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Estrelas do Mundial: Lukman Haruna (Nigéria)


Lukman Haruna explodiu este ano no Mónaco, com apenas 19 anos, e é já considerado, a par de Obi Mikel (que não poderá marcar presença neste Mundial) um dos maiores talentos deste país africano. O médio é opção segura de Lars Lagerbäck no onze nigeriano e poderá ser um dos impulsionadores da sua selecção no Mundial, pela estabilidade que dá no centro do terreno, mas também pela capacidade de inicar jogadas de ataque.

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Haruna fez a sua formação na Nigéria, em academias "europeias", mas cedo o seu talento fez despertar o interesse de clubes do "velho continente". O Mónaco garantiu a sua contratação em 2008, mas só na época que agora acabou é que este jovem conseguiu agarrar um lugar na equipa Monegasca. Em 23 partidas este médio trabalhador fez 3 golos e contribui para que o seu clube alcançasse um seguro oitavo lugar. Pela selecção nigeriano actuou em quatro ocasiões, marcando um golo.

Com apenas 19 anos (realizará 20 em Dezembro) Haruna revela já muita maturidade, sendo essencial para garantir a estabilidade do meio campo da Nigéria a nível defensivo (tapando algumas fragilidades reveladas pela defesa) mas que também sabe sair a jogar e comandar algumas jogadas de cariz mais ofensivo. Consegue recuperar muito bem a bola porém, ao contrário de outros jogadores com funções defensivas, não se limita a passar para o colega que está mais perto, conduzindo o esférico e construindo situações de ataque, o aspecto mais temível das Águias Verdes. Para além disso, tem um bom remate, capaz de causar mossa nas balizas contrárias.

Na ausência de Obi Mikel, pode-se dizer que Lukman Haruna terá uma grande oportunidade de se mostrar nesta competição e despertar a cobiça de grandes colossos europeus, que aliás já o têm referenciado.



Estrelas do Mundial: Jozy Altidore (EUA)


Este jovem de 20 anos é já considerado titular indiscutível na frente de ataque dos norte-americanos, sendo que Bradley não prescinde dele, nem quando actua com apenas um avançado (como aconteceu no último jogo com Inglaterra). O jogador dos quadros do Villarreal estreou-se em 2007 e desde então actuou mais 25 vezes, marcando 9 golos.

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Jozy Altidore, de origens haitianas, começou a sua carreira na MLS ao serviço do New York Red Bulls, no ano de 2006. Pelo clube nova-iorquino o avançado marcou 15 golos nos 37 jogos disputados, até que em 2008 se mudou para a Europa, para representar o Villarreal de Espanha, a troco de 7,5 milhões de euros. No clube espanhola não teve grandes oportunidades, ainda assim marcou um golo nos seis jogos em que participou. A meio dessa temporada foi emprestado ao Xerez da Segunda Divisão, que lutava pela promoção. Outras propostas foram rejeitadas, como do Everton, porque o clube espanhol queria que Altidore assimilasse os processos de jogo típicos de Espanha, tendo por isso a escolha recaído num clube desse país. Todavia, o avançado não fez nenhum jogo pelo clube, em virtude de uma lesão no tornozelo. No início da temporada foi emprestado ao Hull, onde conseguiu ter mais oportunidades. Fez 30 partidas e, embora só tenha marcado um golo, foi crucial ao assistir vários colegas. Ainda assim, não foi conseguiu evitar a descida dos Tigers.

Altidore é um avançado muito promisso que com apenas 20 anos conta já com um currículo interessante, sobretudo a nível internacional. Dotado fisicamente, é um ponta-de-lança possante (1,86m e 80 kg) mas também capaz de percorrer grandes distâncias a uma velocidade considerável, sendo que também é ágil de movimentos, ao contrário de muitos jogadores com estas características físicas. Gosta de jogar ao pé da área, procurando fazer tabelas e o passe dos seus colegas para depois finalizar em força, sendo a boa leitura de jogo uma das qualidades que lhe permite jogar de costas para a baliza. É, por isso, o jogador a ter em conta, não só neste Mundial, como no futuro.



