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Não pode ser o "adeus", tem de ser um até já

SL Benfica players celebrate victory

Ontem o Benfica disse praticamente adeus ao título. Adeus? Não, tem de ser um até já. Toda a poderosa chama benfiquista apaga-se nestes momentos e o problema é que, atendendo aos últimos anos, só faz os senhores levantarem-se para festejar um golo muito tempo depois. É esse mesmo o problema. Nos últimos anos, o Benfica numa situação semelhante tem mostrado tendência para dizer mesmo "adeus" ao título e quase que se pode dizer que se resigna a uma hegemonia do Porto, até que volte a acordar e, quando o faz, os efeitos são instantâneos.

É urgente que tal não se repita. É preciso dizer só um "até já". É preciso que os benfiquistas saiam do café com um sorriso seguro de quem sabe que para o ano é mesmo para voltar a ganhar e que isso não é mais um "clichê" que ridicularizaram nos últimos vinte anos. Tudo começa agora quando se perde o campeonato.


Há que preparar a próxima época sem os erros de casting desta. O mesmo é dizer, precaver bem as saídas para que mais Salvios cheguem mas não com meia pre-temporada cumprida. O mesmo é dizer ser mais realista em algumas situações para que os desempenhos sejam melhores. O mesmo é dizer fazer dinheiro, comprar barato, comprar bem, render muito. Estes devem ser os mandamentos do Benfica na hora de preparar a próxima temporada.

Em termos tácticos, há muito para Jesus analisar. Uma alternativa credível ao 4x4x2 em losango, não vá este transformar-se naquele que Paulo Bento vulgarizou no Sporting e cujas as pontas se tornaram muito pouco afiadas; novas dinâmicas de envolvência entre o lateral e o extremo - o corte entre linhas do extremo está demasiado visto e revisto -; os lançamentos longos sempre para um desvio do central ou do médio defensivo no primeiro poste. Em contrapartida, há que apostar em movimentações como as de Saviola com Aimar e vice-versa, transpor esse exemplo aos restantes elementos do plantel para que o improviso bem feito ganhe contornos de brilhantismo.


Assim, haverá a certeza de que tudo será feito para que não haja um adeus, antes um até já e que, como aconteceu este ano, a época não comece em Dezembro porque, como se viu, nessa altura, com um Porto regular, será certamente tarde demais.

Crónica de Alves Coelho para o "Negócios do Futebol"

Olhar sobre o Benfica

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David Luiz parece estar finalmente de saída. A pergunta que se impõe é a seguinte: Não teria sido mais vantajoso para o Benfica vender o central brasileiro no mercado de verão? Ao que indicaram os jornais ingleses e portugueses, terão sido feitas propostas de valor superior àquele pelo qual sairá agora e, em boa verdade, a cabeça do David esteve quase sempre fora do Benfica durante esta temporada, depois de uma época onde foi um pilar absolutamente fundamental na fantástica época do Benfica.

Um erro de gestão, perguntar-se-ão? É possível. No entanto, na minha opinião, foi o excesso de confiança da direcção benfiquista e do próprio Jesus que motivaram esta decisão. Quando comecei a ver capas de jornais onde Jorge Jesus prometia o bi-campeonato e a luta pela conquista da Champions reparei que a maioria dos nossos adeptos, galvanizados pela conquista da época anterior, também queriam acreditar na concretização dessas promessas. Porém, e se analisarmos a época passada, o nosso Benfica falhou nos momentos em que esteve sujeito a mais pressão. Os embates com o Liverpool e o Porto deixavam antever algumas fragilidades no modo como Jesus preparava a equipa e de como o Benfica era dependente da forma de jogadores como Dí Maria, Ramires e David Luiz. Estes dois primeiros sairam no Verão e a sua ausência demorou bastante tempo a ser colmatada, que o digam os 9 (!) pontos perdidos nas quatro primeiras jornadas (com bastante ajuda de arbitragens de qualidade indubitavelmente duvidosa) e a péssima campanha na Champions, onde só não fomos eliminados das competições europeias porque um puto francês se lembrou de, a cinco minutos do fim, introduzir a bola na baliza dos israelitas do Hapoel.


