clube catalão. O esquema tático predominante do Barcelona, hoje, é o 4-1-4-1.

Com os desfalques, Mascherano foi o único volante de marcação. Era o único jogador do meio-campo com liberdade para atuar. Tentou armar o jogo, mas não conseguiu. Mascherano é um jogador superestimado no Brasil e, talvez, na Argentina. Não tem qualidade técnica para jogar no Barcelona. Sergio Busquets foi improvisado como defensor pela direita e Abidal, que normalmente é lateral-esquerdo no Barcelona, foi o quarto-zagueiro. Lembrando que, na seleção francesa, Abidal é quarto-zagueiro. Com isso, Adriano foi escalado na lateral esquerda.

Pedro, Xavi, Iniesta e Villa formaram uma linha no meio-campo, avançando e recuando de acordo com as situações de jogo. Messi ficou à frente dessa linha, com liberdade para penetrar e recuar para dar assistências próximo à área.

No segundo tempo, os laterais jogaram bem abertos, quase como pontas. Adriano não teve muitas dificuldades porque Rosicky, seu marcador, não marcou nem armou. Daniel Alves venceu o duelo com Nasri e Clichy. O Barcelona da segunda etapa foi um time que atuou muito pelos lados. Principalmente após a expulsão de van Persie. Sem ser ameaçado pelo Arsenal, que armou uma grande retranca, Guardiola pôde liberar seus laterais simultaneamente.

Arsenal



O Arsenal entrou em campo com a idéia fixa de apenas se defender. Armou um 4-5-1 com uma linha de cinco jogadores no meio-campo e outra na defesa. Diferentemente de outros times que fazem o mesmo contra o Barcelona, Arsene Wenger aproximou as duas linhas. Com isso, reduziu o campo de jogo a 25%. Ou seja, mesmo atuando recuado, o Arsenal não permitia que o Barcelona praticasse um jogo com grande amplitude nem trocasse passes com liberdade. Foi uma estratégia interessante, mas funcionou só até 25 minutos do primeiro tempo.

Muito atento durante a primeira metade do primeiro tempo, o Arsenal não permitiu que o Barcelona criasse jogadas de gol. O time da Catalunha não conseguia se aproximar da área do clube londrino. Entretanto, a linha central foi se afrouxando e o Barcelona começou a trocar passes com mais facilidade e criar jogadas de perigo até chegar ao gol no final da primeira etapa.

Mesmo precisando do resultado, o Arsenal manteve a mesma estratégia no segundo tempo e achou um gol contra, fruto de um escanteio, ainda no início. Com a expulsão de van Persie, a situação ficou um pouco mais complicada. O time de Londres voltou a se aplicar na marcação pela faixa central, mas deixou os lados do campo abertos.

A linha central de cinco jogadores — inicialmente formada por Rosicky, Diaby, Fabregas, Wilshere e Nasri — teve que ser desfeita e Fabregas passou a atuar à frente de uma linha de quatro, marcando a bola. Rosicky, pela direita, esteve muito mal. Não conseguiu armar nem marcar Adriano. Nasri foi o melhor jogador do meio-campo juntamente com Wilshere, que só marcou. Koscielny foi muito bem na defesa (apesar do pênalti em Pedro) e o maior destaque foi o goleiro Almunia, que entrou no lugar do machucado Szczesny ainda no primeiro tempo.

Mais um domingo à tarde

Ao contrário das análises que costumo fazer, hoje dediquei-me a todos os jogos deste domingo, referentes à 18ª jornada da Liga Zon Sagres.

Sougou marcou pela Briosa (foto ASF)

Académica – Beira-Mar (3-3)
Começo por dar os parabéns às equipas da Académica e Beira-Mar por terem disputado uma partida excelente, com uma grande intensidade que só terminou com o apito final. O dérbi da zona centro acabou empatado a três golos, numa partida que contou com reviravoltas e oportunidades constantes para as duas equipas, onde o futebol saiu vencedor sem dúvida.