Estrelas do Mundial: Efraín Juarez (México)


Pertencente à "Geração de Ouro", campeão pela selecção sub-17 em 2007 no Perú, Efraín Juarez é um jogador polivalente, que no clube mexicano do Pumas actua a lateral, embora na selecção ocupe uma posição mais avançada, como ala ou médio interior direito.

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Formado no Pumas, entre 2006 e 2008 representou o Barcelona, onde apenas acumulou minutos na equipa B. Descontente com a falta de oportunidades, voltou para o México, onde desde então tem realizado exibições muito consistentes.

Embora actue como lateral direito no seu clube de origem, tem a tendência de derivar para o meio, ainda que saiba compensar bem esses movimentos. É um jogador jovem, ainda com grande margem de progressão, e que vale pela sua polivalência e entrega ao jogo, já que disputa todas as bolas possíveis e impossíveis. É um jogador/operário que trabalha para a equipa e, embora não seja muito evoluído tecnicamente consegue completar a maior parte dos passes que efectua.

O polivalente de 22 anos deverá ser um dos jogadores a abandonar o seu país neste Mundial, dado a qualidade que tem demonstrado ao serviço da selecção e clube. A Europa deverá (novamente) ser o seu destino, embora desta vez se acredita que com mais sucesso.

Estrelas do Mundial: Rene Krhin (Eslovénia)


Ainda que com pouca experiência internacional na selecção principal, Rene Krhin deverá ser utilizado durante esta competilão e, caso se confirme a sua presença no onze inicial esloveno, poderá ser uma das revelações deste Mundial. O jovem médio campeão europeu, realizou apenas cinco jogos pelo Inter, mas a sua qualidade conduziu à sua convocação por parte de Kek.

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Nascido a 1990, em Maribor, na Eslovénia, Khrin começou sua carreira aos nove anos no NK Maribor, clube da sua cidade e o maior campeão nacional, com oito títulos. Apontado como principal promessa da equipa desde os infantis, foi revelado à Europa num torneio internacional Sub-17 em 2006. O espírito de liderança e a sua técnica incomum para um trinco atraíram o interesse de gigantes europeus, e o Inter de Milão, mais rápido que os concorrentes, garantiu a sua contratação no ano seguinte. José Mourinho diz que Rene Krhin tem "tudo o que um jovem jogador deve ter".

Apesar da pouca idade, 19 anos, Krhin apresenta uma personalidade forte dentro de campo. Versátil, pode atuar como trinco ou ocupar posições mais ofensivas do meio campo, demonstrando qualidade e boa capacidade de exercer as duas funções sem problemas de adaptação. A comparação com jogadores consagrados como Andrea Pirlo, Cesc Fàbregas e Patrick Vieira foi inevitável e, para muitos dos nerazzurri, o esloveno é considerado uma aposta para o futuro do meio campo milanês. Alto e rápido, trabalha para aumentar a massa muscular – actualmente são 78 kg distribuídos em 1,89m – e poderá ter mais vantagem nos choques corporais, muito frequentes no futebol italiano. A boa estatura também facilita muito o seu desempenho no jogo aéreo.

Estrelas do Mundial: Tshabalala (África do Sul)


Um dos melhores e mais criativos representantes da nova geração de jogadores sul-africanos, Siphiwe Tshabalala é um perigo no ataque da seleção dos Bafana-Bafana. E se antes era utilizado principalmente como trunfo da equipa no segundo tempo,conquistou a preferência de Parreira, como aliás foi possível verificar no jogo de hoje, em que foi considerado o melhor em campo.

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Convocado pela primeira vez quando tinha apenas 20 anos, o veloz extremo canhoto é um dos valores seguros da selecção sul-africana. Formado no Free State Stars, em 2007 mudou-se para o Kaizer Chiefs onde tem realizado exibições de grande nível e que o elevaram a um estatuto de estrela. Aos 25 anos, é muito díficil que Tshabalala se mantenha no Campeonato Sul-Africano, sendo de prever uma mudança para o futebol europeu já este Verão.

Este extremo canhoto de 25 anos usa a velocidade e o forte remate de pé esquerdo como arma durante as partidas. De baixa estatura (1,70m) é capaz de comer metros no relvado sem perder o controlo da bola e a noção do espaço. Capaz de executar cruzamentos quase milimétricos para área, possui um grande pé esquerdo, capaz de causar muitas dores de cabeça às defensivas contrárias. É ainda uma boa opção para bater as bolas paradas.