Por isso, e voltando à temática que me levou a escrever, a opção de manter David Luiz quando havia propostas a rondar os 32 milhões de euros pareceu (e ainda considero) ridícula. Ou será que o nosso presidente acha que alguém acenaria com 40 milhões de euros? Nesta conjectura ninguém está disposto a pagar esse valor por um jogador de uma liga do segundo plano europeu, quanto mais um defesa, por muita qualidade ou potencial que possa ter. Além do mais, a saída do David mais cedo permitir-nos-ia investir também mais cedo no mercado, onde poderíamos encontrar outros defesa-central de qualidade e desenvolver os jovens do nosso plantel (falo concretamente de Roderick e Sidnei, este último muito promissor, na minha opinião).

Mas não. O senhor Luis Filipe Vieira preferiu manter o David, obvia e notoriamente contrariado, o que se fez notar na sua performance desportivo e nalguns resultados da equipa. Assim, a direcção acabou por prejudicar o clube, tanto financeiramente (reduzindo a possível receita da transferência e pagando mais seis meses de vencimento daquele que é um dos mais bem cotados na gloriosa folha salarial), mas também a nível desportivo.

Esperemos que agora o Sidnei seja capaz de fazer uma boa dupla com o Luisão, já que não me parece que o Jardel, pelo menos num futuro breve, seja o escolhido para suceder ao David, sem dúvida uma excelente aquisição para o Chelsea. Deixo aqui ao David Luiz as minhas felicidades e espero que tenha sucesso no clube de Londres e agradeço o tempo que passou com a nossa camisola vestida, embora ache que nos últimos meses se poderia ter aplicado mais e que isso nos tenha custado alguns pontos. Já agora, quero agradecer ao Negócios do Futebol esta oportunidade e espero poder escrever com regularidade durante toda a época.

Crónica de Afonso Monteiro, patrocinado pelas melhores casas de apostas para apostar online

Enquanto as máquinas vão funcionando no Benfica


O Benfica é um caso de estudo. No espaço de uma época, os encarnados passaram de um futebol encantador para um que se vale de rasgos geniais de individualidades. O dilema é que às vezes "essas máquinas" podem estar com algum problema durante um dia e o estado débil do Benfica volta ao de cima.



A desculpa até pode estar na venda dos homens que ocupavam o lado direito e esquerdo do losango é verdade. Mas, se for esse o caso, então surge uma pergunta ainda mais pertinente na minha mente e possivelmente na de muitos benfiquistas: Até que ponto foi planeada a época 2010/2011? É que é uma realidade que Di María e Ramires estavam em alta no final do último campeonato, logo, fazendo um rápido exame, facilmente se conclui que a possibilidade de surgir uma proposta que convencesse a SAD encarnada era grande. Então, já que a ideia era manter o esquema táctico, dever-se-ia ter contratado jogadores com as mesmas particularidades do internacional argentino e do "queniano". Em vez disso contratou-se um atleta - que tem muito para dar ao futebol, não é isso que está em causa - que não sabe jogar pelas alas como fazia Di María, antes procura áreas interiores e um "remendo" para uma época chamado Salvio.

O resultado é que a equipa acaba muito dependente daquilo que Aimar, Coentrão ou Carlos Martins podem fazer - e muito têm já eles feito. Este losango do Benfica é em tudo semelhante àquele de Paulo Bento que, de tanto insistir nele - como está a fazer Jorge Jesus - já nauseava. Há duas opções: ou se altera o sistema táctico - o que, na altura em que estamos, era algo bastante crítico -, adequando-o aos jogadores do plantel do Benfica (mais capazes de jogar pelo meio do que de ir à linha), ou se espera até que chegue Janeiro com este sistema, respirando pouco a pouco, e se reforça o plantel com extremos puros. Certo é que, muito mais tempo nesta situação, pode ser prejudicial para as almas do Benfica. É que se é verdade que a "Águia" já leva cinco jogos a voar, não é menos verdade que nem todos foram jogos de encher o olho, nem pouco mais ou menos, ou seja, algo de muito profundo se alterou.