Apostas de futebol

Leiria – Olhanense (0-2)
Grande jogo do Olhanense esta tarde, a equipa de Daúto Faquirá alcançou dois golos de vantagem nos primeiros 25 minutos de jogo, gerindo a segunda parte do jogo a seu belo prazer. A equipa atingiu assim a segunda vitória consecutiva na condição de visitante, ocupando actualmente um fantástico sétimo lugar na classificação.


Portimonense – P.Ferreira (0-1)
Outra das surpresas esta temporada passa pela fantástica prestação da equipa do Paços, apesar do jogo de hoje não ter sido exemplo disso. O Portimonense esteve claramente por cima, criando várias oportunidades, mas pecando muito na finalização. Na minha opinião, o jogo ficou marcado por um erro do árbitro João Ferreira, num lance em que deveria ter mostrado vermelho directo a André Leão (jogador nuclear no Paços) aquando do derrube de Pedro Silva II que estava apenas com o guarda-redes pela frente. Parece-me que o clima das cidades do litoral português, não faz muito bem a Carlos Azenha, que depois de uma passagem horrível pela cidade de Setúbal, passa agora por bastantes dificuldades em Portimão.

V.Guimarães – Nacional (0-0)
No jogo entre duas equipas candidatas aos lugares europeus, imperou o futebol com coração e com pouca cabeça. O Guimarães esteve mais afoito e criou mais oportunidades na primeira parte, com lances anulados apenas pelo incrível Bracalli que chegou a defender uma bola sobre a linha de golo. Na segunda parte o Nacional tentou equilibrar e criou algum perigo, mas a equipa vimaranense esteve mais forte. Resultado muito “simpático” e sofrido para o Nacional na cidade Berço.


FC.Porto - Rio Ave (1-0)
O encontro entre o Porto e o ainda "aflito" Rio Ave foi, ao contrário daquilo a que a equipa do Porto nos habitua em casa, um jogo equilibrado principalmente na segunda parte do jogo. Ao intervalo o Porto dominava os acontecimentos e o Rio Ave apenas tentava em contra-ataque, com James Rodriguez, Varela e Hulk a dinamizarem a frente de ataque com qualidade. Na segunda parte, viu-se um Porto mais apático,à semelhança do jogo contra o Benfica. Principalmente nas zonas recuadas, o Porto foi uma equipa pouco concentrada e a equipa do Rio Ave obteve grandes oportunidades para poder alterar o resultado.

Luisao Silva (SL Benfica)

V.Setúbal - Benfica (0-2)
Em Setúbal, o Vitória começou melhor devido ao baixo ritmo do Benfica. A partir dos 20 minutos de jogo, o Benfica começou a dividir o jogo e obteve duas grandes oportunidades por Luisão. O Benfica chega ao golo no momento crucial dos jogo, a 30 segundos do apito para o intervalo Gaitán marca na sequência de um grande passe de Saviola. Na segunda parte o Vitória começou melhor novamente mas eis que acontece na minha opinião o segundo momento do jogo: numa altura em que o Setúbal estava por cima, M.Fernandes colocou William na frente e retirou Silva, o que fez com que o Vitória passasse a perder o controlo do meio campo, a partir daí o Benfica dominou e poderia ter feito mais golos, Miguelito e o egoísmo de Gaitán não deixaram. Nota para Jara que volta a mostrar que é um verdadeiro finalizador e para Luisão, que por momentos me "enganou" com os seus dotes de Ronaldinho!

Texto de Tomás Diogo para o Negócios do Futebol. Seja você também o autor de um artigo

Esquemas Táticos: São Bernardo 2-2 Corinthians

Image Hosted by ImageShack.us

São Bernardo e Corinthians empataram em 2 a 2, no estádio 1º de Maio, em São Bernardo do Campo pela 5ª rodada do Campeonato Paulista 2011. O esquema tático do São Bernardo foi o 4-3-1-2. O esquema tático do Corinthians foi o 4-4-1-1.

São Bernardo



O São Bernardo começou o jogo pressionando o Corinthians e assim o fez durante a maior parte do primeiro tempo. Atuando no 4-3-1-2, o técnico Ruy Scarpino abriu os dois atacantes pelos lados do campo, colocou um meia centralizado e três volantes para proteger a defesa.

