Melhor Sporting da época despacha Everton

"Leão" de garras afiadas

O Sporting vai defrontar o Atlético de Madrid nos oitavos-de-final da UEFA Europa League, a 11 e 18 de Março (primeira partida em Espanha) após vencer o Everton , por 3-0, na segunda mão dos 16 avos-de-final, no Estádio José Alvalade, em Lisboa.

Depois da derrota de 2-1 na primeira mão, os “leões” viram o capitão João Moutinho acertar na barra de livre directo na primeira parte e fazer os golos absolutamente merecidos na etapa complementar. Miguel Veloso, autor do tento do Sporting em Liverpool na semana passada, fez aos 64 minutos o tento que colocava desde logo a formação de Carlos Carvalhal na fase seguinte, antes de Pedro Mendes se estrear a marcar pelo Sporting e Matías Fernández fechar a contagem nos descontos.

Em vantagem na eliminatória, a equipa de David Moyes deu a iniciativa de jogo ao adversário e, na primeira vez em que o Sporting chegou à área, aos cinco minutos, Liedson assistiu Marat Izmailov e o russo passou por Joseph Yobo, antes de ver o seu forte remate defendido com dificuldade por Tim Howard. Yannick Djaló começou a actuar sob o lado esquerdo do ataque e a fazer rápidas diagonais para dentro, na direcção da grande área e, num lance desses, aos 17 minutos, a defesa do Everton concedeu-lhe algum espaço e o extremo ganhou um livre perto do limite da grande área. Chamado à conversão, o capitão João Moutinho fez a bola passar por cima da barreira e bater estrondosamente na trave. Na recarga, Tonel errou o alvo quando tinha tudo para inaugurar a contenda.

O Sporting superiorizou-se ao Everton e está nos "oitavos" da Liga Europa (foto AP)

Howard segurou sem problemas um livre de Miguel Veloso, antes de duas tentativas de Izmailov em posição frontal saírem goradas. Primeiro num pontapé que esbarrou na muralha defensiva dos "toffees" e depois, na recarga, o russo atirou atabalhoado muito ao lado, perto da meia-hora. Sem criar qualquer perigo no período inicial, o Everton viu o esférico entrar na baliza de Rui Patrício, num livre marcado por Leighton Baynes aos 44 minutos, mas o árbitro assinalou fora-de-jogo a Philippe Senderos.

A etapa complementar começou com o Sporting a tentar marcar o golo que o colocaria na frente da eliminatória e Yannick deu o primeiro sinal de perigo seis minutos depois do reatamento, mas o pontapé saiu por cima, momentos antes de Moyes ser obrigado a trocar o lesionado Senderos por Phil Jagielka no eixo da defesa. Moutinho teve novo ensejo para marcar aos 60 minutos, quando, após cruzamento de Abel, surgiu sem marcação no coração da área, mas Howard negou-lhe os intentos com uma excelente defesa com os pés.

Steven Piennar aproveitou um ressalto para atirar em arco com perigo, no primeiro remate do Everton na partida, mas aos 64 minutos o Sporting chegou finalmente ao golo. A culminar uma rápida troca de bola no lado esquerdo com o recém-entrado Carlos Saleiro, Veloso entrou na área e desferiu um violento pontapé que a fez passar entre o poste e o guarda-redes. Patrício negou o golo a Louis Saha num remate de curta distância e logo a seguir o Sporting aumentou a vantagem quando um pontapé de Pedro Mendes de fora da área desviou num defesa dos ingleses e deixou o esférico fora do alcance de Howard, que antes defendera a tentativa de Yannick. Balanceado no ataque, Matías aproveitou para fazer o terceiro da noite no quarto minuto do tempo de compensação.

Cech de fora 4 semanas; Oportunidade para Hilário

Chelsea confirma ausência de Čech

O habitual guarda-redes titular do Chelsea , Petr Čech, vai falhar o encontro da segunda mão dos oitavos-de-final da UEFA Champions League, em Londres, frente ao Inter, devido a uma lesão muscular nos gémeos sofrida no decorrer da derrota por 2-1 da sua equipa em Milão, na partida da primeira mão.

O guardião checo, de 27 anos, foi substituído na baliza do Chelsea pelo português Hilário à passagem dos 60 minutos, depois de fazer um estiramento quando tentava recolher a bola no seguimento de um cruzamento, e "deverá ficar afastado dos relvados durante três a quatro semanas", de acordo com os responsáveis do clube londrino. Esta será uma oportunidade para o guardião português do emblema londrino jogar com mais regularidade, já que este é a segunda escolha para Carlo Ancelotti, que conta também com o contributo de Ross Turnbull.