Nota final para Roberto Jiménez: o guarda-redes do Benfica, sempre acarinhado, pelos adeptos e corpo do Benfica, há muito que vem retribuindo a confiança, merecendo, em alguns jogos a classificação de "salva-honras", conforme o que aconteceu em Lyon. O espanhol cresceu pouco-a-pouco à medida que se ambientou a uma grande realidade e os muitos erros que tinha inicialmente apagou-os com facilidade com o muito brilho que agora exibe.


Olhar sobre o Benfica


Finalmente o Benfica mostrou o futebol que todos esperavam ver esta época. Não é pelo resultado que digo isto mas sim pela exibição e atitude que a equipa teve mesmo quando jogou em inferioridade numérica. Ainda antes do primeiro golo deu logo para perceber que este sim era o Benfica campeão. Muita pressão, agressividade com e sem bola, tabelas sucessivas entre os jogadores, equipa compacta… este sim é o Benfica em que acredito, este é o Benfica que pode voltar a conquistar adeptos do bom futebol e principalmente conquistar títulos.

Claro que isto não seria possível se Jesus não assumisse os erros que vinha cometendo, nunca o fez no discurso que transmitiu “para fora” mas assumiu-os neste jogo ao corrigi-los. Referi no último texto o erro que era continuar a insistir em Roberto e, apesar de no discurso dizer vezes sem conta que tinha confiança no guarda-redes, Jesus acabou por assumir o erro ao colocá-lo no banco. É engraçado como essa opção pode ter resultado num golpe de génio e de sorte pois o penalti defendido e a ausência de golos sofridos podem ter fornecido a Roberto a dose de confiança que precisava e a expulsão de Júlio César o pretexto para voltar a confiar a baliza ao espanhol. Ou seja, Jesus conseguiu em menos de um jogo voltar a pôr os índices de confiança em cima e ainda justificar a continuidade de Roberto como titular. Espero que este seja o “empurrão” que o espanhol precisa para assumir com sucesso a baliza do Benfica pois, apesar de 8,5 milhões me parecerem exagerados e a história desta transferência muito mal contada, também vejo potencial neste guarda-redes e acredito que não foi contratado totalmente às cegas. Houve outro erro que Jesus corrigiu que foi o das bolas paradas. A falta de humildade que tinha demonstrado ao desvalorizar pequenos detalhes como este e ao optar pelo caminho mais fácil em detrimento das suas próprias ideias também foi corrigida e o treinador voltou a impor a marcação à zona, desta vez bem rotinada e com os espíritos de entreajuda e concentração bem patentes.


Só existe um problema por resolver que é a distância que nos separa do Braga e do Porto e, supondo que estes cometerão mais ou menos o mesmo número de deslizes que o Benfica, esta situação irá obrigar o campeão a ganhar aos seus adversários directos, que já levam vantagem no bom estado anímico que essa distância garante.

No entanto, quero deixar aqui a ideia de que, este ano, o plantel parece estar bastante mais forte que o ano anterior. É certo que perdemos Dí Maria e Ramires, mas em compensação entraram muito mais jogadores e alguns com bastante potencial, em especial Gaitán, Jara e Salvio. Esta característica é muito importante e Jesus já demonstrou que tem uma grande capacidade de transformar potencial em qualidade e talento permanentes. Veja-se o caso de Dí Maria, que nas épocas anteriores a JJ não revelava mais que apenas potencial, com exibições muito apagadas que iam mostrando a espaços a qualidade que poderia vir a ter.

Esperemos que esta vitória seja o início de uma grande época e que, daqui para a frente, o nível da equipa venha sempre a crescer pois a liga dos campeões não tarda a começar e aí não há margem para erros nem para desculpas.

Texto de André Ferreira para o Negócios do Futebol

Olhar sobre o Benfica


Mais uma derrota dos campeões, mais um texto com críticas. Parece que só sei dizer mal mas, infelizmente, não existe grande coisa para elogiar neste Benfica. Isto apesar de ontem, pelo menos na segunda parte, já ter visto um pouco do “perfume” da época passada. Mais dinâmica, futebol mais elaborado ofensivamente (pelo menos até chegar a Cardozo, mas falarei dele mais tarde) e bem mais perigoso.