O volante pela direita (Favoni) tinha mais liberdade para ir à frente e auxiliar o meia-armador (Júnior Xuxa), que também chegava à frente como um meia-atacante. Os laterais tiveram um importante papel ofensivo e alternaram no apoio ao ataque. Tanto que Kauê, lateral-esquerdo, foi autor de um dos gols.

Os atacantes Romarinho e Danielzinho fizeram um ótimo primeiro tempo, mas caíram de produção no segundo. Os volantes marcaram razoavelmente bem no meio-campo e, quando a bola passava por eles, os zagueiros Amarildo e Leandro Camilo entravam (bem) em ação.

Corinthians



Jogando muito desfalcado, o Corinthians foi inferior ao São Bernardo durante a maior parte do primeiro tempo. No 4-4-1-1, com alguns atletas jogando improvisados nas posições, o time só conseguiu o domínio do jogo no final da primeira etapa. No segundo tempo, o Corinthians foi melhor, mas não saiu de um empate.

Danilo, o principal jogador do Corinthians no jogo, jogou como meia-atacante e meia armador. O "1" do esquema. Ele contava com as passagens de Morais pela esquerda e Ramirez pela direita. Muitas vezes, quando Danilo se enfiava no ataque, Marcelo Oliveira assumia o papel de armador centralizado.

Fábio Santos e Moradei não contribuíram qualitativamente com a equipe e as substituições tiveram pouco efeito. Edno estava muito isolado na frente e também pouco fez.

Para o jogo de quarta-feira contra o Tolima, o técnico Tite vai colocar os titulares (poupados neste jogo contra o São Bernardo) e deve mudar também o esquema tático.

Esquemas Táticos: Sevilha 3-4 Braga

Image Hosted by ImageShack.us

Análise tática ao vivo. Intervalo.



Aperte o play para visualizar a análise.

Análise de Sevilla 3 x 4 Braga. Final do jogo.



Aperte o play para visualizar a análise.

Análise tática

O Braga venceu o Sevilla por 4 a 3, no Estádio Ramón Sánchez-Pizjuán, pela fase de classificação da Liga dos Campeões da Europa 2010-2011 e está classificado. O esquema tático do Sevilla foi o 4-4-2. O esquema tático do Braga foi o 4-1-4-1.

Sevilla



Fora a pressão nos minutos iniciais, no primeiro tempo o Sevilla não ameaçou o Braga. O Sevilla atuou no 4-4-2 com dois meias abertos pelos lados: Jesus Navas pela direita e Perotti pela esquerda. O Sevilla insistiu muito nas jogadas com Navas e nos cruzamentos da intermediária para Luís Fabiano e Kanouté. As jogadas pelo meio ficaram prejudicadas porque Cigarini avançou pouco (e, quando avançou, foi sem contundência) e Zokora é um volante de marcação.

Mesmo precisando vencer o jogo, os laterais não ultrapassavam a linha do meio-campo. Após levar o segundo gol do Braga na etapa final, o Sevilla melhorou, fez um gol logo em seguida e criou boas chances de gol. As entradas de José Carlos (saiu Konko) e Renato (Cigarini) tentavam resolver os problemas na lateral-direita e no meio-campo.

O que se viu, entretanto, foi um time muito desorganizado, com muitos jogadores na frente e aberto aos contra-ataques. E foi nos contra-ataques que o time viu as poucas chances de o time virar o jogo e ganhar por dois gols de diferença ruir. O Sevilla levou três gols no segundo tempo e, apesar de ter feito três gols também, perdeu o jogo por 4 a 3.


SC Braga



O SC Braga controlou o jogo depois dos minutos iniciais e não permitiu que o Sevilla criasse muitas chances de gol. O Braga jogou no 4-1-4-1, com Vandinho como volante central. Os meias pelos lados (Alan pela direita e Paulo César pela esquerda) tiveram liberdade para deixar a linha do meio-campo e avançar para auxiliar o atacante Matheus. O gol ainda no primeiro tempo (falha do goleiro Palop) deu uma grande vantagem ao Braga, que venceu o jogo da ida em casa por 1 a 0.