Estrelas do Mundial: Javier Hernández


Javier Hernández, Chicarito como é mais conhecido, é a mais recente revelação do futebol mexicano, que nos últimos anos nos tem presenteados com jogadores criativos de grande qualidade, como Carlos Vela e Giovani do Santos. Este jovem de 21 anos é porém diferente e parece ter atingido um nível de maturidade precoce, ao contrário dos dois nomes já referidos. O seu talento não só é reconhecido na selecção azteca e no seu país, mas também na Europa. Aliás, o Manchester United irá contar com ele na próxima temporada, a troco de 12 milhões de euros pagos ao Chivas Guadalajara.

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Chicarito fez toda a sua carreira no Chivas, tendo iniciado a sua carreira profissional em 2006. Desde então este avançado marcou 26 golos, tendo 21 sido marcados na última temporada, ao longo de 28 partidas.

Avançado completo, move-se bem em todo o comprimento de campo e e capaz de criar muito perigo às defesas contrárias, quer pela sua rapidez, ou inteligência dos movimentos. Possui um forte remate de meia distância e, apesar de medir apenas 1,75m, consegue ganhar várias bolas no ar, fruto da sua determinação e poder de impulsão.

O México estreia-se amanhã no Mundial frente à anfitriã África do Sul. Neste jogo (a ser transmitido aqui) poderá ver a actuação de Chicarito. No Grupo A encontram-se também a França e o Uruguai.




Estrelas do Mundial: Neven Subotic (Sérvia)


O defesa-central de 21 anos é um promissor jogador a actuar no Borussia de Dortmund e que tem vindo a acumular presenças na selecção da Sérvia desde Março de 2009, contando com 13 jogos. Este possante jogador de 1,93m foi uma das peças fundamentais da equipa treinada por Radomir Antic, fazendo dupla com Nemanja Vidic no eixo central da defesa da sua equipa.

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Subotic nasceu na antiga República da Jugoslávia, mas cedo se mudou para a Alemanha, onde iniciou a sua carreira como profissional no Mainz. Na sua segunda época como sénior, com apenas 19 anos, fez 33 partidas e 4 golos pelo clube, o que lhe valeu uma transferência para o Borussia de Dortmund, no Verão de 2008. No clube da Bundesliga, Subotic pegou de estaca e desde então realizou 65 partidas pelo Dortmund, marcando por nove vezes. As boas exibições valeram-lhe o interesse de vários clubes europeus, embora tenha contrato com o Borussia até 2014.

Comparado pelo seleccionador Antic ao antigo patrão da defesa espanhola, Hierro, este jovem central destaca-se pelo físico e capacidade de ganhar nos lances aéreos, sobretudo a nível ofensivo, como é possível verificar pelos treze golos marcados em três anos como sénior. Ainda assim, é bastante ágil e rápido no desarme, sendo também muito eficiente na marcação e com bom timing de entrada sobre o adversário. Subotic promete estabilidade defensiva à selecção sérvia, sendo que é o mais provável companheiro de Vidic no eixo central do sector defensivo.

A Sérvia (que na fase de qualificações alcançou o primeiro lugar, à frente de França e Roménia) irá disputar o Grupo D juntamente com Gana, Austrália e Alemanha.




Estrelas do Mundial: Gervinho (Costa do Marfim)


Com apenas 23 anos, Gervais Kouassi, é já uma das estrelas do campeonato francês e da selecção da Costa do Marfim. Titular indiscutível no Lille (clube que acabou em quarto lugar nesta temporada na Liga Francesa), este versátil avançado é mais uma das armas do ataque d' Os Elefantes para este Mundial.