As melhorias ofensivas não chegam e são já 6 golos sofridos em 3 jogos. Mas não se pense que a culpa é da nossa defesa, esta continua forte e a cometer poucos erros, a culpa é sim da maneira como a EQUIPA defende, porque o segredo de uma boa defesa é e sempre será esse. No ano passado, a defesa do Benfica limitava-se a segurar bolas filtradas pelo seu meio campo e, por vezes, tinha que fazer uns desarmes mas com os adversários em esforço pois raramente vinham com a bola controlada e com apoios da própria equipa, isto porque simplesmente, o Benfica não deixava jogar! Este ano permite ao adversário jogar visto que não exerce pressão como exercia na época passada e formam-se buracos no meio da equipa, quero com isto dizer que existe muita distância entre linhas tanto a atacar como a defender, portanto, a equipa não joga como um bloco, que era talvez das melhores definições que se podia dar ao Benfica 2009/2010.

Como sempre no futebol, a culpa disto só tem um nome que, neste caso, é Jesus e vou explicar porquê. Para já, vou descartar imediatamente a saída de Di María e de Ramires como razão para o insucesso, razão esta demasiadas vezes apontada por muitos. Se reflectirmos bem, o Benfica fez muitos jogos sem Ramires a época passada e ganhou-os, por isso não há razão para não o fazer este ano. Quanto a Di María, a sua influência na equipa sentia-se muito mais a nível ofensivo do que defensivo, ora se nestes dois jogos não sofrêssemos golos, como acontecia na época passada, teríamos ganho ambos por 1-0. A culpa é, portanto, do treinador, mas porquê? Por duas razões: falta de humildade e teimosia.

Falta de humildade porque deixou de treinar aspectos básicos e importantes na equipa e exemplo disso é o caso das bolas paradas defensivas. Começou a época com marcação à zona tal como na época passada mas rapidamente se percebeu que esta forma de defender não estava automatizada e o Benfica sofreu 2 golos de bola parada em 2 jogos. E o que fez Jesus? Treinou a equipa de forma a recuperar esse automatismo que tanto sucesso teve? Não, resolveu ir pelo caminho mais fácil e pôs a equipa a defender com marcação homem a homem como se viu ontem. Não é necessário treinar, simples de se pôr em prática, responsabilidade individual, não cultiva o espírito de entreajuda e parece-me claramente que não é tão eficaz.

O momento em que o Benfica sobre o primeiro golo (foto ASF)

Teimosia porque Jesus está a falhar em três pontos, sabe que o faz mas continua a insistir. Primeiro ponto é Roberto, sou da opinião que tem potencial e que está a ser injustamente culpado de todos os golos que sofre, mas também não posso deixar de reparar que, não tendo culpa em todos, teve em alguns. Demonstra muita falta de confiança, que se transmite aos colegas, aos adeptos e impõe algum nervosismo na defesa. Sei que JJ pretende dar confiança a Roberto mas chegou a um ponto em que só está a piorar a situação e não está a ajudar em nada, tanto o guarda-redes como a equipa. O segundo ponto é Cardozo, devo confessar que nunca fui grande admirador deste jogador, não tem qualidades que aprecio num avançado tais como técnica (e como técnica entenda-se qualidade de recepção, qualidade razoável de passe, saber como proteger a bola), velocidade, criatividade e nem sequer é um finalizador nato, especialmente no um para um com o guarda-redes, precisando de várias oportunidades para marcar. Claro, vão dizer que não posso estar a falar a sério, que o Cardozo na época passada marcou 39 golos! Pois eu digo que, com o volume ofensivo que o Benfica tinha e com a quantidade de oportunidades que criava por jogo, um ponta de lança mediano, sendo referência na área, conseguiria certamente marcar 30 golos ou mais ainda. É certo que não posso negar que Cardozo tem alguma qualidade mas neste momento é um “peso morto” na equipa, na qual cada bola passada para ele é uma bola perdida.

O terceiro ponto é Carlos Martins. Toda a gente viu a pré época que fez, os golos que marcou. Está bem que jogou mal contra o Porto e por isso foi para o “banco”, mas, sendo assim, e para ser coerente, Jesus tinha que mudar toda a equipa porque ninguém jogou bem, inclusive Coentrão enquanto extremo. Ontem demonstrou que continua em boa forma e tem uma qualidade, que voltou a dar frutos e faz falta a muitos jogadores, que é a de nunca perder a baliza de vista, tendo a oportunidade, remata (e bem) e assim se criam situações perigosas e se mete o adversário em “sentido”.