Roma perde novamente e fica pelo caminho

Festa de Cissé e os companheiros do «Pana» (foto AP)

Depois de ter perdido na Grécia por 3-2, a Roma voltou a perder em casa pelo mesmo resultado frente ao Panathinaikos, falhando desta forma a passagem aos oitavos-de-final da Liga Europa, onde, aliás, era apontada como uma das equipas favoritas à vitória.

O jogo foi arbitrado pelo português Bruno Paixão e até foi a Roma a marcar primeiro, por Riise, aos 12. No entanto, com três golos em cinco minutos, os gregos colocaram alto de mais o desafio aos italianos. Assim, Cissé fez o 1-1 aos 40 de grande penalidade após falta sobre Ninis, e o mesmo jogador fez o 2-1 aos 43, com um potente remate. À beira do intervalo, Cissé voltou a marcar, de novo com o Ninis na jogada.

Na segunda parte, a Roma ainda reduziu, por De Rossi aos 68, mas a eliminatória ficou decididamente do lado dos gregos que viram ainda o médio ex-Benfica Katsouranis ser expulso no minuto 90.

Marselha encontra Benfica nos oitavos

Marselha no caminho do Benfica

O Marselha reservou encontro com o Benfica nos oitavos-de-final da UEFA Europa League, ao bater os dinamarqueses do FC Copenhaga, nos 16 avos-de-final, por 3-1. A formação francesa já havia ganho por 3-1 no encontro da primeira mão, na Dinamarca, e limitou-se a serviços mínimos para confirmar a passagem. Hatem Ben Arfa e Bakari Koné (dois) foram os marcadores de serviço dos da casa.

Num jogo morno, no qual o Marselha se limitou a gerir a vantagem que tinha, foram poucas as ocasiões de golo, tendo os homens da casa aproveitado duas das poucas de que dispôs. Começou melhor o OM, que quase marcou aos 11 minutos. Benoît Cheyrou acorreu a um cruzamento da direita e cabeceou com muito perigo rente à barra do Copenhaga. A partida foi muito repartida e os dinamarqueses nunca deixaram de procurar o golo, como lhes competia. Os seus avançados conseguiram cabecear por diversas vezes na área francesa, com algum perigo, mas Steve Mandanda resolveu sempre os problemas com tranquilidade.

O Copenhaga mostrava iniciativa, mas o Marselha acabaria mesmo por marcar, quase contra a corrente de jogo. Ao minuto 43, Laurent Bonnart fugiu pela direita e cruzou, aparecendo Hatem Ben Arfa ao segundo poste para o remate. A bola passou por entre as pernas do guarda-redes Johan Wiland e entrou. Estava feito o 1-0.

O intervalo chegou com o Marselha cada vez mais em vantagem na eliminatória, mas o Copenhaga não desistiu e esteve perto de marcar logo após o reatamento, através de um remate forte de Jesper Grønkjær, que saiu pouco por cima. Os visitantes atacavam mais, mas sem importunarem demasiado os gauleses, que acabariam por ampliar a vantagem aos 62 minutos. Bakari Koné foi lançado em profundidade, contornou o desamparado Wiland e praticamente entrou pela baliza dentro com a bola controlada. Foi a estucada final nas aspirações dinamarquesas.

No entanto o Marselha não se ficaria por aqui. Aos 78 minutos, Koné voltou a isolar-se, desta vez descaído para a direita, e perante a saída de Wiland picou-lhe a bola por cima, para o 3-0. O Copenhaga apenas conseguiu reduzir, aos 87 minutos, por Aílton Almeida que, isolado, colocou a bola por debaixo de Mandanda.

Hamburgo elimina PSV à tangente

Hamburgo sobrevive na Holanda

O Hamburger SV perdeu por 3-2 no terreno do PSV Eindhoven, mas graças aos golos marcados fora, segue para os oitavos-de-final da UEFA Europa League, onde terá pela frente o RSC Anderlecht.