Ainda no início do segundo tempo, quando foi pressionado pelo Sevilla, o Braga fez o segundo gol. Mas levou outro em seguida, em falha do goleiro Felipe. O Sevilla passou a pressionar mais. O técnico Domingos Paciência começou a fechar o time e trocou o meia Paulo César pelo defensor Paulão.

O time retrancou-se ainda mais com o passar do tempo, com todos os jogadores atrás da linha da bola. O Braga retrancou-se ainda no início do segundo tempo, mas criou chances e fez dois gols. E fez um bom primeiro tempo. Com o contra-ataque à disposição, o Braga aproveitou-se e fez três gols na segunda etapa. No final, o Braga venceu o Sevilla por 4 a 3 e está classificado com méritos para a fase de grupos da UEFA Champions League.


Porto - Beira Mar (3-0), análise em bloco de notas durante o jogo

Deixo-vos o meu bloco de notas preenchido durante o desenrolar do bom jogo de ontem!

----- INICIO DE PARTIDA -----

0’ inicio, 4-3-3: Moutinho na esq., Belluschi ctº-dtª, Varela à esq., Ukra na dtª

4’ Sai Ukra: lesão, traumatismo na cabeça/face

Entra Souza, Belluschi abre na dtª em largura e profundidade

… Varela e Belluschi trocam flancos a espaços, por vezes Belluschi no meio

… pouca posse de bola, mais saída em contra-ataque sem sucesso

23’ 1º bom remate de Belluschi, perigoso, para boa defesa

até ao momento, Belluschi é o melhor em campo

… Fernando bem na cobertura defensiva, Alvaro P. tímido

25’ GOLO, FALCAO … Alvaro cruza na primeira subida, Falcao antecipa-se de cabeça ao 1º poste

excelente movimento do P.L e o lateral esq.

27’ Boa jogada de Moutinho pelo meio, culmina em passe de ruptura

… Belluschi mais à esq, troca com Varela, Alvaro continua tímido a subir

… JOGADA PADRÃO… na saída da defesa para o ataque:

Fernando recua para o meio dos centrais a fazer linha de 3,

para dar abertura aos laterais e possível subida com bola ao Rolando, ou o próprio

39’ Fernando sobe 25m com bola no pé até à entrada da área…

o passe não sai bem, já ía a pensar na recuo e compensação

… Belluschi marcou bem todos os lances de bola parada até ao momento

43’ Nova subida de Fernando

em ruptura a receber a bola já dentro da grande área a passe de Moutinho

45’ GOLO BELLUSCHI, excelente marcação de livre directo, na gaveta… é o patrão da equipa

----- INICIO DA 2ª PARTE -----

48’ Boa defesa, Hélton

50’ PENALTI claríssimo por marcar sobre Varela, nem era necessário repetição

59’ Boa gestão do jogo, em posse, com segurança e progressão

Melhorou o fio de jogo… sinal do trabalho do AVB no intervalo

63’ Fernando leva a equipa e a bola para o ataque com passe de ruptura para Falcao

Falta sobre falcão em saída perigosa para o ataque, marcou ao contrário

67’ O GR do B.M. sai melhor às bolas que o Roberto !

68’ Muita autoridade e segurança na posse de bola incluído na defesa

com várias progressões e retrocessos no terreno consecutivas sem perder a bola

70’ Fernando sobe remata à entrada da área

Já fez mais ofensivamente neste jogo que nas 2 épocas anteriores

Muito diferente muito melhor

72’ Passe de média distância de Fernando

73’ Entra Ruben, sai Varela

74’ perdida enorme de Falcao, era só encostar na peq.área

75’ Entra Fucile, sai Sapunaru

… confirma-se a jogada padrão na saída da defesa para o ataque

77’ nova perdida de Falcao, de cabeça ao 2º poste após cruzamento

79’ excelente passe de ruptura de Ruben para a dtª

80’ GOLO FALCAO, na cara do GR a grande passe de Ruben, mais um

Finaliza por baixo do corpo do GR, perto do pé de apoio

85’ Novo passe médio-longo de Fernando em abertura à dtº

86’ 15m de subida com bola de Fernando a sofrer falta

… corre Fucile! … já está cansado… e mal a cruzar

92’ Fernando a cabecear na 2ª bola de um canto… excelente

O POLVO ganhou novos tentáculos!