Não percebo o porquê desta teimosia, não sei se é devido a outros interesses, tais como o investimento feito (no caso do Roberto), ou pelo “peso” ganho por jogadores dentro da equipa (no caso de Cardozo), mas uma coisa sei e sabe também Jesus: no final das contas, é sempre a cabeça do treinador que rola! Por isso deverá ser melhor esquecer esses interesses e teimosias e voltar a trabalhar como trabalhava porque o Benfica e a sua massa associativa não são conhecidos pela sua paciência e tolerância.

Texto de André Ferreira para o Negócios do Futebol

Olhar sobre o Benfica


Não entendo o que se passa com Jorge Jesus. Sou daqueles que sempre o considerou um excelente treinador mas ultimamente não me parece o mesmo, a equipa não tem personalidade, dá desculpas que nem ele considera válidas, vejo-o durante os jogos e parece-me impotente.

Bem, vamos ao jogo que, na minha opinião, a Académica mereceu ganhar porque pura e simplesmente, salvo raríssimas excepções, no futebol quem ganha é quem merece. Pois, já pus milhões de pessoas contra mim com esta afirmação! Existe e vai sempre existir a ideia de que quem tem mais posse de bola, ataca mais e cria mais perigo, faz mais por ganhar o jogo. A questão é que não existe diferença, na vontade de ganhar e no mérito, entre, uma equipa que domina, cria perigo e ataca o jogo todo e uma equipa que é dominada, defende quase o jogo todo e vai criando perigo através de contra-ataques. Existe sim, diferença nas estratégias que as equipas usam para ganhar o jogo pois uma equipa tem um plantel com uma qualidade (teórica) superior e outra bastante inferior.

A Académica optou por uma estratégia e ganhou, querem vitória mais merecida de quem passou 40 minutos a jogar fora com menos um, encostados à sua grande área e ainda conseguiu marcar, quanto a mim, um dos melhores golos da época? Diz JJ que o Benfica massacrou a Académica na segunda parte, mas havia outra maneira continuar no jogo sendo que somos campeões, jogávamos em casa, estávamos em superioridade numérica e a perder? Mesmo massacrando, não se viu futebol bem construído a não ser quando passava por Coentrão, viu-se sim, jogadores com vontade e coração mas sem ideias que iam despejando bolas na área do adversário que restrito à sua área acabou por facilitar uma troca de bola “atabalhoada” do Benfica. A Académica foi mais eficaz e não vale a pena arranjar desculpas.


Podemos é tentar perceber o porquê do Benfica este ano, em dois jogos, já ter sofrido 2 golos de bola parada quando, na época passada inteira, sofreu três ou quatro. Perceber o porquê de não se ver o fio de jogo que caracterizava o Benfica, pressão no adversário, transições rápidas com passes curtos, tabelas e passes de ruptura no último terço. Perceber por que continua Cardozo a jogar quando temos outros avançados em melhor forma ou pelo menos que não usam o cansaço como desculpa, pior ainda, perceber porque foi rejeitada uma proposta de 25 milhões por ele quando nos lembramos (entre muitos outros) que Arjen Robben saiu para Munique pela mesma quantia (acho que ninguém se atreve a compara-los).

Este Benfica faz-me lembrar o Benfica que Jorge Jesus recebeu de Quique, sem ponta por onde se lhe pegue. No entanto, JJ fez dessa equipa uma equipa campeã e capaz de ombrear com outros europeus. Dá ideia que, pensando que o jogo que a equipa praticava na época passada estava assimilado, o treinador desviou as suas atenções para outras vertentes. O futebol é feito de rotinas e, pelos vistos, o Benfica está a perder a rotina que tinha de jogar bem e ganhar.

Mencionando o que um amigo meu disse, (espero que não se importe), tendo em conta que Jesus (Cristo) ressuscitou ao terceiro dia e imaginando que cada dia representa um jogo, esperamos então que Jesus ressuscite contra o Nacional! Eu tenho fé.