O marcador mexeu logo aos dois minutos, com Ola Toivonen a encostar para o fundo das redes e a dar vantagem ao PSV, que voltou a marcar, por intermédio de Balázs Dzsudzsák, pouco antes do intervalo. Contudo, os visitantes responderam no arranque do segundo tempo e colocaram-se na frente da eliminatória graças a um golo de Mladen Petrić. Piotr Trochowski, de penalty, deu maior segurança ao avanço dos germânicos, de nada valendo à formação da casa o golo de Danny Koevermans, perto do final.

Depois de ter perdido por 1-0 na Alemanha, o PSV entrou no encontro da segunda mão com o pé direito, inaugurando o marcador no seu primeiro lance de ataque. Dzsudzsák serviu Danko Lazović na área e este desferiu um centro-remate que encontrou Toivonen. A equipa da casa continuou a ditar a velocidade do jogo e apenas duas grandes intervenções de Frank Rost evitaram que Toivonen e Ibrahim Afellay dilatassem a vantagem dos holandeses.

Rost voltou a brilhar pouco depois, para com uma só mão evitar que Dennis Aogo desviasse para o fundo da sua própria baliza um cruzamento de Afellay. Na outra área, Eljero Elia testou a atenção de Andreas Isaksson, mas foi mesmo o PSV a voltar a marcar, quando Dzsudzsák desferiu um potentíssimo remate na transformação de um livre a cerca de 30 metros do alvo que, depois de sofrer um pequeno desvio na barreira alemã, acabou por entrar no ângulo superior esquerdo da baliza à guarda de Rost.

O segundo tempo começou, tal como o primeiro, com um golo, mas desta feita foi o Hamburgo a festejar. Com menos de 60 segundos jogados após o reatamento, Petrić acorreu a um passe longo de Trochowski e, com classe, tocou a bola sobre Isaksson, colocando os visitantes na frente da eliminatória.

O PSV sofreu novo rude golpe aos 58 minutos, com a expulsão Dzsudzsák e, apesar de o Hamburgo também ter ficado reduzido a dez elementos aos 74 minutos, quando Guy Demel viu o segundo cartão amarelo, foram mesmo os germânicos a marcar. Trochowski não desperdiçou uma grande penalidade a castigar falta de Carlos Salcido sobre Jerome Boateng. Vindo do banco, Koevermans ainda deu, de cabeça, a vitória no encontro ao PSV, mas foi mesmo o Hamburgo a seguir em frente na prova.

Simão decisivo na vitória do Atlético

Simão e Forlán decisivos

Simão Sabrosa e o suplente Diego Forlán foram fundamentais no triunfo, e apuramento, do Club Atlético de Madrid, que bateu o Galatasaray , por 2-1, garantindo a presença nos oitavos-de-final da UEFA Europa League.

Depois de uma primeira parte muito cautelosa e sem golos, Simão abriu o activo aos 63 minutos, mas Kader Keita - que já tinha marcado na primeira mão - só precisou de três minutos para empatar para a equipa turca. O Galatasaray ficaria reduzido a dez jogadores aos 83 minutos e a desvantagem numérica seria decisiva, já que Forlán marcou o golo decisivo no último minuto da partida.

Elano foi o elemento em destaque num início de jogo muito equilibrado e que apenas teve uma clara ocasião de golo, aos 35 minutos. Keita cruzou do flanco direito e Arda Turan, apenas com Sergio Ansejo pela frente, atirou por cima. No outro extremo do terreno, José Antonio Reyes era o "maestro" do futebol do Atlético, enquanto Forlán entrou em campo para substituir Sergio Aguero, que se lesionou ainda antes do intervalo.

O jogo precisava de um golo e este esteve muito perto de surgir no início do segundo tempo. Reyes tentou fintar o guarda-redes do Galatasaray, Leo Franco, mas o antigo guardião do Atlético levou a melhor sobre o avançado espanhol que, pouco depois, teve um remate que embateu na barra. Seria, porém, Simão a festejar, com o internacional português a bater Franco após uma assistência, de cabeça, de José Manuel Jurado. A resposta turca foi imediata e Arda serviu Keita que, de cabeça, fez o 1-1.

A tensão aumentou à medida que o final se aproximava e uma falta sobre Juan Valera valeu o segundo cartão amarelo a Caner. E quando parecia que o jogo iria ter prolongamento, Forlán aproveitou um excelente passe de Reyes para ultrapassar o seu marcador directo e selar o apuramento do Atlético.