----- FINAL -----

Falar deste Porto é falar de André Villas Boas…

Retenho dele as frases … é “o regresso a casa”… “compromisso com os adeptos” !

A equipa demorou a reequilibrar depois da alteração profunda que foi a saída de Ukra por lesão. O regresso do balneário foi elucidativo…

… AVB é um estratega, um verdadeiro mister no diagnóstico das situações das suas equipas e dos adversário… e mostra que sabe, e muito bem, mexer na equipa ao intervalo e durante o jogo.

Ao contrário de outros tempos, não andamos à espera que o tempo passe e que o golo surja… não entramos na segunda parte sôfregos ou aflitos! O intervalo e a mão do “mister”, verifica-se que só fazem a equipa crescer e melhorar ! Os primeiros 25 minutos foram de pouco discernimento e desorganização, mas fruto das circunstâncias…

… fica o registo de uma das melhores 2ª partes que o Dragão viu nos últimos anos… não houve assobios nem saídas antecipadas do jogo…

É impossível não reconhecer a semelhança física, comportamental, de discurso, de atitude, de jogo-jogado entre AVB e Mourinho! Impossível! Um é Felix o outro é felino!

Espero que a forma (leia-se resultados) seja a mesma das épocas 02-03-04, porque o conteúdo (leia-se princípios de jogo e atitude em campo) são visivelmente próximos e positivos!

1º objectivo conseguido = líderes … falta deixar o Nacional para trás!

Nos próximos jogos vamos ao Rio Ave, recebemos o Braga e vamos ao Nacional, quando se joga um SCP-SLB… mas entretanto, o SLB tem que receber o Setúbal e vai a Guimarães e o SCP vai à Naval e recebe Olhanense!

É para deixar tudo definido À 5º jornada !? será!?

Texto de Nuno Silva

Esquemas Táticos: Chivas 1-2 Inter Porto Alegre

Image Hosted by ImageShack.us

O Chivas Guadalajara foi derrotado pelo Internacional por 2 a 1, no Estádio Omnilife em Guadalajara no México, pela primeira partida da final da Copa Libertadores 2010. O esquema tático do Chivas foi o 4-3-3, variando para o 4-3-1-2. O esquema tático do Internacional foi o 4-2-3-1.

Chivas Guadalajara



O Chivas Guadalajara entrou em campo no 4-3-3, variando para o 4-3-1-2, com apenas um volante de marcação (Mejía) e dois meias (Fabián e Báez). Os meias inverteram os lados em relação ao jogo contra o Universidad de Chile. A escalação do meio-campo mostrou que o técnico José Luis Real queria seu time pressionando o Internacional. Mejía, que é um jogador que sabe sair para o jogo, como único volante de marcação ilustra isso. O problema para o Chivas é que, com essa escalação e com o desenho no meio-campo, o time perdeu o controle do setor.

Bautista voltava para ajudar o meio-campo e os atacantes Arellano e Omar Bravo jogaram abertos. Com os laterais bem postados no campo de defesa, o Internacional não deu espaços para que os atacantes abertos aparecessem. Além disso, os atacantes muito enfiados estavam distantes do meio-campo. Quando tinham a bola, os meias não conseguiam furar as linhas formadas pelos meias e volantes do Internacional. Os atacantes receberam poucas bolas.

Mesmo não tendo o controle da partida, o Chivas saiu na frente com um gol de cabeça de Bofo Bautista, de fora da área, completando lançamento de Fabián a partir da direita.