Texto de André Ferreira para o Negócios do Futebol

Olhar sobre o Benfica


Tive um treinador que dizia que o excesso de confiança nas equipas fazia com que elas jogassem em bicos de pés. Ele explicava que jogadores com excesso de confiança ganhavam “mania” e jogando em bicos de pés por se julgarem mais “altos” (melhores) nunca tinham os pés bem assentes no chão, resultando numa equipa fácil de derrubar.

Julgo que foi mais ou menos isso que aconteceu ao Benfica na supertaça, a jogar em bicos de pés logo foi derrubada e o choque foi tão grande por parte daqueles que se julgavam tão “altos” que nem sequer se levantaram durante o tempo todo.

Não quero, ao dizer isto, tirar mérito ao porto, em especial a Villas Boas. Quero sim, dar os parabéns ao jovem treinador pela inteligência que revelou no jogo e pelo bom inicio que fez neste novo e importante desafio que tem. Falo na inteligência que teve porque soube exactamente como anular completamente a equipa adversária fazendo o Porto exercer grande pressão logo no momento inicial de construção de jogo do Benfica, ganhando a posse de bola no meio campo adversário, evitando que a equipa contrária subisse, criasse perigo e acima de tudo criando eles próprios sucessivos lances de perigo não deixando o adversário “respirar” nem ganhar qualquer espécie de ímpeto.


Queria, no entanto, revelar uma preocupação que tenho com este Benfica pelo menos enquanto Jorge Jesus continuar a insistir com o Airton. Ainda fico impressionado por perceber que há treinadores que não percebem ou não dão importância ao pivô defensivo enquanto construtor de jogo, gestor de ritmos e transições ofensivas, ou seja, vêem sempre este jogador como um trinco que serve apenas para recuperar bolas e fazer compensações. Não julguem que estou a criticar o airton, até porque considero que tem bastante potencial e é bastante competente tacticamente, mas ainda precisa de muito trabalho quanto às qualidades que já referi serem importantes num pivô defensivo. De novo, peço que não seja mal interpretado, não estou a dizer que um médio defensivo deva ser um prodígio em técnica e que faça passes á Rui Costa, mas sim que seja responsável no passe já que joga numa zona sensível. Só para servir de exemplo Makélélé no Chelsea com Mourinho fazia em média 86 passes por jogo! Neste jogo o Airton errou uns 40/50% dos passes para não falar das perdas de bola em zonas perigosas! A forte confiança e convicção nas suas ideias sempre foi uma qualidade que aprecio nos treinadores mas cuidado, há limites, e quando a equipa começa e ser demasiado prejudicada essa convicção não pode dar em pura teimosia porque já passa a ser defeito e grave. Capacidade de adaptação e capacidade de assumir enganos também são qualidades muito apreciadas.

Numa coisa Jorge Jesus tem razão, disse no flash interview que não se podia tirar mérito e qualidade a jogadores que na época passada fizeram coisas grandes. Ainda agora começou e muita coisa acontece e muda numa época inteira, ainda vamos a tempo de ganhar (quase) tudo! Muita gente diz que as férias são pequenas no futebol, eu cá digo, já tinha saudades!

Texto de André Ferreira para o Negócios do Futebol

Olhar sobre o Benfica


Apenas 3 pontos ou muito mais que isso?

Ano novo, vida nova, mas espero que o hábito antigo das vitórias se mantenha!

Janeiro é um mês muito importante. Talvez o mais importante da época, onde na minha opinião se vai definir se temos ou não o chamado estofo de campeão. O mês onde temos que demonstrar que realmente temos força para vencer esta batalha que se chama campeonato.

No mês de Janeiro e contando com a Taça da Liga, efectuamos 6 jogos e apenas dois deles em casa, curiosamente a abrir e a fechar o ciclo.


Está na altura de provarmos que aquela vitória frente ao Porto, não foram apenas mais 3 pontos, foram muito mais do que isso. Temos que provar que foi uma vitória que nos moralizou e embalou para o título, que os descredibilizou e deixou a 4 pontos na classificação e para isso há que entrar no novo ano em grande com uma vitória já hoje frente ao Nacional, para comprovar que continuamos fortes e depois há que vencer em Vila do Conde (Rio Ave) e na Madeira (Marítimo) para deitar por terra a moral daqueles que esperam ansiosamente o nosso deslize.