«Puto» Lukaku abre caminho à goleada

Lukaku ilumina Anderlecht

O Anderlecht qualificou-se em grande estilo para os oitavos-de-final e para um duelo com o anfitrião da final da prova, o Hamburger , após uma goleada, em casa, por 4-0 sobre o Athletic Club, que valeu um surpreendente triunfo na eliminatória por um total de 5-1.

O cenário já estava complicado para o Athletic, depois do empate (1-1) registado em Bilbau, mas ficou ainda pior após um tento madrugador do jovem Romelu Lukaku. Um autogolo de Mikel San José e golos na segunda parte de Roland Juhász e Jonathan Legear reforçaram a supremacia do conjunto belga.

Lukaku, de apenas 16 anos, que se apresta para, na próxima semana, se estrear na selecção da Bélgica, num jogo particular com a Croácia, mostrou ser demasiado forte para a defesa no Bilbau. Um poderoso remate por entre as pernas do guarda-redes Gorka Iraizoz, quando estavam decorridos apenas quatro minutos, foi o culminar de um fantástico lance colectivo iniciado no meio-campo dos belgas e que contou com uma intervenção decisiva de Mbark Boussoufa, que assistiu Lukaku.

O jovem foi também determinante no lance do segundo golo, ao trocar as voltas ao lateral-esquerdo Xabier Castillo antes de cruzar rasteiro para o poste mais próximo, onde surgiu San José a desviar para o fundo das próprias redes, deixando Iraizoz sem reacção.

Antes do intervalo, San José tentou redimir-se do erro, cabeceando ligeiramente por cima, mas a verdade é que o Athletic ameaçou o guarda-redes Silvio Proto. A resistência dos bascos quebrou definitivamente pouco depois do intervalo – assegurando que o conjunto ibérico continuaria sem vencer após o Natal nas competições europeias desde 1977 –, quando Juhász se aplicou a fundo para chegar ao livre de Legear do lado esquerdo e emendar à boca da baliza. Somente uma boa defesa de Iraizoz impediu Boussoufa de dilatar a vantagem do Anderlecht, após um superior passe de Lucas Biglia.

Entretanto, Lukaku fora substituído para ser alvo de uma ovação de pé e foi do banco que viu Legear encerrar a contagem, com um fantástico remate desferido a 25 metros da baliza, após Boussoufa ter cobrado um livre indirecto na sua direcção.

Campeões afastados por cinismo inglês

Fulham afasta Shakhtar

Graças a uma excelente exibição a nível defensivo, o Fulham FC foi ao terreno do FC Shakhtar Donetsk alcançar um empate que lhe permitiu seguir para os oitavos-de-final da UEFA Europa League, com o total de 3-2 no conjunto das duas mãos, deixando assim pelo caminho os vencedores da última edição da Taça UEFA. Os ucranianos, apesar dos 24 remates (contra 4 dos ingleses) não foram além de um golo.

O Fulham segurou a pressão inicial dos homens da casa e, depois, ganhou vantagem no marcador, à passagem dos 33 minutos, por intermédio de Brede Hangeland, de cabeça. Jadson restabeleceu a igualdade para o Shakhtar a meio do segundo tempo, mas, apesar do tudo por tudo nos instantes finais, a formação ucraniana acabou mesmo por ver chegar ao fim a sua aventura na presente edição da UEFA Europa League.

Ao contrário do que havia ocorrido na partida da primeira mão, na qual sofreu um golo logo aos três minutos, foi o Shakhtar que entrou melhor no encontro, com Willian a obrigar Mark Schwarzer a defesa apertada logo a abrir, através de um remate de longe, e Jadson a desviar para fora um cruzamento de Darijo Srna. Roy Hodgson, treinador do Fulham, tinha afirmado na conferência de imprensa de lançamento da partida que a sua equipa iria ter pela frente "uma tarefa muito complicada" e ia valendo à formação inglesa a atenção de Schwarzer, desta feita a mergulhar para a sua direita para travar um remate em arco de Fernandinho.

Agência/Reuters

Mas, na primeira ocasião em que chegou perto da baliza contrária, o Fulham marcou. Hangeland gelou os adeptos da casa ao desviar a bola para o fundo da baliza à guarda de Andriy Pyatov, na sequência de um livre batido por Damien Duff. Ao intervalo, as estatísticas mostravam 14 remates do Shakhtar contra apenas dois dos visitantes, e a segunda parte reiniciou na mesma toada, com Luiz Adriano a atirar, de cabeça, à figura de Schwarzer. Com o golo apontado no terreno do adversário, o Fulham dava-se por satisfeito por se manter remetido à sua defesa, e o Shakhtar acabou mesmo por acabar com a resistência dos forasteiros quando o recém-entrado Douglas Costa de Souza ultrapassou Stephen Kelly e cruzou na direcção de Jadson, que empatou o encontro.