Segundo tempo



Em vantagem no placar, e perdendo o meio-campo desde o primeiro tempo, o técnico José Luis Real promoveu a entrada do volante Araujo no lugar do atacante Arellano. Com isso, o time passou para o 4-4-2 com uma linha no meio-campo. O desenho tático vitorioso apresentado contra o Universidad de Chile estava de volta. Em seguida, o Chivas levou o gol de empate.

Mesmo com mais um jogador no meio-campo, o Chivas seguiu em desvantagem técnica no setor e sendo atacado pelo Internacional que, poucos minutos depois, fez o segundo gol com Bolívar. Em desvantagem no placar, José Luís Real colocou o atacante Dávila no lugar do meia Báez e voltou para o 4-3-3 no final do jogo. A mudança, entretanto, não teve efeito.

Internacional



O Internacional jogou no mesmo esquema tático utilizado nas duas partidas contra o São Paulo: o 4-2-3-1. Acertou Celso Roth em não entrar com mais um volante no meio-campo e manter uma formação tática que está funcionando. A entrada de Giuliano no lugar do suspenso Tinga ajudou a garantir uma posse de bola superior ao do Chivas (55,47% contra 45,53% segundo os dados da ESPN)jogando fora de casa.

O controle da posse de bola foi fundamental para o Internacional não ser pressionado e o esquema tático facilitou o domíno no meio-campo. Claro que a qualidade técnica dos jogadores não pode ser descartada, já que o time trocou quase o dobro de passes (451 contra 266, sempre segundo a ESPN) que trocou o Chivas.

D'Alessandro prendeu a bola, deu passes em profundidade, passes curtos e deu ritmo ao jogo do Internacional. No primeiro tempo, Giuliano e Taison trocaram de lugar algumas vezes e também passaram bem a bola. A lesão de Alecsandro, ainda no primeiro tempo, e a entrada de Éverton causou uma perda momentânea do domínio do time na partida.

Segundo tempo



Quando Rafael Sóbis substituiu Éverton no segundo tempo, o Internacional retomou as rédeas da partida e ele, pouco depois de entrar, iniciou a jogada do primeiro gol. Ele não ficou fixo no centro do ataque, mas movimentando-se pelos lados, dando opções de passe. Destaque para o grande segundo tempo de Kléber na lateral esquerda. Nei também apareceu mais no ataque, mas não com a frequência e qualidade de Kléber. Preciso nos passes, fez o cruzamento para o primeiro gol de Giuliano.

Ressalte-se novamente a coragem de Celso Roth em manter o esquema 4-2-3-1 até o final da partida, como fez contra o São Paulo. Só nos últimos minutos ele tirou Giuliano para a entrada do volante Wilson Matias. Vitória merecida porque o Internacional foi melhor e controlou bem o jogo. É favorito novamente para a partida de Porto Alegre.

Análise de Marcelo Costa, do Blog Esquemas Táticos, para o Negócios do Futebol

Esquemas Táticos: Estados Unidos 0-2 Brasil

Image Hosted by ImageShack.us

O Brasil venceu os Estados Unidos por 2 a 0, no Estádio New Meadowlands em Nova Jersey nos Estados Unidos, no primeiro amistoso das duas seleções depois da Copa do Mundo da África do Sul 2010. O jogo marcou a estreia de Mano Menezes no comando da Seleção Brasileira. O esquema tático dos Estados Unidos foi o 4-4-1-1. O esquema tático do Brasil foi o 4-3-3.

Estados Unidos


Os Estados Unidos entraram em campo no 4-4-1-1, uma variação utilizada na Copa do Mundo 2010. Nesse esquema, o técnico Bob Bradley tentou aproveitar as virtudes do meia-atacante Donovan que são o bom passe, a velocidade e a finalização. Com uma linha de quatro jogadores no meio, Donovan ficou livre para circular à frente dessa linha e atrás do centroavante Buddle. Mas o time perde muita ofensividade, já que os meias pelos lados não chegam muito à frente para ajudar Donovan e Buddle.

No início do jogo, os norte-americanos conseguiram manter a bola no campo do adversário e criaram uma boa chance de gol. Fora uma outra boa chance no final do jogo, os Estados Unidos nada criaram. Foram dominados e apostaram na forte marcação no meio. A ausência de meias mais ofensivos pelos lados deu espaço para a subida dos laterais brasileiros. O técnico Bob Bradley, que é um bom estrategista, errou feio nesse ponto.