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Contratado ao Le Mans no início de 2009, por cerca de 8 milhões de euros, Gervinho marcou por 13 vezes ao serviço do Lille na transacta temporada, o que lhe valeu o interesse de vários clubes europeus, sobretudo da Premier League. O avançado marfinense já revelou que sonharia jogar no Arsenal, um dos muitos clubes que se encontram no seu encalce. Nascido em Anyama e formado na famosa academia do francês Jean-Marc Guillou em Abidjan, onde um treinador brasileiro lhe atribui a alcunha pela qual é agora conhecido, o atacante passou cinco anos no ASEC Mimosas antes de descobrir o futebol profissional com o Toumodi. Em 2005 mudou-se para o Beveren, clube belga que disputava a Primeira Divisão mas cuja constituição era baseada em jogadores provenientes da Costa do Marfim, entre os quais Eboué e Romaric. As boas exibições no clube belga valeram-lhe em 2007 a passagem para o campeonato francês, onde durante um ano e meio deu nas vistas ao serviço do Le Mans, até atrair o interesse do LOSC Lille.

Gervinho é um avançado polivalente, já que pode desempenhar qualquer posição do ataque com os semelhantes níveis de desempenho. É por muitos apontado como o sucessor de Drogba na selecção africana, tendo em conta as semelhanças entre os dois avançados. A força e as fortes arrancadas são a imagem de marca deste jogador, que possui também uma boa capacidade de finalizar e avançar com a bola nos pés. No Mundial, deveremos ver este jogador a actuar na direita, ou mesmo na frente de ataque, caso Drogba esteja indisponível para actuar.

Aos 23 anos Gervinho tem uma grande oportunidade de se afirmar numa grande competição Mundial, ainda que para a sua selecção passar aos oitavos-de-final se tenha de debater com Portugal, Brasil e Coreia do Norte, naquele que é considerado o Grupo da Morte.




Estrelas do Mundial: Takayuki Morimoto (Japão)


O objectivo principal para este Mundial é superar a decepcionante campanha na Alemanha 2006, quando os samurais azuis foram eliminados na primeira fase. A tarefa, porém, será mais difícil sem o médio Hidetoshi Nakata, que pendurou as chuteiras aos 29 anos e vai desfalcar a seleção pela primeira vez após ter disputado as edições da França 1998, Coreia/Japão 2002 e Alemanha 2006. Ainda assim, os nipónico irão contar com figuras incontornáveis da selecção Japonesa com Nakamura e Nakazawa. Poré, entre os nomes mais batidos, surge Morimoto, um avançado no qual os japoneses depositam grande esperança para o futuro.

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Com cinco golos apontados na Serie A, Morimoto, de apenas 22 anos, é seguido por vários clubes europeus, entre os quais Manchester United e Arsenal. Frequentemente comparado ao avançado brasileiro Ronaldo (quer pelo modo de jogar, quer pelo aspecto físico) este jovem avançado foi uma das principais peças do Catania, clube ao qual chegou em 2006, proveniente do Tokyo Verdy, o mesmo clube no qual jogava o brasileiro Hulk do FC Porto. Este japonês foi classificado por Alexandre Pato, avançado brasileiro do Milan, como o "melhor jogador jovem da Serie A" e as suas exibições ao serviço do modesto clube italiano parecem confirmar as expectativas criadas à sua volta.

É o protótipo do típico jogador nipónico, já que consegue combinar de forma excepcional o binómio velocidade-inteligência, o que lhe permite render muito em campo. Para além disso, possui também uma grande técnica e habilidade com a bola, ao contrário de alguns dos seus compatriotas. Ainda assim, este jovem possui uma grande capacidade de progressão e não é de estranhar que vários tubarões europeus sigam Morimoto, com o intuito de recrutar para as suas fileiras. É um dos jogadores a observar neste Mundial.

O Japão encontra-se no Grupo e terá de ultrapassar Dinamarca, Holanda e Camarões para seguir para a próxima fase.



Estrelas do Mundial: Sotiris Ninis (Grécia)


Dezasseis anos depois, os campeões europeu de 2004 voltam a incluir o seu nome entre as selecções participantes no campeonato do Mundo. Embora a experiente selecção comandada por Otto Rehhagel aposte nos nomes que ajudaram o país helénico a surripiar o Campeonato Europeu a Portugal (Karagounis, Katsouranis, Charisteas, Kyrgiakos são exemplos disso) nesta equipa desponta um jovem jogador que promete ter muito a dar ao seu país, quer agora, quer no futuro.