Yaroslav Rakitskiy esteve perto de igualar a eliminatória com um remate de longe, numa altura em que a pressão do Shakhtar se acentuava ainda mais, mas o resultado não voltou a sofrer alterações até final. Nem mesmo a expulsão de Danny Murphy perto do fim valeu ao Shakhtar, e foram mesmo os visitantes a estar perto do golo já nos descontos, com Zoltán Gera a atirar para fora.

Unirea ameaçou ser surpresa

Liverpool resiste a susto inicial

O Unirea Urziceni este perto de se tornar uma surpresa da primeira edição da Liga Europa, depois de ter começado o jogo da segunda mão a vencer o Liverpool. Porém, os reds acabaram por dar a volta e venceram a partida por 3-1. No primeiro jogo, o Liverpool havia ganhado por 1-0, em Anfield Road.

Apesar de os comandados de Rafael Benítez terem acabado por lograr o triunfo esperado, fizeram-no com bastante dificuldade. A vantagem que lhes fora dada na primeira mão, em Anfield, através de um golo ao cair do pano de David Ngog, foi rapidamente anulada pelo tento do português Bruno Fernandes, mas o primeiro golo da temporada de Javier Mascherano restabeleceu a igualdade na Roménia. Ryan Babel e Steven Gerrard deram, depois, uma vantagem de três golos, que foi mais do que suficiente para que a equipa da Premier League se apurasse para os oitavos-de-final.

O Unirea não se deixou atemorizar pelo estatuto do Liverpool e colocou-se merecidamente em vantagem dentro dos primeiros 20 minutos. A defesa do Liverpool deixou-se surpreender pelo canto de Răzvan Pădureţu, permitindo a Bruno Fernandes saltar mais alto e empatar a eliminatória, conferindo-lhe maior emoção. Gerrard já havia testado a sua sorte de longa distância, antes de Mascherano ter mostrado ao seu capitão como se fazia, rematando a cerca de 20 metros das redes do Unirea.

O Unirea não se deixou abater e continuou a causar perigo através de Pădureţu, fosse pela sua capacidade técnica ou pelos seus livres. A cinco minutos do intervalo, Gerrard foi um dos protagonistas do segundo golo, cobrando um livre que encontrou Babel na sua trajectória. O holandês controlou a bola, rodou e rematou a contar.

Outro livre de Gerrard obrigou o guarda-redes do Unirea, Giedrius Arlauskis, a intervir logo após o intervalo, mas foi de um lance de bola corrida que o médio da selecção inglesa sentenciou a eliminatória para o Liverpool. Yossi Benayoun passou pela defesa do Unirea antes de servir Gerrard, que fez a bola passar entre as pernas do guarda-redes Arlauskis. Já nos instantes finais, José Manuel Reina ainda negou o golo a Marius Ioan Bilaşco. Mas já estava tudo decidido. Semedo entrou na segunda parte pelo Unirea, mas nada pôde fazer para dar a volta aos acontecimentos.

"Kaká, Rooney e Drogba são os melhores do mundo", Cristiano Ronaldo

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Em apresentação de novas chuteiras, o Corriere dello Sport publicou uma entrevista com Cristiano Ronaldo na qual o astro português se mostrou fiel à sua imagem, dotado de uma confiança inabalável. O CR9 surpreendeu tudo e todos com a resposta quando questionado sobre qual é o trio de jogadores que impera no mundo do futebol actualmente: "Kaká, Rooney e Drogba são os melhores jogadores do mundo" para o luso. É inegável que os jogadores mencionados têm um valor igualmente indiscutível, o que assombra é o facto de o Melhor Jogador de 2008 se ter esquecido do seu sucessor no mesmo prémio, Lionel Messi.

Ronaldo auto-intitulou-se um "artista" e fez questão de deixar bem claro que "o futebol é espectáculo" e que "quem ama o futebol, ama-me também". Cristiano também teceu rasgados elogios a Ibrahimovic, avançado que chegou este Verão igualmente mas para o Barcelona.

O Ibra é fantástico e está a jogar muito bem no Barça. Para a Liga é muito bom ter um jogador como ele.
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