A linha defensiva não foi segura como na Copa e perdeu em bolas por baixo, muitas vezes, e por cima, poucas vezes. Mas tomou um gol de cabeça de um não especialista. Os laterais desempenharam apenas função defensiva. E foram mal. A pesada Seleção Norte-americana mostrou que, contra um time leve, tem muitas dificuldades.

Brasil

O início do trabalho de Mano Menezes superou as expectativas. O mérito, evidentemente, não é só dele. Os jogadores correram muito, dividiram as bolas e mostraram muita vontade. Isso faz diferença. Não que a seleção de Dunga não tivesse isso, mas era muito menos técnica que a atual.

O esquema tático da seleção Brasileira foi o 4-3-3, entretanto, deve ser feito um destaque. Robinho foi um meia-atacante pela direita, jogando por dentro, auxiliando Ganso na tarefa de armação. Neymar foi um atacante pela esquerda, jogando bem aberto, sem voltar para auxiliar no meio-campo. Assim, não podemos dizer que foi um 4-2-3-1. Foi um 4-3-3 que varia para um 4-4-2 torto, parecido com a Holanda quando van der Vaart jogava (ver Holanda 2 x 0 Dinamarca. Análise tática. Copa do Mundo 2010), só que este pela esquerda. Em suma, a estrutura ofensiva da Seleção Brasileira foi uma cópia da do Santos. Com Pato no lugar de André, que entrou no segundo tempo.

As características mais marcantes e que diferem da seleção comandada por Dunga são a velocidade dos jogadores e a qualidade técnica. Victor não foi testado, ainda assim fez uma defesa à queima-roupa no final do jogo. David Luiz jogou tão bem que ofuscou o ótimo Thiago Silva. André Santos atacou e defendeu bem. O mesmo não se pode dizer de Daniel Alves, que jogou muito mal.

No meio-campo, Ramires foi muito bem como segundo-volante, mostrando bom timing e velocidade para atacar e defender. Lucas, que fez uma temporada ruim pelo Liverpool, foi muito seguro como primeiro-volante e fez uma ótima partida. Ganso, o melhor do jogo, tocou de primeira, segurou a bola quando tinha que segurar e armou muito bem o time.

No ataque, Neymar driblou, passou, não foi fominha. Só não foi melhor que Ganso. Robinho também jogou muito bem. Controlou a partida juntamente com Ganso, voltou para buscar a bola, deu bom passes e dribles. É muito perseguido pela maioria dos comentaristas brasileiros que, muitas vezes, não reconhecem o papel importantíssimo que exerce no Santos. Pato não foi brilhante, mas jogou bem. Na maioria das vezes, o centroavante não se destaca muito em esquemas com três atacantes.

Análise de Marcelo Costa, do Blog Esquemas Táticos, para o Negócios do Futebol

Esquemas Táticos: São Paulo 2 vs 1 Internacional

Image Hosted by ImageShack.us

O São Paulo venceu o Internacional por 2 a 1, no Morumbi em São Paulo, pelas semifinais da Copa Libertadores da América. Com o resultado, o Internacional está classificado para a final do torneio — venceu a partida de ida em Porto Alegre por 1 a 0 — e para o Mundial de Clubes da Fifa — já que o Chivas Guadalajara, por ser um clube mexicano, só pode se classificar para o Mundial via Concacaf. O esquema tático do São Paulo foi o 4-3-1-2. O esquema tático do Internacional foi o 4-2-3-1.

São Paulo

Image Hosted by ImageShack.us


A postura do São Paulo no segundo jogo foi muito diferente da apresentada em Porto Alegre. O time atacou desde o início, embora não tenha conseguido dominar amplamente a partida nem converter toda a ofensividade em perigos reais à meta do Internacional. Até o esquema tático mudou. No jogo de ida, o São Paulo atuou no 4-3-2-1; no Morumbi, atuou no 4-3-1-2, variando para o 4-2-2-2 e para o 4-3-3.