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Nascida há 20 anos na Albânia, filho de pais gregos, Sotiris Ninis por pouco não se tornou o mais jovem Grego a participar num Europeu, quando em 2008 foi excluído dos 23 escolhido por Rehhagel, apesar de ter sido chamado para os jogos de preparação que antecederam a competição. Com apenas 16 anos (em Janeiro de 2007) estreou-se pela equipa principal do Panathinaikos, clube pelo qual efectuou 67 partidas e marcou seis golos. Só começou a ser aposta regular na equipa a partir da época 2008/09, já que até aí sofrera durante uma temporada inteira lesões consecutivas que o afastaram das escolhas do então treinador do Pana, José Peseiro.

De aspecto franzino, tem sempre o olho colocado nas balizas contrárias. Capaz de fazer passes a rasgar e de rematar de qualquer posição, este pequeno prodígio é um médiot rabalhor e cheio de iniciativa. Embora também seja capaz de fazer golos, o maior destaque vai para a forma como assiste os seus companheiros. Poderá, juntamente com o experiente Karagounis (ex-Benfica) ser fundamental no apoio aos avançados helénicos.



Estrelas do Mundial: Hong Yong-Jo e Jong Tae-Se (Coreia do Norte)


A taciturna e fechada Coreia do Norte apresenta-se neste Mundial como uma das principais revelações, depois de uma fase de apuramento bastante conseguida, na qual conseguiu ultrapassar a Árabia Saudita de José Peseiro. O avançado Yong-Jo teve um papel preponderante ao marcar quatro golos durante a fase de apuramento, tornando-se o melhor marcador da selecção norte-coreana. Jong Tae-Se, por seu lado, mostrou-se em grande forma durante todo o apuramento e também no amigável de preparação frente à Grécia.

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Dos 23 convocados por Jong-Hun Kim é o único que actua na Europa, jogando no FC Rostov, clube russo actualmente em sétimo lugar na sua liga. Jong Tae-Se também joga no estrangeiro, porém no Japão. O artilheiro joga ao serviço do Kawasaki Frontale e esta época já marcou cinco golos, num total de 41 golos pelo clube nipónico.

Yong-Jo é o jogador de maior nomeada da sua selecção, abarcando também com as responsabilidades de capitão. Numa selecção que prima pelo jogo defensivo (ainda que nem sempre muito organizado, sobretudo a nível de bolas paradas) é neste experiente jogador que o "querido líder" deposita as esperanças do seu povo. Encarregue de marcar os penalties e de organizar o ataque da equipa, Yong-Jo será um dos nomes a seguir neste Mundial, quando virmos a Coreia do Norte defrontar Portugal.

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Jong Tae-Se é outro jogador que se destaca nesta selecção. Quase paradoxalmente ao modelo de jogo adoptado pelo norte-coreanos, é mais um avançado e peça fundamental da equipa. Ágil e com grande poder de finalização, o artilheiro nascido no país do Sol Nascente conta com 14 golos em 21 partidas disputadas pela selecção. Aos 26 anos é, juntamente com o capitão, a estrela do seu país e promete dificultar a vida às defensivas contrárias. Com 1,81m e 80kg, Jong Tae-Se joga no ataque descaído, preferencialmente, para a esquerda. E contra a Grécia mostrou que no Mundial pode vir a ser algo mais do que apenas a figura dos norte-coreanos, numa partida onde acabou por ser o homem do jogo, ao marcar dois golos.

A Coreia do Norte disputa o seu segundo Mundial, estando posicionada no Grupo G, juntamente com Portugal, Costa do Marfim e Brasil.



Estrelas do Mundial: Steven Pienaar (África do Sul)


Steven Pienaar é ,sem sombra de dúvidas, o jogador mais talentoso na selecção dos bafana-bafana. O médio criativo do Everton é o motor da selecção anfitriã do Mundial 2010, já que quando a bola está na sua posse a dinâmica da equipa permite que esta se superiorize e ganhem uma nova motivação.

Para este versátil jogador de ataque (pode jogar em todas as posições de apoio aos avançados) porém nem tudo foi fácil. Este será o primeiro Mundial em que efectivamente participa, pois em 2002 não chegou a efectuar nenhuma partida, numa altura em que jogava no Ajax de Amesterdão. Formado no Ajax Cape Town, clube sul-africano, rapidamente se viu a jogar na Europa, no Ajax, clube bem conhecido por formar grandes estrelas do futebol mundial. Entre 2001 e 2006 foi uma das maiores estrelas da equipa, juntamente com Van der Vaart e Sneijder, porém nunca conseguiu transpôr a qualidade demonstrada no campeonato holandês para a selecção.

