De Olhos no Futuro: Patrick Herrmann

Apesar do Dortmund ter conseguido desfeitear o poderio do Bayern Munique pelo segundo ano consecutivo e ter praticamente assegurado o bi-campeonato, o grande destaque da Bundesliga tem sido, sem dúvida, o Borussia Monchengladbach. A formação comandada por Lucien Favre, que há precisamente um ano estava com a corda no pescoço na luta pela manutenção, tem realizado uma temporada soberba e, a três jornadas do final, está a apenas dois pontos de assegurar, pelo menos, um lugar nas pré-eliminatórias da próxima Liga dos Campeões.

O clube da Renânia, que outrora viveu os seus anos dourados na década de 70 (onde venceu duas Taças UEFA), está portanto a um pequeno passo de voltar aos grandes palcos europeus. E muito desta fantástica temporada se deve à juventude que faz parte do plantel. Para além dos já falados Marco Reus e Marc-André ter Stegen, Patrick Herrmann teve também um papel importantíssimo nesta caminhada, revelando-se uma agradável surpresa para os acompanhantes do campeonato alemão.

 Patrick começou muito cedo a jogar futebol. Aos 4 anos fazia já parte de uma modesta equipa de formação, o FC Uchtelfangen, e aos 13 mudou-se para o FC Saarbrücken. Destacando-se dos demais companheiros, viria a despertar a cobiça dos principais clubes germânicos, chegando ao Monchengladbach no Verão de 2008.

Estreou-se no futebol profissional em Janeiro de 2010 frente ao Bochum, fazendo uma assistência para golo um minuto depois de entrar em campo. Até final da temporada 2009/2010 viria a participar em 13 partidas que foram suficientes para convencer os responsáveis do clube a prolongar o seu contrato até 2014.

Na temporada seguinte, Patrick foi marcando o seu lugar no onze inicial, mas a inconstância da equipa, que esteve constantemente nos lugares de descida, fez com que alternasse várias vezes entre a titularidade e o banco. Ao contrário do que havia prometido nas jornadas iniciais (apontou dois golos na 2ª jornada), a época 2010/2011 não foi tão produtiva quanto o jovem certamente desejaria, o que levou alguns adeptos a duvidar da sua real qualidade.

Apesar de uma recta final surpreendente, que permitiu assegurar a manutenção nos play-off’s, muitos colocaram o Gladbach com um dos candidatos à descida no início desta temporada. Puro engano, uma vez que o esquema de 4x4x1x1 montado pelo técnico Lucien Favre viria a dar os seus frutos desde a primeira jornada, com Patrick Herrmann a tomar conta do flanco direito do meio-campo, dando uma maior liberdade para Marco Reus espalhar toda a sua magia em campo. Apesar de Reus ser o principal obreiro pelo excelente 4º lugar que o clube ocupa neste momento, o papel de Patrick não foi menos importante para este êxito, como ficou comprovado com a quebra de rendimento da equipa quando o jovem esteve ausente por lesão durante cerca de um mês.


Herrmann é um típico jogador de ala que sai muito bem para o ataque, mas que dá também um grande equilíbrio defensivo à sua equipa. Apesar de ser dotado de uma boa técnica, é apologista de um tipo de futebol mais prático, preferindo jogar de forma fácil e ao primeiro toque para criar desequilíbrios. Tem uma excelente leitura de jogo e surge várias vezes na cara do golo onde revela um enorme sentido de oportunidade no frente-a-frente com o guarda-redes. Com todas estas qualidades, fica a certeza de que Herrmann será o principal candidato a herdar o papel de Marco Reus (que sairá no final da temporada para o Dortmund) como estrela da equipa.

Texto de Rumo ao Estrelato para o Negócios do Futebol