O técnico Ricardo Gomes (que dirigiu o São Paulo pela última vez nessa partida) optou por um time que poderia variar o desenho tático durante a partida sem recorrer a substituições. Assim, Hernanes foi um meia, mas poderia voltar como um terceiro volante; Fernandão foi um meia, mas aparecia como centroavante, ao lado de Ricardo Oliveira, quando o São Paulo atacava. Além disso, era uma boa opção para as boas altas na área. Mesmo jogando melhor que em Porto Alegre, o futebol do São Paulo ficou longe de ser vistoso e/ou eficiente.

Cléber Santana limitou-se a marcar e, ainda assim, deixou que D'Alessandro fizesse muitas jogadas. Os laterais Júnior César e Jean não apoiaram. Desta feita, entretanto, Jean conseguiu ser mais eficiente na marcação de Taison, que venceu o duelo com ele no Beira Rio.

Hernanes fez boas jogadas, chutou de fora da área e foi o melhor jogador do São Paulo no jogo. Fernandão, por outro lado, não foi bem. Apareceu melhor nas bolas alçadas na área. Muito pouco para quem empolgou nas duas partidas contra o Cruzeiro nas quartas-de-final. Dagoberto nada fez além de impedir o apoio do lateral-direito Nei. Fernandinho, que entrou em seu lugar no segundo tempo, tem mostrado mais futebol. Ricardo Oliveira fez o gol, algumas boas jogadas, mas não conseguiu ser mais decisivo que isso. A eliminação foi merecida porque tem jogado muito mal em 2010 e enfrentou um time tecnica e taticamente superior.

Internacional

Image Hosted by ImageShack.us

O Internacional foi dominado na maior parte do tempo, mas controlou o jogo nos momentos certos e, mesmo jogando pelo empate, não abriu mão de atacar o São Paulo. O time marcou muito bem e não deu o contra-ataque. Com os laterais presos no campo defensivo, o time liberou os meias e meias-atacantes para trocar passes no meio-campo e chegar à frente para auxiliar o centroavante Alecsandro. O time não se apavorou em nenhum momento da partida, nem quando Tinga foi expulso no segundo tempo.

O Internacional jogou no 4-2-3-1, repetindo o esquema tático utilizado no jogo de ida no Beira Rio. Como em Porto Alegre, Tinga começou mais como meia centralizado. No segundo tempo, assumiu o papel de volante pela direita. Nas duas funções, foi muito bem. É um jogador muito versátil, uma vez que marca bem e tem qualidade para sair jogando. Fará falta no primeiro jogo contra o Chivas em Guadalajara, já que tomou um cartão vermelho e está suspenso automaticamente.

Guiñazu e Sandro garantem uma grande proteção à defesa e roubam bolas importantes para ligar o contra-ataque. O vigor físico de Guiñazu já é conhecido, mas sempre surpreende; Sandro rouba a bola limpamente, é alto e bom nas bolas aéreas defensivas. A bola roubada pelos volantes sempre encontrava a qualidade dos meias do Inter.

E para controlar o jogo, D'Alessandro faz muita diferença. Começou atuando na meia-esquerda e, no segundo tempo, passou a ser o meia centralizado, com o recuo de Tinga para a posição de volante pela direita. Taison foi o meia-atacante pela esquerda e, embora não tenha tido a mesma atuação do jogo em Porto Alegre, preocupou o lado direito defensivo do São Paulo. O centroavante Alecsandro, que fez o gol do Internacional, movimentou-se bem e levou perigo à meta adversária.

O Internacional começou o torneio sob desconfiança, mas encontrou o bom futebol nas partidas pós Copa do Mundo do Campeonato Brasileiro e nas semifinais da Copa Libertadores. Está classificado para o Mundial de Clubes da Fifa em dezembro, para a final da Libertadores contra o Chivas Guadalajara e é o favorito.

Análise de Marcelo Costa, do Blog Esquemas Táticos, para o Negócios do Futebol

Ajuda a manter o Negócios do Futebol!