Sem esses 6 pontos, a nossa vitória frente ao Porto fica apenas reduzida a uma simples e saborosa vitória que apenas valeu 3 pontos e pouco mais do que isso.

Todos sabemos que são as grandes vitórias que embalam para o título quem vence e desmoraliza quem perde. Por capricho o calendário logo a seguir a uma grande vitória tem-nos oferecido uma pausa, pausa esta que serviu para uns lamberem as feridas e corarem a ressaca e para nós retemperarmos forças e provar-mos que estamos realmente forte.


É nesta fase que desejo realmente comprovar se Jorge Jesus é realmente o mestre da táctica e vai saber gerir o rico plantel que tem à sua disposição porque pelo meio das duas saídas dificílimas para o campeonato temos uma deslocação a Guimarães para a Taça da Liga e logo após a visita à Madeira nova deslocação a Vila do Conde de novo para a Taça da Liga, competição esta que obviamente será para ganhar e não para menosprezar.

Para fechar o ciclo voltamos ao nosso "ninho" para receber o Guimarães e conquistar os últimos 3 pontos do mês de Janeiro. Se concluirmos este ciclo com 9 pontos para a Liga e o apuramento para a fase seguinte da Taça da Liga certamente não vão restar dúvidas que estamos na rota do título e pela certa que no final do mês de Janeiro os nossos adversário já estarão a bem mais do que 4 pontos de distância.

Resta-nos então provar que o que conquistamos foram muito mais do que 3 pontos, e essa prova começa já hoje com uma vitória inequívoca frente ao Nacional.

Texto de "Esmifradito" para o Negócios do Futebol

Olhar sobre o Benfica


Mais um jogo, mais uma vitória do Benfica. Os encarnados parecem ter gostado desta onda de goleadas, tendo ontem derrotado os Azuis do Restelo por 4-0, depois do expressivo 8-1 infringido ao Vitória de Setúbal.

As duas equipas começaram o jogo motivadas e fortes, tentando o Benfica a sua 3ª vitória consecutiva, e o Belenenses tentando anular essa aspiração. Marcados 6 minutos de jogo Javier Saviola, num golpe de génio, recupera a bola no meio-campo encarnado e avança até à baliza de Nélson sem que nenhum jogador do Belenenses tentasse o desarme. Com tanta facilidade, o argentino não se fez “de esquisito” e com alguma sorte á mistura fez o primeiro golo no jogo, e o seu primeiro golo na Liga Sagres 2009/2010.

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Até ao intervalo e devido ao maior controlo de jogo por parte do Benfica, os azuis só esporadicamente chegavam à baliza de Quim. E assim ao intervalo, o 1-0 selado aos 6 minutos mantinha-se.

No segundo tempo, o Belenenses entrou pressionante e veloz, mas foi o Benfica quem ampliou a vantagem, tendo Oscar Cardozo marcado o seu 4ª golo em 4 jogos. Com o segundo golo do Benfica, os azuis foram-se um pouco abaixo, depois da entrada fulgurante, permitindo assim o 3º golo encarnado desta feita por Javi Garcia. Ramires ainda teve tempo para o 4º golo do jogo. Era mais uma goleada benfiquista, motivando os adeptos para o que virá.

http://www.maisfutebol.iol.pt/multimedia/oratvi/multimedia/imagem/id/13154948/485x400

Terei que destacar dois jogadores neste jogo: Saviola e Coentrão. Saviola marcou o seu primeiro golo e está cada vez mais confiante, e Coentrão fez mais uma assistência, mais uma depois de ter saltado do banco.

Depois da vitória sobre o Belenenses, é agora hora de pensar no BATE Borisov, equipa que os encarnados irão defrontar para a Liga Europa já na quinta-feira. A equipa liderada por Jorge Jesus tem em mãos um BATE motivado pelo 1º lugar no seu campeonato, e por isso apesar de teoricamente sermos mais fortes teremos que praticar um bom futebol e moderar a euforia dos bons resultados para que “tragédias” de épocas passadas não se repitam.


Texto de André Dias para Negócios do Futebol

Ajuda a manter o Negócios do Futebol!