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Em 2006 transferiu-se para o Borussia Dortmund, para fazer esquecer Rosicky, que havia saído para o Arsenal. Todavia, esta passagem pelo futebol alemão foi infrutífera, já que em dois anos fez apenas 25 jogos pelo clube, não marcando nenhum golo. A bóia de salvação para este médio incansável e dotado de uma excelente técnica foi o Everton. Em 2007 foi emprestado ao clube inglês, pelo qual realizou boas exibições que convenceram os dirigentes toffees. Contratado em 2008 por cerca de três milhões de euros, o sul-africano renasceu em Goodison Park. Foi no futebol inglês que atingiu o seu ponto mais alto, tendo o Everton permitido que fosse capaz de mostrar todas as suas capacidades.

Capaz de jogar a médio ofensivo e extremo (tanta na direita como esquerda) nunca hesita no momento de fintar, sprintar ou fazer um passe. Várias vezes pega na bola e segue sozinho em direcção à baliza contrária, sem que qualquer adversário seja capaz de o bloquear. Todavia, é capaz de trabalhar de forma excepcional para equipa, possuindo um grande espírito de sacríficio e uma grande disponibilidade física.



Estrelas do Mundial: Gelson Fernandes (Suiça)


Nascido em Cabo Verde há 23 anos, o " Patrick Vieira em miniatura", como é apelidado, promete ser uma das figuras do país helvético, que irá participar num Campeonato do Mundo pela nona vez. O jovem do Saint-Etiènne, chegou à Suiça com apenas cinco anos, tendo iniciado a sua carreira como profissional no Sion, clube pela qual efectuou mais de cem partidas, durante três anos. Em 2007 o Manchester City pagou seis milhões para garantir o concurso do jovem trinco.

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Porém, a aquisição do Manchester City por parte de um xeque árabe, o que levou a um aumento de concorrência entre os jogadores, e várias lesões, adiaram o sucesso do jovem suiço. No Verão passado foi vendido ao Saint-Etiènne onde se tornou um jogador fundamental durante toda a temporada. O seu poderio físico e capacidade de desarme tornam-no importante para manter equilibrada a equipa, sobretudo a nível defensivo. É incansável na marcação, possuindo bom sentido posicional, sendo que a qualidade de passe é também um dos seus pontos mais fortes. Ainda assim, não é um jogador muito talhado para as operações ofensivas, sendo essa tarefa desempenhada sobretudo por Barnetta, Inler e companhia.

Esta é a segunda competição internacional disputada pelo jovem médio, depois de ter participado no Europeu de 2008, o qual se realizou na Suiça e Áustria. A Suíça disputará o Grupo H ao lado de Espanha, Honduras e Chile e certamente terá em Fernandes um grande trunfo.

Estrelas do Mundial: Marek Hamsik (Eslováquia)


O Negócios do Futebol inaugura a sua nova rubrica, que durará todo o presente mês de Junho e princípio de Julho, até ao final do Campeonato do Mundo, e que pretende mostrar aos leitores as maiores estrelas dos 32 países que marcam presença neste torneio.

O primeiro contemplado é o médio do Nápoles, Marek Hamsik. O jovem médio ofensivo de 22 anos é, indubitavelmente, a maior figura do país situado na Europa Central. A sua versatilidade, bem patente enquanto médio box-to-box, aliada a uma resistência excepcional e grande capacidade de cobrir espaços, tornaram-no uma peça fundamental para Weiss e para a sua selecção, que conseguiu vencer o Grupo 3 na fase de qualificação.


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É usualmente utilizado como o médio mais ofensivo, embora também possa jogar descaído na esquerda. Possui grande capacidade de finalização e gere muito bem o timing dos passes e cobertura de espaços, o que torna este médio completo um dos mais promissores playmakers do momento e um dos jogadores a seguir durante esta competição.

A Eslováquia encontra-se no Grupo F, juntamente com a actual campeã do mundo em título, a Itália, Paraguai e Nova Zelândia.



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